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Archive for junho, 2010

Abertura de Processo Administrativo aponta os riscos à privacidade da parceria entre Oi e Phorm

24 de junho de 2010 12:17 am

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Do blogue Habeasdata

Um processo administrativo contra a TNL PCS S.A. (Grupo Oi) foi instaurado pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça (DPDC/SDE/MJ) por suspeita de violação aos direitos do consumidor, em particular a sua privacidade e intimidade, em razão dos riscos aos consumidores brasileiros a partir da implantação da tecnologia da empresa britânica Phorm na rede da Oi. A instauração do processo constitui iniciativa inédita e pode ampliar os debates no Brasil sobre a legalidade e constitucionalidade da interceptação realizada pela Phorm, podendo alertar inclusive outras autoridades públicas para esses riscos.

A aprovação da parceria da empresa do grupo Oi com a Phorm está sob análise pelo CADE, tendo sido recentemente retirada de sua pauta de julgamentos.

A atividade da Phorm, conforme já ressaltamos diversas vezes, provocou o alarme dos reguladores e consumidores em diversos países onde a empresa procurou atuar, justamente por representarem grande risco para a privacidade e a proteção de dados dos consumidores. Após ter as portas de mercados como o norte-americano e britânico fechadas por este motivo, a Phorm busca agora a inserção no mercado brasileiro, provavelmente por este não possuir uma tradição forte de proteção de dados. Assim, provedores como Oi, UOL, Terra e iG foram mencionados como parceiros que utilizariam os principais produtos da Phorm, o software “Navegador” e o OIX (Open Internet Exchange).

A abertura do mencionado processo administrativo e o retardo na aprovação da parceria pelo CADE dão a entender que a iniciativa pode estar, curiosamente, provocando um efeito não pretendido: alertar o regulador e o legislador brasileiro para a lacuna existente em nosso ordenamento jurídico sobre proteção de dados e para a necessidade de proteger as informações pessoais do cidadão brasileiro de forma ao menos similar aos cidadãos de tantos outros países que dispõem de garantias e ferramentas adequadas.

Mais sobre a Phorm aqui

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Ver mais sobre a tentativa abjeta de negócio indecente da Oi aqui e aqui.

Proselitista de merda

12:01 am

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Laços de Mianmar e Coreia do Norte

23 de junho de 2010 11:58 pm

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Para preservar o regime e dotar-se de mísseis e até armas nucleares, junta militar birmanesa reata com Pyongyang

Aung Lynn Htut*

THE INTERNATIONAL HERALD TRIBUNE

Este é um momento delicado das relações entre os EUA e o regime mais corrupto do mundo: a junta militar que vem saqueando Mianmar há décadas como se fosse seu feudo privado. O governo Barack Obama tentou aplicar uma estratégia batizada de “engajamento pragmático”. No momento em que tenta repensar sua posição em meio à cacofonia atual de crises domésticas e estrangeiras, há o risco de Washington dar pouca atenção a Mianmar e abrandar inadvertidamente sua posição com os líderes militares do país.

Mas deve tomar o cuidado de não o fazer. E deve levar a sério as ambições da junta de possuir armas nucleares. O regime de Mianmar tem uma história de ludibriar autoridades americanas. Isso eu sei: antes de desertar para os EUA em 2005, eu era um funcionário de alto escalão da inteligência no departamento de guerra em Mianmar. Era também o vice-chefe na embaixada de Mianmar em Washington.

No outono de 2003, um membro de alto escalão do gabinete de um senador americano veio duas vezes a nossa embaixada em Washington para encontrar-se com o embaixador U Lin Myaing e comigo. Na mesma época, funcionários do Departamento de Estado e do Conselho de Segurança Nacional dos EUA também se reuniram em Nova York com U Tin Win, do escritório do primeiro-ministro de Mianmar, e com o coronel Hla Min, porta-voz do governo.

Os funcionários americanos estavam checando relatórios de que Mianmar havia reatado laços com a Coreia do Norte – um dos três pilares do “eixo do mal” de George W. Bush.

Mianmar havia rompido os laços com a Coreia do Norte em 1983, depois que agentes norte-coreanos tentaram assassinar o então presidente da Coreia do Sul, Chun Doo-hwan, durante uma visita a Rangum. Chun saiu ileso, mas 17 funcionários sul-coreanos de alto escalão – incluindo o vice-premiê e os ministros de Relações Exteriores e do Comércio – foram mortos.

O chefe da junta de Mianmar, o general Than Shwe, instruiu-nos a mentir aos americanos. Culpamos a oposição política de Mianmar pelos “rumores” de que Rangum havia reatado laços com Pyongyang. Os americanos queriam provas. Shwe então ordenou ao chanceler U Win Aung que enviasse uma carta negando os relatórios ao secretário de Estado Colin Powell. O governo britânico conhecia a verdade. O embaixador de Londres em Rangum chamou corretamente U Win Aung de mentiroso.

Interesses. Por que Mianmar reatou laços com a Coreia do Norte? Preservação do regime. Após o levante nacional de 1988 em Mianmar, muitas joint ventures estrangeiras para a produção de armas convencionais foram canceladas.

Than Shwe iniciou um reengajamento secreto com a Coreia do Norte em 1992, logo após assumir o controle em Mianmar. Ele argumentou que o país enfrentava o risco de um ataque dos EUA e da Índia, que na época era uma defensora do movimento pela democracia em Mianmar. Ele queria um Exército maior, mais armas modernas. Queria até armas nucleares. Pouco lhe importava a pobreza do povo de Mianmar.

Than Shwe fez contato secretamente com Pyongyang. Passando-se por empresários sul-coreanos, especialistas em armas norte-coreanos começaram a chegar em Mianmar. Eles receberam tratamento especial no aeroporto de Rangum. Com a enorme fortuna arrecadada com as vendas de gás natural à Tailândia, Mianmar logo pôde pagar aos norte-coreanos em dinheiro por tecnologia de mísseis.

Os generais acharam que também poderiam obter ogivas nucleares e, quando essas ogivas estivessem montadas nos mísseis, os EUA e outros países poderosos não ousariam atacar Mianmar e teriam menos influência sobre a junta.

Than Shwe ocultou o mais que pôde do Japão e da Coreia do Sul esses laços com a Coreia do Norte porque estava tentando atrair companhias japonesas e sul-coreanas para investir mais em iniciativas para saquear os recursos naturais de Mianmar. Em 2006, os generais da junta sentiram-se ou desesperados ou confiantes o suficiente para retomar publicamente as relações diplomáticas com a Coreia do Norte. Mianmar trabalhou por quase uma década para expandir sua produção de mísseis e ogivas químicas. O general Tin Aye – presidente da União de Holdings Econômicas de Mianmar, o braço empresarial dos militares – é a principal ligação com a Coreia do Norte.

