BLOG CELLA

Archive for março, 2010

Scandal

31 de março de 2010 6:57 pm

Filme que retrata o escândalo Profumo.

Introdução sorrateira do software de rastreamento da Phorm por provedores brasileiros não passa desapercebida

6:13 pm

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Do blogue Habeasdata

O acordo realizado pela empresa norte-americana Phorm com diversos provedores de acesso brasileiros (Oi,UOL. Ig, Estadão e Terra), tratado em post anterior, começa a dar mostras de que não passará desapercebido e que a reputação no mínimo duvidosa de que a empresa goza no exterior pode acompanhá-la na sua vinda ao Brasil.

O colunista Elio Gaspari, em texto publicado hoje (31/03/2010) e intitulado “A trapaça do rastreador Oi na Velox” [acesso pago], enfatiza a forma como uma ferramenta de rastreamento, que pode apresentar problemas para a privacidade dos usuários, é ativada automaticamente pela Oi para os seus clientes, que não recebem informações suficientes sobre suas características afora o habitual discurso ufanista sobre suas vantagens. Segue trecho:

A Oi trapaceia na maneira como oferece o “Navegador”. O sujeito liga a máquina, aciona o Velox e vê uma tela que lhe apresenta a “facilidade” (em relação a quê?). A lisura recomendaria que a empresa mencionasse, de saída, a função rastreadora do “Navegador”.

Até aí, manipulam a comunicação. No lance seguinte, recorrem a uma pegadinha para capturar clientes. Quando a tela do “Navegador” aparece, o mimo é oferecido com o aviso de que ele “já está ativo”. A tela do “Navegador” permite que o consumidor desative a ferramenta, mas não é assim que se faz. Uma pessoa não pode ser obrigada a desativar algo que não solicitou.

Em relação à entrada da Phorm no mercado brasileiro, pode ser possível tirar algumas conclusões preliminares do gráfico da sua cotação em bolsa (LSE) nos últimos dois meses, pelo qual no dia 26/03, dia do anúncio do acordo com os provedores brasileiros,a cotação das ações da Phorm atingiu um pico que, quase que imediatamente, reverteu:

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[Yahoo!Finance]

A atuação da Phorm no mercado britânico foi alvo de severas críticas, testemunhadas por sites como:

http://www.badphorm.co.uk/

https://www.dephormation.org.uk/

Ou nas notas de Sir Tim Berners Lee

Bem como noticiado pela BBC.

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67,5 milhões de pessoas têm acesso à internet no Brasil

4:27 pm

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Número refere-se a pessoas com acesso em qualquer ambiente e cresceu 8% ao longo de 2009. No trabalho e em residências, 47 milhões de pessoas já têm acesso, aponta relatório mensal do IBOPE Nielsen Online

O acesso à internet em qualquer ambiente (residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas e telecentros), considerando os brasileiros de 16 anos ou mais de idade, chegou a 67,5 milhões de pessoas no quarto trimestre de 2009. Isso significou um crescimento de 1,7% em relação ao terceiro trimestre e de 8,2% sobre o primeiro trimestre de 2009.

O número total de pessoas com acesso no trabalho e em domicílios cresceu 0,4% e chegou a 47 milhões. Do total de pessoas com acesso, 36,7 milhões foram usuários ativos em fevereiro de 2010.


Clique aqui para ampliar a imagem.

Em fevereiro de 2010, a categoria que apresentou o maior crescimento da audiência em relação ao mês anterior entre os que usam a internet no trabalho ou no domicílio foi Educação e Carreiras, com aumento de 5,6%. Também cresceram os sites de Finanças e Investimentos (2,9%), Governo e Entidades sem Fins Lucrativos (1,7%) e Notícias e Informação (1,5%).

Segundo o serviço AdRelevance, que monitora a publicidade na internet, os sites de educação também apresentaram em fevereiro de 2010 elevada atividade publicitária. Na subcategoria Recursos Educacionais, foram veiculadas 465 campanhas por meio de 1.265 peças publicitárias.

A categoria com maior audiência continuou sendo Buscadores, Portais e Comunidades, com 34,7 milhões de usuários únicos em fevereiro, equivalente a um alcance de 94,5% dos 36,7 milhões de usuários ativos do mês.

A subcategoria Comunidades, que inclui sites de redes sociais, blogs, bate-papos, fóruns e outros sites de relacionamento, atingiu em fevereiro 31,7 milhões de pessoas, ou um alcance de 86,3% dos usuários ativos, o maior entre os dez países em que é feita a pesquisa. O tempo médio por pessoa na subcategoria em fevereiro foi de 4 horas e 28 minutos.