Segundo um relatório secreto que vazou no ano passado, o terceiro homem mais importante do regime, general Shwe Mann, também fez uma visita secreta a Pyongyang em novembro de 2008. Ele assinou um acordo de cooperação com a Coreia do Norte para a construção de túneis e cavernas para ocultar mísseis, aviões, e até navios. O fato de essa informação ter vazado de oficiais militares de Mianmar mostra tanto o grau de megalomania de Than Shwe quanto a existência de oposição no interior do regime.

As palavras “engajamento pragmático” não deve se tornar sinônimo de qualquer enfraquecimento da firme oposição de Washington aos governantes de Mianmar.

Os EUA e outras nações precisam continuar questionando a legitimidade de Than Shwe e do regime. Eles não devem acreditar em suas promessas de realizar eleições livres e limpas neste ano. Só a pressão coordenada de todo o mundo será eficaz para lidar com esse mestre do engano. / TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK

*EX-FUNCIONÁRIO DE INTELIGÊNCIA DO MINISTÉRIO DA DEFESA DE MIANMAR

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O custo de cruzar os braços

11:50 pm

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Potências e vizinhos do Quirguistão têm ignorado crise e podem se arrepender disso

Por Paul Quinn-Judge*

INTERNATIONAL CRISIS GROUP

A Ásia Central está vivendo uma crise muito grave, mas grande parte do mundo prefere não pensar nisso. O Quirguistão perdeu o controle de parte significativa do país.

Os primeiros atos de violência na região asiática deixaram centenas de mortos e mais de 400 mil refugiados. Os dados são aterradores, especialmente levando-se em conta que se trata de uma população de 5 milhões de habitantes. A calma que se instaurou na zona é simplesmente uma fadiga temporária pelos dias de combate. O novo governo provisório do Quirguistão está demonstrando cada vez mais que é incapaz de tomar medidas para restaurar casas, meios de subsistência ou a confiança dos cidadãos. Esta administração mal consegue impor a ordem. Mas o foco dos líderes mundiais está em outro lugar.

Os EUA estão obcecados com o Afeganistão e, embora tenham uma grande base aérea no Quirguistão, demonstram claramente que não estão interessados em se envolver com as questões policiais e militares do Quirguistão.

A Rússia encara a Ásia Central como seu quintal, mas não tem interesse em se ocupar desse pedaço em particular da região. Moscou não está entusiasmado que o governo provisório fale da construção de uma democracia multipartidária. O Quirguistão não tem a abundância de recursos naturais que fazem de seus vizinhos tão atraentes ou “estratégicos” para o restante do mundo. Finalmente, líderes em Moscou não querem criar um precedente. Ou seja, eles não querem intervir na crise do Quirguistão para que a comunidade internacional não sugira em algum momento que eles têm o direito de ajudar na busca da paz, digamos, para o sangrento Cáucaso do Norte, um conflito ainda sem resolução para a Rússia.

Com raras e nobres exceções – como é o caso, entre outros, da Cruz Vermelha, o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e a Agência da ONU para os Refugiados (Acnur) – a posição de muitas organizações internacionais foi novamente decepcionante.

Mas não adianta apenas esperar que a crise desapareça. Muitas atrocidades foram cometidas nos últimos dias no Quirguistão, e há muitas pessoas enfurecidas e armadas na região. Cedo ou tarde, a cólera voltará a aparecer.

A crise enfraqueceu o governo quase ao ponto do colapso. Talvez muitos acreditem que um vácuo de poder em um país que poucas pessoas poderiam nem sequer encontrar no mapa não seja grande coisa. É um grande erro. Ainda que se ignorem os últimos dias de violência vividos no Quirguistão, deveria se ter em conta dois assuntos que poderiam se desenvolver na provável lacuna administrativa. O Quirguistão é um ponto estratégico para o tráfico de drogas provenientes do Afeganistão. De fato, a probabilidade é que os narcotraficantes tenham participado de forma ativa na violência. A maior parte das drogas que circulam pela região já tem destino certo: Rússia, que enfrenta uma explosão de casos de aids pelo uso de drogas injetáveis, e China, que está caminhando para a mesma situação.

O sul do Quirguistão também é, além disso, rota de passagem para outra “mercadoria” que o Ocidente teme: os combatentes islâmicos. Eles circulam pela região tendo como origem ou destino o Afeganistão, ao longo de seu caminho para o Usbequistão, mas também indo em direção à Europa Ocidental. Então, um país sem governo propiciará um ambiente ainda mais favorável para sua presença e livre atuação.

Se queremos evitar que isso aconteça, se queremos evitar uma crise humana crescente e prevenir anos de instabilidade política e de insegurança, a comunidade internacional deve parar de ficar de braços cruzados. Esta é uma situação extremamente delicada e difícil, que está se tornando insustentável a cada dia. Mas com um pouco de vontade política, há certas medidas que poderiam ser tomadas rapidamente, como separar imediatamente os usbeques e quirguizes no sul do Quirguistão.

*DIRETOR DO PROJETO DA ÁSIA CENTRAL DO INTERNATIONAL CRISIS GROUP

Ver mais sobre o tema aqui.

Bronco

3:58 am

O Brasil será o próximo?

3:56 am

Au revoir

3:54 am

Dunga não sabe lidar com a imprensa livre, aliás, com o que ele sabe mesmo lidar?

22 de junho de 2010 2:57 pm

Na América Latina ninguém tem a ficha mais limpa do que esses dois aí

3:54 am
Maluf

Maluf

Fujimori

Fujimori

Selecinha do técnico burro

3:45 am

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nilmar

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kaka

FBL-CONFED-BRA-TRAINING-ADRIANO-LUCIO-RENATO

Dunga, Robinho e Kaká

2:16 am

Música pós acampamentos

1:44 am

Música para acampamentos

1:35 am

Carla Gugino

1:14 am

Ceará – 08 a 13 de junho de 2010

21 de junho de 2010 6:28 pm

Logo depois de minha viagem ao Rio de Janeiro, com um breve retorno a Curitiba, viajei para o Ceará a fim de participar do XIX Encontro Nacional do CONPEDI, ocasião em que aproveitei para passar alguns dias em Jericoacoara antes da apresentação de meu trabalho na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará – UFC.

Para o deslocamento a Jericoacoara a maneira mais rápida e barata é o aluguel de um carro. Todas as operadoras de turismo tentarão dizer que Jericicoacoara é inacessível de carro, que somente veículos off road e 4X4 conseguem chegar lá, porém isso tudo é enganação que visa à venda de transfers que são oferecidos a valores abusivos.

Não diga na locadora que você vai a Jericoacoara, pois eles vão dizer que não pode. Apenas tome o cuidado de, na volta, antes de entregar o carro, passar num local que dê uma ducha embaixo do carro e no motor a fim de retirar a areia, daí a locadora não alegará que você descumpriu contrato etc.

Há mais de uma opção de estrada que vai de Fortaleza a Jericoacoara. Opte pela CE 085, que está em excelentes condições.

Você poderá chegar a Jericoacoara por Jijoca ou, antes de chegar lá, entrar em uma estrada de chão até a Praia do Preá, ainda no Município de Cruz. Prefira essa opção, pois de lá se vai pela areia da praia até Jericoacoara. Para tanto, haverá pessoas que, a um preço bem em conta, servirão de guia pelo caminho que leva até a porta de seu hotel.

Indico o Sr. Edvan – fones +55 88 8835-4635 ou +55 88 8819-1308. Você pode até combinar com ele um horário e ele o aguardará na própria CE 085 antes da entrada para o Preá. Por mais ou menos R$ 50,00 ele o acompanha no trajeto de ida ao hotel e, ao final da viagem, vai até o hotel para auxiliar no percurso de volta e, já no Preá, indica o lugar para dar uma ducha no carro a fim de que, posteriormente, não haja nenhum problema com a locadora do carro.

Em Jericoacoara há várias opções de hospedagem. Eu fiquei, por conta da excelente indicação do @AurelioPeluso, no Hotel Mosquito Blue.

A vila é muito agradável, com muitas opções de restaurantes e de passeios.

Imperdível é o crepúsculo na Duna do Pôr-do-Sol, que fica a alguns passos da praia de Jericoacoara, onde se pode apreciar o pôr do sol, que acontece no mar.

Um dos pratos mais famosos da região é o camarão no abacaxi. Por indicação da @aleteiaferreira comi esse prato no Restaurante Dona Amélia, que é o que, de fato, tem a melhor receita. O restaurante está na Rua do Forró.

Outro restaurante muito bom é o Carcará, também na Rua do Forró, em que comi um delicioso camarão ao curry com manga. Deixe para comer a sobremesa em outro lugar, pois ali eles servem aqueles doces prontos.

O agito da noite começa tarde e a animação se inicia lá pela uma hora da manhã. A rua principal, nas proximidades do mar, fica cheia de barracas de bebidas e afins.

A cada dois dias funciona o forró de Jericoacoara.

Na madrugada é tradição dar uma passada na Padaria Santo Antônio, que só abre entre duas e cinco horas da manhã e fica na Rua São Francisco.

Durante o dia se pode contratar um bugueiro que o levará para várias atrações turísticas, desde lagoas (a Azul e a do Paraíso são imperdíveis), dunas, mangues, a pedra furada, etc.

Eu queria comer caranguejo e o bugueiro me levou à Barraca do Cacau em Mangue Seco, onde você escolhe os caranguejos que irá comer, excelente!

Após esses dias em Jericoacoara retornei a Fortaleza, onde me hospedei no bem localizado Hotel Luzeiros.

Fortaleza é pródiga em restaurantes, sendo que o que mais gostei foi o Tia Nair, em que comi de entrada patas de caranguejo e lagosta como prato principal, carro-chefe do restaurante.

No mais, os dias que passei em Fortaleza foram tomados pelos trabalhos na UFC.

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Árvore da Preguiça

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Duna do Pôr do Sol

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Vista da Vila a partir da duna

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Rua Principal

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Camarão no abacaxi

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Hotel Mosquito Blue

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Barraca da Dona Delmira

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Lagoa Grande – Tatajuba

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Barraca do Cacau – Mangue Seco

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Lagoa do Paraíso – Jijoca

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Ao fundo, o povoado de Jijoca

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Lagoa Azul – Cruz

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Pedra do Frade

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Pedra Furada

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Restaurante Carcará

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Área de café da manhã do Hotel Mosquito Blue

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Conferência do Prof. Paulo Bonavides

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Ver outros Congressos do CONPEDI que participei aqui e aqui.

Por um acordo de dupla tributação Brasil-EUA

9:15 am

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Por Henrique Rzezinski*

Em 31 de março de 2007 os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush encontraram-se em Camp David para reunião de cúpula entre os dois países. O comunicado do encontro estabeleceu a meta de o Brasil e os Estados Unidos “redobrarem o trabalho conjunto para a conclusão de um acordo sobre dupla tributação”. Pela terceira vez em cinco décadas, autoridades brasileiras e americanas foram instruídas a negociar o acordo. No entanto, passados três anos, parece não haver perspectiva positiva para a sua conclusão no curto prazo.

Desde o fim da 2.ª Guerra Mundial, o tema das barreiras ao comércio e aos investimentos decorrentes da política tributária tem recebido atenção menor do que a necessária. Em contraste com outros itens da agenda do comércio internacional, não há acordo multilateral sobre a matéria. De fato, as partes contratantes do antigo Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (Gatt) e os países-membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) trataram o assunto apenas de maneira superficial, dadas a sua complexidade e sensibilidade política.

Contudo, é quase desconhecido o fato de que a primeira disputa comercial no âmbito do Gatt foi sobre política tributária. Em 1948, o Paquistão contestou benefícios concedidos pela Índia. Quatro anos depois foi a vez de a França contestar a lei brasileira do imposto de consumo, considerada discriminatória. De lá para cá, sucederam-se períodos de calmaria, seguidos de outros de intensa disputa comercial.

A bem-sucedida liberalização do comércio internacional fez com que o Imposto de Importação perdesse importância como obstáculo às transações comerciais e como instrumento de política pública. Temas como barreiras não-tarifárias, defesa comercial e política cambial passaram a ganhar crescente destaque. No entanto, as barreiras tributárias permaneceram largamente intocadas.

Em razão desse movimento histórico, os países interessados em eliminar esse tipo de impedimento às suas exportações e investimentos passaram a negociar acordos bilaterais de escopo limitado: os Acordos para Evitar a Dupla Tributação (ADTs).

Os Estados Unidos, por exemplo, têm se dedicado a negociar ampla rede de ADTs, que já conta com 59 acordos e abrange 67 países. Dos Brics, apenas o Brasil não tem acordo com os americanos. A China negociou o seu em 1984; a Índia, em 1989; e a Rússia, em 1992. O México e a África do Sul também negociaram, respectivamente, em 1992 e 1997. Entre os demais membros do G-20, apenas a Arábia Saudita e a Argentina não o fizeram.

O principal objetivo dos ADTs é a eliminação da dupla tributação entre os signatários. No entanto, os acordos servem também como instrumento para coibir evasão fiscal, reduzir barreiras a investimentos e evitar tratamento discriminatório contra empresas com operações no exterior.