A resistência passiva no altiplano

2:52 pm

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por Flávio de Carvalho

No IV Congresso Panamericano de Arquitetos, realizado no Rio de Janeiro em 1930, Flávio de Carvalho apresentou, na condição de “delegado antropófago”, a idéia d’A cidade do homem nu, a cidade do “futuro”, do “homem antropofágico (…) despido de seus tabus (…) sem deus, sem propriedade, e sem matrimônio”. Na série de artigos que Flávio escreve para O Estado de São Paulo durante a sua viagem, agora como “delegado brasileiro”, ao Peru para a VI edição do evento,deparamo-nos com a imagem de uma antropofagia um tanto invertida. Assim, em Meditação da Cordilheira, é a natureza que ameaça comer o homem: “Nenhuma paisagem faria hesitar o homem em pé sem uma boca enrugada, voluptuosa e antropofágica”. Em A resistência passiva no altiplano, publicado em 30/12/1947 pelo jornal paulistano e aqui republicado, uma tal modificação da atitude antropofágica, geralmente associada à atividade e combatividade, fica mais visível: no altiplano andino, ela aparece transfigurada em resistência passiva: o comer cede lugar ao não-comer. O estômago do antropófago não aparece como “estômago de avestruz”, que tudo aceita, mas, ao contrário, como instância de seleção política. Oswald de Andrade, em uma entrevista sobre A psicologia antropofágica, já sublinhava isso: “O maior dos absurdos é por exemplo chamar de inconsciente a parte mais iluminada pela consciência do homem: o sexo e o estômago. Eu chamo a isso de ‘consciente antropofágico’.” A mesma formulação, mas no estilo mais característico de Oswald, aparece em outra entrevista: “o homem sabe o que deve comer” . Como sabe – e Flávio de Carvalho demonstra nesse artigo – o que não comer. (Os editores)

Comer ou não comer é a mesma coisa… Foi assim que encontrei o estômago do homem do Altiplano e das montanhas peruanas. Esta situação é a conseqüência de um estado de alma: o ódio ao branco é o resultado sincrético de um movimento que se vem processando com tenacidade mongólica desde a derrota do grande Inca em Atahualpa.

O índio de hoje é incorruptível e fechado ao branco, não se interessa por nada, passa longos períodos sem comer e está situado do outro lado da dor. Como o Inca de todos os tempos, come pouco e bebe muito.

São descendentes de raças que para a continuação de seu governo faziam planos ancestrais (insignificantes comparados aos atuais planos qüinqüenais). São descendentes de organizações que não tinham dinheiro, propriedade ou comércio, e cujos indivíduos não podiam modificar-se na condição social, não podiam tornar-se nem mais pobres nem mais ricos. Estão aptos, pois, a exercer séculos afora a resistência passiva contra o conquistador.

O estômago torna-se o ponto forte da resistência passiva. Homem, mulher, criança, velho, ninguém come. Não comendo, não terão de entregar ao branco o pouco que ganham com o labor de bestas de carga exercido do raiar do dia ao pôr do sol. “Não comprar nada ao branco” é a palavra de ordem ditada pelo ódio ancestral da raça vencida. Mascando a coca, anestesiam a sensação de fome em toda a superfície do órgão da fome. Desaparecida a sensação da fome nas fumaças do ódio, qualquer coisa volumosa, ingerida afastadamente, serve para enganar os órgãos digestivos, para fazer crer que ele vive como um outro ser humano. A coca, o vício querido, preenche duas funções orgânicas bem definidas, funções com conseqüências sociais de primeira magnitude, para as alturas do Continente. Anestesiando a sensação de fome, torna possível o prosseguimento da resistência passiva e, condicionando o organismo para as grandes altitudes, concede ao habitante das alturas um passo permanente para continuar vivendo tão alto. É curioso registrar que a ausência de alimento não parece afetar o aspecto da população. O índio é robusto de aparência, tenaz no olhar, audaz na linguagem. Nenhuma cena alemã de campo de concentração. Apenas, com freqüência, uma pequena inchação do lado direito do rosto de homem, mulher, criança e velho, proveniente do movimento contínuo da mascação da coca.

As fiandeiras exercem o seu trabalho de preparo do fio, em trânsito pelas ruas. Não perdem um minuto de seu tempo na cultura do ódio ao branco. Não compram tecidos aos brancos. É dramático ver essas figuras de bronze, olhar reto, inocentes como a vicunha, transitando pelas cidades suspensas nas nuvens, subindo pelas encostas com o movimento ritmado dos animais de carga e uma leve oscilação da cabeça, mãos levantadas torcendo o fio suspenso ao carretel. Filho nas costas, coloridas e solenes, parecem rezar eternamente a ladainha mágica que um dia “derrubará o branco”. O movimento de mãos levantadas é um dos movimentos eternos que devem ser registrados e que pertence à estrutura das alturas. É um movimento que transforma a fiandeira em estatuária da mãe-terra; é uma figura adequada ao pinto e ao poeta, figura capaz de fazer explodir a bomba de tempo imemorável do anarquista, capaz de despertar a astúcia romântica do revolucionário, capaz de impor uma idéia no decorrer do tempo. Figuras inesperadas da paisagem, figuras estranhas ao primeiro contacto do homem que chega.

Figuras segregadas da montanha, chamem a si os diabos do lado, conversem com o preto, com o amarelo, com o vermelho, cores voluptuosas da paisagem. Cantem com voz telúrica o canto da raça triste, sigam seu curto caminho pelo imenso espaço disponível, distribuam seus beijos de ódio… a paisagem gelada espera sempre e eternamente. Espalhem seus desejos concupiscentes nas montanhas áridas e secas, como nas canções de amor da Primavera onde há “lágrimas para substituir a chuva”.

Para o índio das montanhas andinas, a fronteira é um mito espanhol não aceito: as travessuras geográficas de Bolívar não interessam ao índio. Só ao espanhol interessa o belo perfil, estilizado, tuberculoso e romântico oferecido em espetáculo histórico por Bolívar. Um perfil que poderia ser um de “dama das camélias” se não fosse o fogoso cabo de guerra, tão inspirado e valoroso. É o Bolívar dos museus que contemplamos na história que passa, o homem do olhar romântico, das atitudes graciosas e bem pesadas; gracioso na batalha, no olhar e na conquista, mesmo além túmulo, das damas recalcitrantes.

Brotando do seu inconsciente, o índio só percebe uma força nacionalista (que certamente nada tem a ver com as fronteiras oriundas de Bolívar), o conjunto incaico: cultos da mãe-terra, do sol, da colheita e da guerra com sacrifícios de homens e animais. Pelo culto da mãe-terra, ele conserva sua elasticidade sexual-geopolítica, essa elasticidade que o retêm sempre junto às forças fundamentais da raça. O índio atual das montanhas andinas, consciente das suas forças ancestrais, desaparecidas, guarda seus segredos ritualísticos com o maior cuidado. São esses os seus grandes pontos de apoio, o seu refúgio nos momentos de maior tristeza. Ele sabe que esses segredos são a fonte vital que conservará viva a resistência passiva e impede por todos que o branco jamais tome conhecimento desses segredos.

As fronteiras boliviano-peruanas são coisas superficiais, que podem desaparecer com maior compreensão entre os dois governos ou com um levante organizado.

Já em 1921, durante o levante nas fronteiras entre os índios da Bolívia e do Peru, visando uma união entre os dois, observa-se esse repúdio ao branco e esse afastamento histórico de Bolívar. É um estouro na calmaria secular da resistência passiva; a tempestade brota no ponto nevrálgico, na fronteira artificial, no ponto onde a massa homogênea racial foi seccionada.

Os índios Aimarás, que formam a quase totalidade da meseta andina boliviana, conservam-se calmos e pacientes durante anos até a chegada da inspiração ancestral, quando repentinamente se enfurecem, esquartejam os brancos e bebem o sangue em copos de crânios dos esquartejados.

Apesar da grande estátua de Bolívar em La Paz, as fronteiras e a idéia de independência são coisas ainda vagas e pouco impressionáveis, como demonstrou substancialmente a sublevação de 1934, durante a guerra do Chaco contra o Paraguai, quando o índio se recusou a ser incorporado ao exército.

Os levantes são constantes e sempre seguidos de assassínios dos senhores feudais. Uma das coisas que tem contribuído acintosamente para manter vivo esse ódio ancestral é a “Pengueaje”, instituição do branco, uma servidão medieval, datando da Conquista e que consiste em fazer o índio trabalhar dois ou três dias por semana, de graça, para os patrões. Presentemente (Nov. 1947) estão sendo julgados em La Paz os índios Quispe Yujra, Antonio Tuco Zavaleta e outros pelo assassínio de Agustin Prieto e senhorita Ana Vilela, na fazenda Tacanoca (puerto Perez). Diz a conclusão do processo que “los indigenas preparaban un VASTO plan de subversión en el altiplano”. Tuco Zavaleta foi um dos “presidentes índios” instituídos por Villarroel. O ilustre enforcado, almejando uma força política maior, instituiu o “presidente índio”, cargo puramente fanfarronesco, que visava, explorando a vaidade do índio, angariar pela bajulação o apoio da maioria da população, que é índia. Dessa maneira foi o índio Chipana Ramos autorizado pelo governo boliviano a exercer o cargo de “presidente índio”. Os índios reclamavam a devolução das terras que foram distribuídas aos brancos na época da Conquista e o ilustre enforcado demagogicamente prometera essa devolução. Villarroel visava e obtinha o importante apoio político do índio, apoio que se prolonga até hoje em saudosistas. O recente “complot” descoberto e abortado (Nov. 1947), radicado em todas as esferas sociais, políticas e militares bolivianas era de natureza “villarroelista”. Uma das feições pitorescas desse drama político-social do Altiplano é que Villarroel, por questões de diferenças raciais, embora recebendo o apoio do índio, não permitia que o índio passasse diante do palácio de governo em La Paz. Tanto na Bolívia como no Peru, o índio é considerado um ser inferior: chamar alguém de índio é insultá-lo. Mesmo o mestiço não gosta que o chamem de índio. Todos os presidentes de República e mandatários parlamentares mestiços nada fizeram pelo índio. O que equivale dizer que pouco fizeram para elevar o nível dos países que dirigem, pois que estes se compõem quase que só de índios. Os defensores dos índios, os “indigenistas” como Haya de La Torra, etc. são quase sempre puro sangue espanhol.