Em razão do crescente investimento de empresas brasileiras nos Estados Unidos, faz sentido econômico para o Brasil negociar um ADT com esse país. As dificuldades hoje existentes na tratativa bilateral, que dizem respeito a aspectos como tributação de juros, dividendos e royalties; preços de transferência; e solução de controvérsias, são todas passíveis de resolução se houver disposição política para tal.

Além disso, a suposta perda de receitas pelo Fisco brasileiro em decorrência da assimetria de investimentos entre os dois países, que tenderia, no curto prazo, a drenar recursos do Brasil para os Estados Unidos, deve ser vista sob perspectiva de longo prazo.

Em 2000, para cada US$ 1 de investimento brasileiro nos Estados Unidos, havia US$ 22,2 de investimento americano no Brasil. Em 2008 essa relação era de apenas US$ 1 para US$ 4,4. Na prática, portanto, a dinâmica empresarial se encarregará de eliminar a assimetria, garantindo equilíbrio na repartição de receitas.

Por fim, o governo e o setor privado brasileiros devem atentar para as tendências da política tributária americana. De um lado, um número crescente de Estados tem procurado alterar sua legislação para alargar a base de contribuintes. De outro, o Congresso dos Estados Unidos vem aumentando sua disposição em aprovar legislação que impeça a triangulação de benefícios tributários via ADTs ? tática que os especialistas chamam de treaty shopping.

Há projetos de lei em tramitação que, se aprovados, impedirão que empresas brasileiras usem subsidiárias ou empresas relacionadas em terceiros países para remeter receita ao Brasil, de modo a evitar a dupla tributação decorrente da falta de acordo entre os dois países.

Como se observa, os benefícios econômicos de um Acordo para Evitar a Dupla Tributação entre o Brasil e os Estados Unidos são óbvios. Somam-se a eles benefícios políticos e estratégicos. Nos últimos anos, a agenda bilateral evoluiu de forma substantiva em diversas áreas, mas pouco em matéria do marco regulatório de comércio e investimentos. O único instrumento formal dessa relação é o Sistema Geral de Preferências, que, embora importante, se trata de programa unilateral americano. Já é hora de o País adensar essa relação. O ADT é o primeiro passo.

*PRESIDENTE DA BRAZIL INDUSTRIES COALITION E DA SEÇÃO BRASILEIRA DO CONSELHO EMPRESARIAL BRASIL-EUA E VICE-PRESIDENTE PARA ASSUNTOS CORPORATIVOS DA BG BRASIL

Como a Turquia desistiu de sua relação com o Ocidente

9:09 am

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Erdogan buscou a integração com a União Europeia, mas Alemanha e França não deixaram; hoje ele dá o troco

Por Bernhard Zand

DER SPIEGEL

Na cúpula da União Europeia (UE) em Copenhague, em dezembro de 2002, o então chanceler alemão, Gerhard Schroeder, e o presidente francês, Jacques Chirac, estavam sentados numa sala com Recep Tayyip Erdogan, um recém-chegado na Europa. O alemão e o francês tinham más notícias para o homem, que acabava de alcançar uma vitória eleitoral histórica na Turquia.

O premiê turco esperava receber uma data concreta, 15 anos após a Turquia apresentar seu primeiro pedido formal para o início das negociações sobre o acesso de seu país ao bloco europeu. Era o reforço que Erdogan buscava para recuperar a Turquia. Mas ele soube de Schroeder que a UE não estava preparada para começar aquelas negociações ainda, e Erdogan teria de esperar mais um pouco.

Erdogan sentou-se em sua cadeira e disse: “Hop hop!” Chirac não compreendeu a expressão turca, que se traduz numa combinação de “espere aí” e “vocês devem estar malucos”. Mas ele havia servido como prefeito de Paris por tempo suficiente para reconhecer que aquele homem tinha o pavio muito curto e não aceitava bem uma decepção.

Os estadistas europeus, ele informou a seu colega turco, tinham suas diferenças. Mas eles também haviam estabelecido maneiras de discutir essas diferenças. Erdogan não disse nada. Não era um bom começo.

Distância de Israel. Agora, sete anos depois, Erdogan realmente recuperou a Turquia. Ele incomodou todos os que um dia ousaram lhe tratar como um simplório religioso. Colocou contra a parede os antes todo-poderosos militares turcos, desmoralizou o establishment republicano e transformou seu país sobre o Bósforo, antes conhecido por seus golpes e crises, num “tigre” anatólio. Enquanto a vizinha Grécia enfrenta uma bancarrota nacional, a economia turca deve crescer mais de 5% este ano.

Ao mesmo tempo, o país está assumindo um papel que a Turquia moderna nunca desempenhou: o de uma potência regional ruidosa e arrogante que está provocando um clamor internacional ao desprezar um princípio fundamental de sua política externa. É uma mudança de curso histórica. “Os turcos sempre seguiram numa única direção”, disse Mustafa Kemal Ataturk, o fundador da república turca. “Para o Ocidente.” Agora, porém, após sete anos com Erdogan, a Turquia está mudando sua direção para o Leste.

O indício mais óbvio dessa mudança é sua relação com Israel. Nos anos 40, a Turquia foi um refúgio para judeus perseguidos da Europa e, em 1949, foi o primeiro país islâmico a reconhecer o Estado judeu. Trata-se de uma aliança de conveniência e valores que as elites seculares de ambos os países sustentaram, a qual existe há quase 60 anos.

Mas a aliança desfez-se há duas semanas, após meses de provocações mútuas e o incidente sangrento envolvendo a flotilha ao largo da costa israelense. Erdogan acusou Israel de “terrorismo de Estado”, retirou seu embaixador e afirmou que o mundo “agora percebe a suástica e a Estrela de Davi juntas”.

A reviravolta reflete-se também na relação com o Irã, país que Ancara via com suspeita desde a Revolução Islâmica de 1979. Uma placa que foi colocada na fronteira turco-iraniana em 1979 diz: “A Turquia é um Estado secular.” É uma declaração da oposição da Turquia à teocracia no vizinho Irã.

Mas no dia 9 o embaixador turco ergueu a mão no Conselho de Segurança da ONU e votou contra o pacote de sanções com o qual Washington, Londres, Paris e Berlim – e até Moscou e Pequim – esperam barrar o polêmico programa nuclear do Irã.

O Ocidente está chocado. Um país que cobriu o flanco sudeste da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) por 60 anos e ficou ao lado dos Estados Unidos e da Europa, com o segundo maior exército da Aliança – da Guerra da Coreia à do Afeganistão – é, de repente, um amigo dos mulás? O Departamento de Estado dos Estados Unidos chama isso de um “desapontamento”, enquanto alguns em Israel, Estados Unidos e Alemanha já estão prevendo um novo “eixo do mal”.