A psicologia dos mestiços é das mais peculiares: o mestiço não quer ser índio e sempre quer ser branco, do mesmo modo que o burguês não quer ser operário, mas sim “grã-fino”. Há exceções na safada demagogia política.
A mescla da impetuosidade espanhola com a liturgia metódica da alma do índio criou um tipo de homem de altiplano que se acha ainda preso aos laços antigos da paisagem: um homem que ainda adora as funções do precipício, que coloca os encantos da pureza das alturas acima dos deveres que o obrigariam a entrar em planos excessivamente baixos para a luta. O político boliviano não se utiliza do vulgar fuzilamento. Elimina seus inimigos jogando-os das alturas, no espaço brumoso do precipício, como folhas de papel ao vento… O precipício não oferece nenhum espetáculo do após-morte, os seres desaparecem entre as coisas inúteis do espaço, suavemente e sem eloqüência visual.

A disposição maléfica dos índios para com os brancos se processa presentemente de maneira das mais dramáticas e das mais perigosas. A mais grave de todas as manifestações de resistência passiva é a recente descoberta do valor do gafanhoto como colaborador na luta contra o branco, feita pelo índio. O índio instituiu o culto sabeísta do gafanhoto, que consiste em adorar o gafanhoto cultivando-o com todo o carinho possível e transportando-o cuidadosamente em enormes quantidades para as localidades onde ele ainda não se encontra. Esta adoração do gafanhoto ameaça a estabilidade agrícola e econômica do Continente Sul. O ministro da Agricultura da Bolívia, sem contudo suspeitar de que se trata de um movimento de resistência passiva, pediu ao governo que, mediante as suas autoridades políticas, tomasse medidas contra os indígenas.

La CIA organizó la fuga de un científico nuclear de Irán

2:47 pm

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Shahram Amirí investigaba sobre el uso médico de los isótopos radioactivos para la Organización de la Energía Atómica de Irán

ÁNGELES ESPINOSA

Teherán

La CIA organizó la fuga del físico nuclear iraní Shahram Amirí, según ha revelado la cadena de televisión estadounidense ABC. El científico era un desconocido hasta que, a primeros de junio del año pasado, su familia denunció su misteriosa desaparición durante un viaje de peregrinación a La Meca. Las especulaciones sobre su caso aumentaron a raíz de que las autoridades iraníes acusaran a Arabia Saudí de haberlo entregado a Estados Unidos.

Tanto Washington como la CIA han mantenido silencio al respecto. Sin embargo, según ABC, que cita fuentes que han tenido acceso a sus declaraciones una vez en territorio norteamericano, la agencia de espionaje contactó con Amirí cuando aún se encontraba en Irán y, a través de un intermediario, le propuso trasladarse a Estados Unidos. Se inició a partir de ese momento un complejo y secretísimo plan para sacar al científico de su país sin despertar sospechas.

Hace un par de años, el diario británico The Sunday Telegraph informó de que la CIA tenía en marcha desde 2005 un programa bautizado Fuga de cerebros para atraer a posibles desertores iraníes. La revelación se produjo a raíz de la desaparición de Ali Reza Asgarí, un general retirado de la Guardia Revolucionaria y viceministro de Defensa durante el mandato de Jatamí, durante un viaje a Estambul. El caso de Amirí tiene muchos paralelismos con aquel.

Interrogatorios

Desde su llegada a EE UU, Amirí ha sido interrogado de forma extensiva y, según ABC, su testimonio ha ayudado a confirmar las evaluaciones de los servicios secretos estadounidenses sobre el programa nuclear iraní. El físico investigaba sobre el uso médico de los isótopos radioactivos para la Organización de la Energía Atómica de Irán y daba clases en la Universidad Politécnica Malek Ashtar, vinculada a la Guardia Revolucionaria.

Algunos observadores han destacado la coincidencia de que tres meses después de que Amirí se evaporara sin dejar rastro en Arabia Saudí, saliera a la luz que Irán estaba construyendo una segunda planta de enriquecimiento de uranio en Qom, a un centenar de kilómetros al sur de Teherán. No está claro que fuera él quien revelara esa instalación.

En octubre, el ministro de Exteriores iraní, Manuchehr Mottaki, aseguró “tener pruebas de que EE UU está implicado en la desaparición de Amirí” y responsabilizó a Arabia Saudí de facilitar su detención.

O cuidado de Obama com seus discursos

2:36 pm

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Do blogue De Repente

Está no Flickr da Casa Branca uma das fotos mais interessantes dos bastidores da atuação de Barack  Obama. Atento, ele analisa criteriosamente e produz diversas alterações no discurso produzido pelo seu redator. Trata-se de mais um interessante mecanismo – simples – de como um presidente está mais distribuído e menos centralizado em plataformas sociais.

Obama se aproxima ainda mais do cidadão comum, recurso já lugar-comum se pararmos para analisar sua política em rede – uma simples ruptura do modelo tradicional de levar a informação, uma fórmula vislumbrada por candidatos à Presidência da República no Brasil.

Picadinho no Seu Garçom!

2:07 pm

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A receita que, pela simplicidade e baixo custo, sempre esteve presente na maioria dos cardápios de botecos cariocas; no final dos anos 1950 ganhou status e alguns ingredientes mais refinados. Isso aconteceu após ser incluída na carta da boate Meia-Noite, do Copacabana Palace. Daí pra frente espalhou-se pelo mundo ganhando admiradores sem distinção de raça ou classe social.
A partir de agora toda quarta-feira o Seu Garçom servirá o tradicional picadinho carioca com arroz, farofinha, ovo e banana à milanesa.
O prato terá custo de R$ 8,00 e será servido a partir das 19hs30.

Abraços
Odil e Valdecir

Seu Garçom – rua Dr. Faivre 1.423, Curitiba-PR (próximo ao Mercado Municipal) – Tel.: (41) 3092-2711

Bye Bye Bye!!! (Ufa!)

12:33 pm

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Evolution

12:30 pm

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Desafio para as grandes empresas…

12:17 pm

Por que o investimento para divulgar produtos e conversar com os consumidores em redes sociais como Facebook e Twitter deve dobrar nos próximos anos

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Por Renata Betti

Há pouco mais de um ano, a AmBev, o gigante do setor de bebidas, resolveu experimentar uma nova estratégia para divulgar dois de seus produtos – a cerveja Skol e o Guaraná Antarctica. Para atingir o público de 18 a 35 anos, a companhia passou a criar filmes engraçados no site de compartilhamento de vídeos YouTube, como o de um dragão fazendo embaixadinhas que se transformava no craque Ronaldo. Só no primeiro dia, mais de 400 000 pessoas assistiram à peça publicitária. A experiência foi considerada promissora e, em julho do ano passado, a AmBev decidiu criar uma equipe dedicada exclusivamente a divulgar a marca Skol nas redes sociais da internet. Sob o comando do administrador Sérgio Eleutério, de 29 anos, quinze profissionais monitoram 24 horas por dia as oito comunidades em que a marca está presente: Twitter, Facebook, Orkut, YouTube, Flickr, Blip.fm, Drimio e Last.fm. O que a multinacional faz não é um ato isolado. Grandes empresas brasileiras estão criando departamentos nesses mesmos moldes. Não é de hoje que as corporações buscam explorar as potencialidades da internet para interagir com os clientes. O que chama atenção agora é o vulto que a estratégia vem tomando. Uma pesquisa da Universidade Duke, dos Estados Unidos, revela que atualmente 10% do orçamento em marketing das empresas é direcionado às redes sociais. Em cinco anos, essa fatia dobrará de tamanho. “Em algumas companhias, como a nossa, o investimento nas redes é o segundo em marketing”, afirma Eleutério.

Monitorar o que se diz da empresa na web é um dos pontos cruciais do negócio. “Independentemente da vontade das empresas, as pessoas vão comentar sobre elas na rede, para o bem ou para o mal. Quem quiser sair na frente terá de entender a regra do jogo: fazer com que prevaleçam os comentários positivos”, diz Pedro Resende, 32 anos, fundador da Riot, agência focada nas redes sociais. Não é exagero dizer que ficar de fora desse ambiente é uma estratégia arriscada. Tanto que já é bastante expressivo o número de companhias que usam pelo menos alguma ação desse tipo: quase 70% das 100 maiores marcas do mundo. Um estudo feito por duas consultorias americanas especializadas no assunto conclui ainda que há relação entre esse investimento e a lucratividade. Quanto mais “engajada” a empresa na internet, maiores são suas chances de retorno financeiro. Em um ano, as primeiras do ranking tiveram até 20% de acréscimo no faturamento. É o caso da Starbucks, que encabeça a lista. Depois de ter centenas de lojas fechadas nos Estados Unidos em 2008, o gigante dos cafés identificou uma janela de oportunidade no meio virtual. Criou uma comunidade no Facebook para que as pessoas fizessem sugestões e discutissem abertamente o que achavam da marca. Em poucos meses, a comunidade tornou-se uma das mais populares do site, com 6 milhões de fãs atualmente. Além de aumentar as vendas, a medida ajudou a imagem da empresa. Resume o publicitário Marcelo Tripoli, da agência iThink: “A Starbucks adotou a melhor tática que existe na rede: abriu um espaço que fomenta o diálogo entre as pessoas sobre a sua marca”.