“Empurrado” à leste. De quem é a culpa pela virada da Turquia? De Erdogan? De Israel? Dos europeus? Quem perdeu a Turquia? Se o país encavalado no Bósforo parece estar se movendo para leste, diz o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, isso “se deve ao fato de que ele foi repetidamente empurrado por alguns na Europa que se recusam a dar à Turquia o tipo de vínculo orgânico com o Ocidente que ela tradicionalmente almejou”.

O argumento de Gates é difícil de refutar. No Acordo de Associação de 1963, os países da UE ofereceram à Turquia uma clara perspectiva de integração e Ancara fez seu primeiro pedido em 1987. Mas, mesmo depois de as negociações começarem, em 2005, Bruxelas continuou criando obstáculos para a Turquia enquanto países do antigo bloco oriental eram aceitos um após outro. Erdogan continuou se aferrando, contudo, à perspectiva de integração na UE. E com esse trunfo na mão, reformou seu país como nenhum outro premiê turco havia feito antes. Ele assumiu riscos, abrandou as relações com os curdos e, em geral, tentou impressionar os europeus.

Estava determinado a entrar na história como o turco que trouxe seu país para o “clube cristão”. Mas aí, a meio caminho entre a chegada ao cargo da chanceler alemã Angela Merkel, em 2005, e a do presidente francês Nicolas Sarkozy, em 2007, o entusiasmo de Erdogan arrefeceu. Se há uma questão em que aqueles dois líderes concordam é na sua oposição à integração da Turquia na UE.

Erdogan compreende que não tem uma chance na Europa neste momento e está redirecionando sua energia para o leste. Não é uma maneira particularmente magistral de aliviar a frustração política, mas tampouco é surpreendente. / TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK

When a Soccer Star Falls, It May Be Great Acting

8:26 am

Abdul Kader Keïta, bumped lightly, was down; Kaká was out

Abdul Kader Keïta, bumped lightly, was down; Kaká was out

By Jeffrey Marcus

The New York Times

JOHANNESBURG — The Ivory Coast forward cried out in apparent agony, covered his face with his hands and dropped to the turf with a thud in the waning minutes of his team’s 3-1 loss to Brazil on Sunday at the World Cup.

The forward, Abdul Kader Keïta, was not hit with the ball or slapped across the face or punched, just bumped by the Brazilian star Kaká, who did little more than shrug, sticking his right elbow into Keïta’s chest.

That was all it took for Keïta to fall to the turf as if he had been doused with pepper spray.

The referee punished Kaká with a yellow card, his second of the game, forcing his ejection and leaving his team a man down for the rest of the game.

Many who saw the replay wondered whether Keïta’s fall was the tournament’s latest example of what officials call simulation. Much of the flopping, flailing and falling in soccer is little more than diving to the turf in an effort to dupe the referee.

If successful, the diver could be awarded an unimpeded kick from the point of the infraction or, if it occurs in the penalty area in front of the goal, a penalty kick from 12 yards.

Fans are already seeing as much bad playacting as tricky dribbling during the World Cup in South Africa, despite efforts by FIFA, the sport’s world governing body, to punish divers. Some of the best players in the world crumple under imaginary contact to win a penalty, or writhe in seeming pain to run the clock down or give their teammates a breather.

“I wish it wasn’t part of the game,” said Paul Tamberino, the director of referee development for U.S. Soccer. “Players will do whatever they can.”

In his first game of the tournament, the German midfielder Mesut Özil tumbled as if gnomes hiding in the grass at Durban Stadium had tied his shoelaces together during his team’s opening game against Australia last week. An innocuous challenge from a defender did not seem enough to send him to the ground. Indeed, no foul was called. Instead, for his ruse, Özil was punished with a yellow card.

Özil’s tumble and Keita’s pantomime did not affect the outcome of either game; Germany and Brazil easily won their matches. But with so few games, and with goals at a premium at this World Cup (1.97 goals per game through the first 29 games, well below the low-water mark of 2.21 in 1990), an erroneously awarded penalty or unjust suspension could prove decisive.

In the Round of 16 at the World Cup in Germany four years ago, Italy and Australia were tied, 0-0, in added time. Italy’s Fabio Grosso rushed into the Australia penalty area and doubled over the lunging defender Lucas Neill. Italy was awarded a penalty kick, converted it for a 1-0 victory and went on to win the title. The penalty kick eliminated Australia.

“When he slid in, maybe I accentuated a little bit,” Grosso told Football Plus magazine in the spring. “I felt the contact, so I went down.”

According to FIFA’s Laws of the Game, “attempts to deceive the referee by feigning injury or pretending to have been fouled” are punishable by a yellow card. But it can be difficult at full speed, with only the naked eye and no video replay to consult, for a referee to spot the difference between a foul and a phantom.

The referee Koman Coulibaly whistled a foul in favor of United States forward Jozy Altidore in the 85th minute of the Americans’ 2-2 tie with Slovenia on Friday — awarding a free kick that led to a controversial disallowed goal — but replays showed that minimal contact occurred before Altidore crashed to the ground. Players know they are more likely to get away with it and tacitly condone the practice.

“Personally, I’m against any type of simulation; I don’t think it should be part of the game,” Alessandro Del Piero, a teammate of Grosso’s, said recently, before adding: “It went in Italy’s favor and I was happy. If it went against us, I would be upset.”

Del Piero and his countrymen were indeed upset in 2002 when Italy was knocked out of the World Cup in South Korea by the host team after Francesco Totti was ejected for a second yellow card after disingenuously trying to earn a free kick.

Referees say that it is difficult to penalize a player for simulation because it is akin to calling him dishonest.

“If you’re going to give a caution for simulation and there is contact,” Tamberino warned, “it has to be very obvious that he’s trying to cheat.”

Sometimes, simulation is so transparent that it more resembles vaudeville than world-class soccer.

In 2002, Rivaldo of Brazil was waiting to take a corner kick when Hakan Unsal of Turkey appeared to deliberately kick the ball at him when he was not looking. Rivaldo went down as if he had been shot, clutching his face, right in front of an assistant referee. Unsal was given a red card, signaling an ejection, but Rivaldo was embarrassed when video replay revealed his reaction to be an act. FIFA later fined him $7,350.

“Whether it be the big flop or the big groan, sometimes it’s comical,” Tamberino said. “You don’t like to laugh, but sometimes, you give a smile.”

Referees must be close to the play and have the right angle and clear vision to make the correct call. It requires good positioning and communication between the referee and his assistants, one on each sideline. Three years ago, FIFA started a referee assistance program to train officials to, among other things, spot dives. Before the World Cup, FIFA’s technical study committee provided referees and assistant referees with scouting reports, including video, that highlighted teams with a reputation for simulation.

Being a good diver may help a player get an occasional call, but when he earns a reputation as a cheat, it can be difficult to erase.

Portugal’s Cristiano Ronaldo, one of the fastest and most dangerous forwards, is often the target of deliberate fouls or the victim of overzealous defenders.

“Referees should protect the more skillful players when they are getting fouled by the opposition,” he said Tuesday after Portugal’s game with Ivory Coast. “Sometimes it is difficult for me when the referees give fouls because they think I dive.”

But they think that for good reason. Ronaldo was notorious for feigning when he was a young player. He was lethal on direct kicks, and he relished the chance to show off his ability to strike the ball from long range. But now that he has developed into one of the game’s most hardened players, who is often hacked mercilessly by slower, less-skilled defenders, he does not get many calls.

“They don’t protect talented footballers anymore,” said Carlos Queiroz, the coach of Portugal. “I’d like to see if the rules are the same for everybody.”

Players and referees say they know which players go down too easily, but they are reluctant to identify them.

“I’m anticipating all forwards are capable of doing that,” said the American defender Oguchi Onyewu, who at 6 feet 4 inches and 210 pounds is an easy mark for conniving forwards who exploit the perception that a bigger player fouls more often.

“I think referees are taking the proper measures now more so than in the past to eliminate that kind of exaggeration,” Onyewu said. “Giving the players themselves a card and not the defender.”

But defenders and forwards agree that diving will be hard to eradicate as long as players get away with it.

“You try to get the ref on your side and you hope that he can see through all of that,” said Jonathan Spector, a defender for the United States. “There’s only so much you can control in a game. The call was made. Just get on with it.”

Rivaldo of Brazil after he was struck by a ball against Turkey in the 2002 World Cup. He was later fined for his display

Rivaldo of Brazil after he was struck by a ball against Turkey in the 2002 World Cup. He was later fined for his display

Lucas Neill of Australia gestured in disbelief as Fabio Grosso of Italy doubled over in 2006. Italy won on a penalty kick

Lucas Neill of Australia gestured in disbelief as Fabio Grosso of Italy doubled over in 2006. Italy won on a penalty kick

Como os gregos quebraram a Europa

2:01 am

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Por Bronwen Maddox*

Prospect

A Grécia é minúscula, sua economia responde por apenas 3% da UE. Mas exatamente quando parecia que o mundo estava se arrasando para fora do turbilhão financeiro e da recessão no começo de 2010, a Grécia lembrou os mercados de que os países, assim como os bancos, também pode ruir. “Um Lehman Brothers cercado de águas azul-turquesa”, foi uma das descrições usadas.

“Contágio”, a metáfora lacônica dos mercados, dificilmente traduz a velocidade com que os temores de insolvência se espalharam por toda a Europa, para Portugal, Espanha, Itália, depois Irlanda e até Inglaterra. Durante um final de semana agitado de maio, a corrida para elaborar o gigantesco acordo de resgate de 750 bilhões de euros exigiu a atenção urgente de todos os líderes da UE, do presidente Barack Obama e do Fundo Monetário Internacional.

O plano de resgate salvou o euro por enquanto, e a moeda mostrou alguns sinais de recuperação desde que atingiu sua maior baixa em quatro anos em relação ao dólar na semana passada. Mas isso destruiu as regras pelas quais o Banco Central Europeu comanda o bloco de 16 países que usam o euro. E a crise tampouco terminou. Ainda não está claro se a Grécia e seus vizinhos do Mediterrâneo conseguirão fazer as mudanças que a Europa está finalmente exigindo deles. A comparação com a Irlanda, que enfrentou problemas parecidos, oferece alguma esperança, mas também sugere que os problemas da Grécia sejam arraigados demais para serem resolvidos.

O drama começou em outubro, quando George Papandreou, primeiro-ministro socialista do país, disse à nação que as finanças da Grécia estavam bem piores do que os governos conservadores anteriores haviam declarado. Um homem alto e curvado, com um bigode preto bem aparado e um jeito reservado, vindo de uma dinastia familiar que dominou a política grega por muito tempo, Papandreou disse que a Grécia estava com um déficit anual de 12,7% de seu PIB.

Isso era duas vezes mais do que o governo anterior havia dito à comissão europeia, e quatro vezes mais do que o limite oficial para a eurozona. O país também acumulou dívidas de 300 bilhões de euros, equivalente a mais de 100% do PIB. Enquanto os títulos gregos começavam a afundar, a comissão enviou equipes de auditores para Atenas, para descobrir que o número verdadeiro era ainda pior – perto de 14%.

As raízes do problema datam das forças que moldaram a Grécia moderna. A dificuldade grega de desenvolver o aparato de um Estado moderno aumentou durante a guerra civil de 1946-1949 entre os comunistas e as forças conservadoras apoiadas pelos EUA. A guerra destruiu as poucas partes do governo que ainda funcionavam depois da ocupação alemã na 2ª Guerra Mundial, e provocou uma polarização amarga na vida política. O surgimento de um establishment fortemente anticomunista pavimentou o caminho para o governo militar de 1967 a 1974.

As decisões que levaram aos níveis atuais de dívida foram tomadas no começo dos anos 80, quando o pai de George Papandreou, Andreas, que liderou a política grega durante 15 anos, começou a estabelecer as fundações de um Estado social-democrata tão amplo que marcaria o fim desse episódio traumático.

Mas o setor público que ele construiu se tornou muito caro. Mesmo agora, ele continua extravagantemente generoso para os padrões europeus. O horário de trabalho costuma ser das 7h30 às 14h30, os empregados recebem um bônus de um salário extra duas vezes por ano e alguns podem se aposentar com 53 anos. Os jornais gregos têm observado ironicamente o “problema de Édipo” do primeiro-ministro do país: ele precisa “matar” as políticas de seu pai para salvar o país.

Nem o setor privado oferece um antídoto saudável. As empresas familiares respondem por três quartos do setor, e mutias não são nem competitivas nem inovadoras. A burocracia é “estranguladora”, argumenta Loukas Tsoukalis, professor da Universidade de Atenas e conselheiro de Jose Manuel Barroso, presidente da comissão europeia. “Temos um sistema capitalista com um Estado soviético.”

A Grécia tinha problemas bem piores quando requisitou juntar-se ao euro. Embora a economia, erguida com subsídios da UE, estivesse crescendo 3% ao ano, o país não conseguiu cumprir com as condições estabelecidas pela Alemanha para a dívida e a inflação quando o euro foi lançado em 1º de janeiro de 1999. O país conseguiu dois anos depois, apresentando números que diziam que seu déficit orçamentário estava dentro das regras, e que sua dívida, que não estava, não era pior do que a da Itália.