Lailson Santos
De olho na Skol
Sérgio Eleutério, da AmBev: ele comanda uma equipe
que passa o dia vigiando o que dizem sobre a marca
nas redes sociais

Ao abrirem espaço para críticas, as empresas transmitem aos consumidores o recado de que, se eles encontram um problema, elas estão dispostas a resolvê-lo (ou a tentar, pelo menos). O grupo Pão de Açúcar, por exemplo, anunciou recentemente a criação de um departamento voltado às redes sociais. O investimento, de 10 milhões de reais para 2010, é um dos mais altos da empresa. “Com o crescimento de sites como Orkut, Facebook e Twitter, e a mudança na forma como as pessoas conversam entre si, entendemos que ou o Pão de Açúcar entrava com força no meio digital, ou ficava para trás”, diz Hugo Bethlem, vice-presidente do grupo. A ideia, que veio diretamente de Abilio Diniz (ele próprio tem o seu perfil no Twitter, com quase 14 000 seguidores), é simples: fazer com que as redes sociais realizem o papel da tradicional ouvidoria – só que de forma mais dinâmica. Foi o que aconteceu com uma cliente que reclamou pelo Twitter sobre a falta de um produto no supermercado Extra. Em questão de minutos, um funcionário da empresa respondeu à mensagem indicando onde comprar o item no site da marca. Logo depois, a mulher postou uma frase elogiando o atendimento e recomendando o serviço a seus amigos.

Não são apenas as grandes corporações que usam as redes sociais em sua estratégia de marketing. Ao contrário dos anúncios publicitários, em geral caríssimos, muitas ações feitas nas redes têm custo acessível para pequenas e médias empresas. “O principal investimento é o meu tempo”, diz Marcos Leta, fundador de um negócio de sucos naturais que usa a internet para se promover. A Do Bem, criada no Rio de Janeiro no fim de 2008, começou fazendo vídeos pelo YouTube que se tornaram virais (expressão usada para tudo que se espalha na rede em pouquíssimo tempo, originando milhares de comentários). Os vídeos são simples, mas chamam atenção pela criatividade – em um deles, um piano, feito de bolachas wafer, é tocado de verdade. Até agora, parece que a fabricante de sucos encontrou a fórmula certa: com perfil em quase todas as redes sociais, ela é to popular na rede que gente de todo o país pergunta quando a marca chegará a sua cidade.

Colisão de partículas reproduz início do universo e abre nova era da Física

11:36 am

Veja também:

video Assista à matéria da BBC Brasil sobre a colisão dos prótons

blog LHC: Corrida de prótons

blogCARLOS ORSI: LHC e as outras dimensões

especialESPECIAL: O experimento que testa os limites da Física

Superacelerador de partículas colide prótons e recria o ‘Big Bang’

Cientistas se emocionam com êxito do acelerador que recria o ‘Big Bang’

Noite foi de comemoração no Cern após 16 anos da aprovação inicial do projeto

Por Jamil Chade, de O Estado de São Paulo

GENEBRA- A lua cheia ainda brilhava sobre os alpes em uma noite de fim de inverno quando os primeiros cientistas chegavam ao Centro Europeu para a Pesquisa Nuclear (Cern). A noite foi de preparativos para o primeiro teste, programado para ocorrer às 6 horas da manhã do horário europeu (1 hora de Brasília).

Mas um problema de energia obrigou os técnicos a abortá-lo. Às 8 horas, mais uma tentativa e outro fracasso, desta vez por conta de imãs.

A cautela do Cern em garantir que o experimento era totalmente seguro pode ter sido exagerada. O acelerador, diante de qualquer anomalia, cancela a rotação das partículas e foi isso que ocorreu. Nesse momento, a tensão tomou conta dos cientistas.

“Durante a noite, tudo correu bem. Mas quando começamos o teste para valer, os problemas apareceram. Ficamos muito preocupados”, afirmou Steve Myers, diretor do acelerador.

Em 2008, no primeiro ato de funcionamento do acelerador, as comemorações também ocorreram. Mas nove dias depois o projeto foi suspenso por um ano e meio diante de uma falha. O cenário ainda estava na mente de todos.

Mas às 13 horas e seis minutos, o primeiro choque finalmente ocorreu. As salas de comando do experimento foram tomadas por uma comemoração pouco típica dos cientistas. Sob forte aplauso, muitos se abraçavam, enquanto outros serviam champagne francesa em copos de plástico. “Estou aliviado e emocionado”, afirmou Myers.

No projeto Atlas, que irá tentar identificar a massa negra, a responsável pelo programa, Fabiola Gianotti, comemorava. “O choque foi como fogos de artifício. Algo completamente diferente de tudo que já vimos. Podemos dizer com certeza que estamos em um novo regime de energia”, afirmou, mesmo sem ainda avaliar os dados com profundidade.

Em telas espalhadas pelo Cern, a explosão gerada pelo choque era mostrada em animações criadas por computadores. Em uma teleconferência no Japão, Heuer aparecia com um copo de vinho de uma garrafa ano 1991, data da aprovação inicial do projeto.

Michael Barnett, físico da Lawrence Berkeley National Laboratory, não escondia sua felicidade. “Estou nesse projeto há 16 anos. Nossa vida nesse planeta é curta. Sonhos de uma vida inteira estão nessa experiência”, disse ao Estado. “O que ocorre hoje é o resultado de toda minha vida. Não tenho como não me emocionar”, disse.

Adesão do Brasil ao LHC custa US$ 10 mi Participação nacional no experimento de Física poderia ajudar a indústria

O Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern) vai cobrar US$ 10 milhões (R$ 18 milhões) por ano para que o Brasil possa fazer parte do maior experimento da Física, o Grande Colisor de Hádrons (LHC). O projeto oficial de adesão brasileira será apresentado em junho. Ao lado da Índia, o Brasil poderá estar entre os primeiros países emergentes a se unir oficialmente ao projeto.

John Ellis, diretor de cooperação do Cern, revelou ao Estado que uma proposta está sendo redigida no momento pela entidade, que busca sua internacionalização e não quer mais ser vista apenas como uma organização europeia e americana.

“Tivemos uma reunião há uma semana no conselho do Cern e ficou decidido que faríamos uma proposta concreta ao Brasil”, disse Ellis. Segundo ele, a contribuição brasileira será baseada no PIB do País. Mesmo assim, representaria apenas 1% do orçamento do centro europeu. Atualmente, a entidade tem um orçamento de US$ 1 bilhão, grande parte financiada por alemães, franceses, americanos e ingleses.

No fim de 2009, o Ministério de Ciência e Tecnologia iniciou um processo de aproximação do Cern, que poderá ser concluído em 2010.

Ellis, porém, não exclui que o valor e a modalidade da adesão sejam alvos de uma negociação. Segundo ele, a entrada oficial do Brasil no experimento poderia trazer pelo menos três vantagens ao País.

A primeira é que empresas nacionais de tecnologia poderiam participar de licitações para vender suas peças e equipamentos ? o Cern é hoje um dos maiores compradores de tecnologia no mundo. Em segundo lugar, o Cern abriria suas portas para a contratação de físicos brasileiros. Para completar, o Brasil poderia ter voz e voto nas decisões futuras em relação às pesquisas.

Contribuição. Ironicamente, o acelerador não existiria sem a matéria-prima brasileira. Para permitir a aceleração, o equipamento que ontem entrou em funcionamento precisa de nióbio, minério que é praticamente monopólio do Brasil.

No início dos anos 90, o Cern veio ao País propor sua adesão ao experimento, em troca exatamente do minério. O então governo Collor rejeitou a proposta. O Cern, por sua vez, acabou importando o nióbio, evitando a interrupção do projeto. “O Brasil perdeu uma grande oportunidade”, afirmou o cientista brasileiro Ignácio Bediaga, que atua hoje no Cern.

No total, cerca de cem brasileiros participam de projetos relacionados com o acelerador, mas de forma externa. São pagos em sua maioria por centros de pesquisas de universidades públicas, como a USP e a Uerj (mais informações nesta página).

O Brasil fornece alguns equipamentos, como um chip com a capacidade de absorver a radiação gerada pelos choques de partículas. O chip acabou sendo batizado como “Carioca” pelos cientistas internacionais que atuam no projeto.

Universidades em SP e RJ auxiliam no monitoramento

No Brasil, há dois centros que auxiliam no monitoramento do CMS, um dos detectores do LHC. Um deles fica no câmpus da Unesp na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, e utiliza a infraestrutura de rede de alta velocidade da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O outro fica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Técnicos observam telas que apresentam dados sobre o estado geral do CMS. Se identificarem algum problema, vão avisar os cientistas em Genebra.

Sucesso do Cern revive competição por supremacia

O êxito do Cern em mostrar que seu acelerador de partículas pode dar resultados reabriu a concorrência entre europeus e americanos para definir qual lado do Atlântico tem a supremacia na ciência moderna. O objetivo de ambos é ambicioso: explicar a origem do mundo. Para os europeus, porém, o resultado de ontem é também político.

“Isso vai muito além da ciência. Estamos falando em predomínio de países em relação ao conhecimento”, afirmou um cientista que pediu anonimato. Para o brasileiro Ignacio Bediaga, o acelerador do Cern conseguirá em pouco tempo obter todos os dados que hoje existem nos EUA. Em questão de meses, a Europa deve estar na vanguarda da ciência.

O primeiro acelerador foi criado nos Estados Unidos em 1932. Desde então, governos vêm conduzindo uma corrida nesse campo. A competição foi momentaneamente suspensa em 1993, quando o Congresso americano cancelou o projeto de construção de um acelerador previsto no Texas que teria duas vezes o tamanho do projeto do Cern. O orçamento de US$ 11 bilhões fez a ideia naufragar.

Mas os resultados do Cern reviveram a competição. Os europeus superaram o acelerador americano Tevatron.

No ano passado, o governo de Barack Obama injetou por meio de corte de impostos US$ 126 bilhões em ciência e infraestrutura, como parte do programa de resgate da economia. “Parte da meta é a de gerar incentivos para empresas de tecnologia, que são fundamentais para a economia. Mas parte dessa ajuda tem mesmo o objetivo de reconquistar a supremacia na ciência”, disse Michael Barnett, físico do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley.

O governo Obama estuda financiar um novo acelerador nas proximidades de Chicago. Ontem, o diretor do Cern, Rolf Heuer, indicou que novos projetos também estariam sendo estudados na Europa.