Quando a Grécia revelou a verdadeira situação de suas finanças em outubro passado, isso causou alarme, e depois pânico, nos mercados. Surgiram temores de que a Grécia não seria capaz de pagar dezenas de bilhões de euros em abril e maio, e ninguém queria emprestar 45 bilhões de euros a mais para cobrir os gastos do país até o final do ano. Os banqueiros começaram a falar em inadimplência e em recalcular. Até mesmo o maior tabu – mencionar que a Grécia pode deixar o euro – foi quebrado, uma vez que alguns políticos alemães declararam abertamente que este era o único remédio.

O medo era de que o problema se espalhasse para Portugal, Itália, Irlanda e Espanha. Em negociações frenéticas durante as 40 horas seguintes, que terminaram às 2h da manhã do dia 10 de maio em Bruxelas, a UE, o ECB e o FMI formularam juntos o regate de 750 bilhões de euros. Eles obrigaram Papandreou a concordar em reduzir o déficit para menos de 3% dentro de três anos, começando com cortes de salários e pensões – e com a restrição de impostos. Protestos na Grécia contra os vários pacotes de austeridade se estenderam durante semanas, enchendo as ruas de Atenas de pneus queimados e gás lacrimogênio; três pessoas foram mortas por um coquetel Molotov num banco.

Os protestos agora estão menos frequentes. Apesar da violência nas ruas houve uma pequena maioria nas urnas a favor dos vários planos de austeridade desde o começo da crise. Papandreou não tem uma oposição real, e muitos líderes sindicais apoiam seu partido. Mas outros são céticos. “Será que a Grécia conseguirá de fato lidar com seus problemas? Tenho minhas dúvidas”, disse Josef Ackermann, diretor-executivo do Deutsche Bank, um dos que planejaram o pacote de ajuda. Outros alertam que os cortes afundarão a Grécia na recessão, tornando mais difícil que o país pague suas dívidas. A melhor esperança, diz Tsoulakis, é que “numa crise você pode fazer coisas que acharia impensáveis nos tempos normais”. A comparação com a Irlanda dá esperança – mas apenas até certo ponto. No ano passado, a Irlanda começou a atacar problemas financeiros que pareciam no mínimo tão ruins quanto os da Grédia. Mas a Irlanda começou com uma situação financeira melhor, com um débito total de apenas 60% do PIB, cerca de metade do da Grécia. Também é mais fácil fazer mudanças radicais num pais com apenas 5 milhões de habitantes, em comparação com os 11 milhões da Grécia. A cultura política também é um fator importante – a Irlanda não tem a polarização entre esquerda e direita que a Grécia tem.

Mas a Irlanda ainda não está a salvo, e a Grécia menos ainda – e o resgate deixou efeitos colaterais no coração da Europa. Na verdade, a crise evidenciou a pouca convergência que há na eurozona. Longe de tornar as economias menores mais competitivas, o euro serviu como uma espécie de abrigo sob o qual a Grécia, e outros países, usaram o benefício das taxas de juros baixas para alimentar bolhas financeiras sem reformar suas economias. A França, e muitas pessoas no ECB, agora acreditam que se o euro quiser sobreviver será necessária uma governança econômica bem mais coordenada para evitar os desequilíbrios. A Alemanha quer regras bem mais rígidas para limitar os déficits orçamentários. Mas será que os países irão tolerar a invasão de sua soberania que isso exigiria? Parece pouco provável.

A alternativa para essa convergência – e o resultado mais provável – é a separação da eurozona. A própria Grécia ainda pode precipitar isso. A menos que ela comece a crescer rápido, é difícil ver como ela poderá pagar as dívidas sem ter de postergá-las – de fato isso exigiria um ajuste maior do que qualquer outro já feito na história do FMI. E ainda assim é difícil ver um crescimento rápido sem desvalorização, e isso significaria trazer de volta o dracma. Não há mecanismo para deixar o euro. Qualquer saída terá que ser feita da noite para o dia, para evitar uma corrida aos bancos. Falando legalmente, seria muito bagunçado, mas não é mais impossível imaginar – de fato, em toda a Europa, banqueiros e advogados estão começando a testar a ideia.

Mesmo que a Grécia desvalorize sua moeda, ainda enfrentaria os problemas econômicos. O turismo beneficiaria o país, que por outro lado é fraco no setor de exportações (“azeitonas, barcos e sol”, disse um banqueiro inglês com desdém). Os mercados permitiram que o governo emprestasse apenas com taxas de juros punitivas. Acima de tudo, a saída do euro seria um golpe para o país. A ideia de deixar o euro passou por muitas conversas em Atenas antes do pacote de ajuda, mas, por enquanto, ela desapareceu.

Nem tanto na Alemanha. O debate sobre se o euro ainda beneficia a Alemanha, o país que fez mais do que qualquer outro para criar a moeda, teria sido impensável há um ano. Mas está acontecendo agora, à medida que os alemães se concentram na ideia de que a união em torno da moeda exigirá uma transferência contínua de seus superávits conquistados com suor para o sul.

A crise mudou as perspectivas não só para o euro mas para a UE propriamente dita. Depois da longa disputa do Tratado de Lisboa, muitas pessoas esperavam que a UE pudesse olhar para fora novamente, mas em vez disso ela voltou para os anos das cúpulas de emergência e acordos de ajuda. A crise também deve impedir a expansão futura, porque ela expôs os limites da disposição dos países ricos em pagar pelos mais pobres. Pode ser que Turquia e a Ucrânia, ambas grandes e pobres, tenham agora que buscar uma parceria mais próxima em vez do status de membros. Mas no momento em que a Rússia está procurando reconstruir sua influência em lugares como a Bulgária e a Ucrânia, a Europa sofrerá por dar a impressão de estar se retirando.

É fácil esquecer, na UE moderna, quando é possível tomar voos baratos por todo o continente e morar e trabalhar em qualquer lugar, como suas nações-membro são diferentes. Além disso, a UE mudou seus membros mais pobres mais do que seus fundadores imaginam. A crise que começou em Atenas em outubro provocou um choque profundo a esta visão da UE – e acima de tudo, à ideia alemã sobre seu papel na Europa. A falha da comissão, e especialmente da França e da Alemanha, em insistir que os países observassem as regras, veio de seu entusiasmo pelo projeto europeu e do desejo de satisfazer os países menores e mais pobres.

Talvez a crise – a mais séria da UE desde sua criação, de acordo com Angela Merkel – finalmente convencerá a Grécia, e outras economias mais fracas, a fazer as reformas que evitaram desde que se juntaram ao euro. O caminho mais fácil chegou ao fim, uma vez que a realidade econômica se impõe sobre o sonho político de uma moeda pan-europeia. No caso da Grécia, isso exigirá mudanças profundas numa cultura cujas raízes estão profundamente entranhadas na sociedade. Enquanto isso, a crise já tem consequências bem mais sérias – e que ameaçam a saúde de toda a União. – Tradução: Eloise De Vylder

*Correspondente estrangeiro chefe do Times de Londres e autor de “In Defense of America”

A fala de Churchill 70 anos depois

1:53 am

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Discurso do ex-premiê britânico é exibido em meio às cerimônias para lembrar o início da ofensiva contra Hitler

Por JOHN F. BURNS*
The New York Times

O s historiadores o definiram como um dos discursos mais importantes pronunciados em língua inglesa, e seguramente um dos mais importantes pronunciados por um inglês em circunstâncias de grande perigo para a nação, sem paralelo nos tempos modernos.

Há 70 anos, em 18 de junho de 1940, Winston Churchill, que ocupava havia apenas seis semanas o cargo de primeiro-ministro da Grã-Bretanha, diante da ameaça de invasão da França ocupada pelos nazistas, foi à Câmara dos Comuns e, em 36 minutos de vibrante oratória, conseguiu entusiasmar seus compatriotas com o histórico pronunciamento que ficou sendo conhecido como seu discurso do “momento mais belo”.

O discurso – que se encerrou com as palavras “Vamos encarar nossos deveres e nos compenetrar de que, se o império britânico e sua Commonwealth durarem mil anos, os homens ainda dirão “este foi seu momento mais belo” ” – continua repercutindo. De ambos os lados do Atlântico e além dele, foi saudado como o momento em que a Grã-Bretanha encontrou a determinação de continuar lutando depois da queda da França e, finalmente, firmar uma aliança com os exércitos americano e russo para vencer os exércitos alemães que haviam invadido a maior parte da Europa.

O texto datilografado do discurso é conservado atualmente em uma das 2.500 caixas de documentos e objetos que ocupam os andares superiores fortemente policiados dos Arquivos Churchill, do Churchill College da Universidade Cambridge, fundados em 1960, cinco anos antes de sua morte.

O discurso e outros documentos pertinentes estão expostos para a visitação de estudiosos, jornalistas e outras pessoas. O momento escolhido para exibir estes documentos tem a ver, principalmente, com o aniversário do discurso em si, e com uma série ampla de comemorações em todo o país, para marcar o que Churchill, naquela tarde de 1940, descreveu nos Câmara dos Comuns como uma batalha que determinaria “a sobrevivência da civilização cristã”.

Duas semanas antes do discurso, navios e uma frota de barcos de pesca e embarcações particulares britânicas haviam concluído a retirada de 338 mil soldados britânicos, franceses e de outros países da Commonwealth que corriam o risco de ser dizimados pelas tropas alemãs nas praias de Dunquerque.

Um mês depois do discurso, como Churchill havia previsto, aviões de combate britânicos entraram em confronto com a Luftwaffe na batalha que ficou conhecida como Batalha da Inglaterra.

A renovada ênfase na liderança exercida por Churchill no tempo da guerra provocou uma ressonância nestes dias, também, pelo fato de a Grã-Bretanha enfrentar novamente uma crise nacional, agora com uma economia que caminha para a recessão e perigosos níveis de endividamento. Mais uma vez, a tarefa de galvanizar o país cabe a um novo primeiro-ministro, David Cameron, conservador como Churchill, há pouco mais de um mês no cargo e, como Churchill, líder de uma coalizão formada em consequência de uma eleição parlamentar, o primeiro governo de coalizão desde o governo de unidade nacional liderado por Churchill desde 1940 até sua derrota nas eleições gerais de 1945.

Se Cameron conseguirá como Churchill conduzir a Grã-Bretanha para “os amplos planaltos banhados pelo sol” destacados pelo ex-premiê em seu discurso como o prêmio pela vitória contra Hitler, é algo que aparentemente muitos relutam a crer, na Grã-Bretanha, talvez com mais razão do que muitos céticos que ouviram o discurso de Churchill em 1940.

Afinal, ele já era um ícone, uma figura controvertida quando assumiu o cargo, e desde então habita o panteão da história. Em uma pesquisa em que foram ouvidos mais de um milhão de telespectadores, em 2002, ele foi eleito a maior personalidade inglesa (superando, entre os dez primeiros, Isaac Newton; a princesa Diana e John Lennon).

O que os documentos do Churchill College revelam é a nova redação que ele deu ao discurso na última hora, acrescentando frases, reescrevendo outras e acrescentando outras de improviso, enquanto se dirigia a seus ouvintes.

Improviso. No último trecho famoso, a frase que ele usou para descrever o mundo no qual a Europa e os EUA mergulhariam se Hitler vencesse – “o abismo de uma nova era obscurantista que uma ciência pervertida tornará mais sinistra e talvez mais prolongada” – foi emendada à mão, talvez instantes antes de se levantar para falar aos Comuns.

Igualmente intrigante é o fato de que a última versão datilografada do discurso foi redigida, pelo menos no trecho final que fala de “seu momento mais belo”, em versos brancos, com parágrafos de cinco linhas, uma forma que o diretor do Churchill Archives Center, Allen Packwood, comparou ao Livro dos Salmos do Antigo Testamento, considerado por muitos estudiosos de literatura um dos elementos que mais influíram, assim como Shakespeare, no estilo literário e retórico de Churchill.

Packwood tem uma teoria para a forma em verso: “Como parecesse poesia, ela lhe deu, na minha opinião, o ritmo que deu vida à sua oratória. Este homem elevou a arte da oratória ao ponto mais alto da literatura.”

Ele mesmo escrevia seus discursos, mas a correspondência com sua mulher pode ter contribuído para conter os repentes de mau humor que ele tinha muitas vezes, e que comprometia o otimismo e a determinação dos seus textos. Ela escreveu, pouco depois de ele pronunciar o discurso, “espero que você me perdoe por dizer-lhe algo que acredito você deva saber. Um amigo devotado, me disse que você corre o risco de não ser aprovado por seus colegas e subordinados por suas maneiras rudes, sarcásticas e prepotentes”. E acrescentou: “Você não conseguirá grandes resultados com a irascibilidade e a rudeza, pois eles poderão antipatizar com você ou adotar uma mentalidade de escravos.” / TRADUÇÃO ANNA CAPOVILLA

*VICE-PRESIDENTE DE ESTUDOS DE POLÍTICA EXTERNA E DEFESA NO AMERICAN ENTERPRISE INSTITUTE