A competição promete ocorrer também dentro do Cern para saber quem levará as honras de desvendar o mistério da matéria negra – que constitui 25% do universo. Dois projetos ligados ao acelerador estão na disputa: o Atlas e o CMS. Oficialmente, cada um dos chefes de projeto fala apenas do significado do acelerador para a história. Mas ambos admitiam que a concorrência existirá.

Fabiola Gianotti, representante do Atlas, garantiu que uma “concorrência saudável é sempre boa”, mas prometeu colaborar com seu colega Guido Tonelli, do CMS. Tonelli disse que sem concorrência não haveria avanço na ciência. “É isso que nos leva ao limite e faz com que possamos chegar a resultados”, afirmou. “A concorrência dentro do Cern será sem segredos. Os truques estarão disponíveis a todos”, concluiu. “Queremos concorrência com cooperação.”

A Europa mudou

11:22 am

europa

No socorro à Grécia, Alemanha ‘nacionaliza’ seus interesses em detrimento da União Europeia – e isso transforma de vez o bloco

Por Joschka Fischer*

PROJECT SYNDICATE

A recente cúpula da União Europeia produziu um compromisso tipicamente europeu na questão da crise financeira grega, um compromisso que evita o termo “solução” e se esconde atrás da ideia de um “mecanismo”. Resta ver se funcionará em abril, quando a Grécia terá de refinanciar, de novo, sua dívida.

A chanceler alemã, Angela Merkel, impôs-se com sua exigência de que o Fundo Monetário Internacional (FMI) participasse da operação de ajuda, caso necessário. Além disso, a decisão final a respeito dessa ajuda exigirá, como costuma acontecer, a unanimidade dos organismos europeus, o que significa que permanecerá sob o controle alemão.

No meio tempo, o presidente Nicolas Sarkozy garantiu a participação da zona do euro numa operação de ajuda à Grécia. Para a Alemanha, isso representará um pagamento de 4 bilhões e – sacrilégio! – o fim da proibição da ajuda prevista no Tratado de Maastricht (que, em 1992, lançou as bases para a integração europeia), apesar da série de malabarismos para “provar” que o pacto sobre a Grécia coaduna-se com a proibição.

Se a Alemanha precisava do envolvimento do FMI para salvar as aparências internamente, seria realmente necessário provocar um tumulto sem paralelo na Europa para que, no fim, isso acontecesse? Todos os envolvidos poderiam conviver muito bem com o compromisso. Foi o confronto político que o precedeu que, na realidade, tornou o acordo difícil. De fato, o embate europeu iniciado por Merkel – não ouse achar que tem alguma relação com as próximas eleições alemãs! – mudou a UE para sempre.

Na imprensa alemã, são numerosas as referências a Margaret Thatcher e a Otto von Bismarck. Merkel é chamada de Dama de Ferro e até mesmo de Chanceler de Ferro. Só podemos balançar a cabeça diante da pouca consciência histórica dos alemães, considerando que nem Thatcher nem Bismarck jamais foram modelo para a política europeia da Alemanha – e por boas razões! Nenhum deles dava muita importância, ou mesmo nenhuma, à integração europeia.

Por que pensar em Bismarck quando se espera a amizade europeia? Introduzir o nome de Bismarck no debate indubitavelmente tumultuará a cooperação regional. Poderíamos desprezar tudo isso como exagero típico se a reação interna dos alemães não demonstrasse uma tendência claramente identificável, ou seja, o recuo da Alemanha como motor da integração europeia para buscar cada vez mais seus interesses nacionais.

“Mas é o que os outros também fazem”, é a resposta que se ouve frequentemente na Alemanha de hoje. É verdade, só que a Alemanha não é como “os outros”. Por causa de suas dimensões, localização e história, a Alemanha desempenha um papel peculiar na estrutura única – espremida entre os interesses nacionais e europeus – que é a UE. Se a Alemanha não atua mais como a força motora da integração europeia, significa que a integração europeia agora é coisa do passado.

Se a Alemanha não mais “europeiza” seus interesses nacionais, mas os busca como fazem outros, o resultado será a “renacionalização” em toda UE. Até que ponto a UE conseguirá suportar esta tensão, só o tempo dirá.

Até esse momento, a Alemanha foi sempre o motor da integração europeia, de conformidade com seus interesses políticos e econômicos. As consequências da renúncia da Alemanha a esse papel são previsíveis: a UE, uma união de Estados que caminham para uma integração cada vez maior, regredirá para a condição de fraca confederação dominada por interesses nacionais conflitantes.

Essa é a ideia britânica de Europa, e o Tribunal Constitucional alemão provavelmente também ficaria feliz com este desdobramento. Mas considerar esse retrocesso um lampejo de gênio político, que salvou o euro e o legado de Helmut Kohl, é ilusão.

É melhor não tentar imaginar o que essa tendência ao enfraquecimento da UE significará para o futuro da Europa em um ambiente internacional com o desafio de novos participantes e de novas dimensões. Mas, por que motivo, diante destes acontecimentos, a UE se preocupou em aprovar o Tratado de Lisboa, é algo cada vez mais difícil de compreender. Esse tratado é praticamente a última coisa de que uma mera confederação precisaria./ TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

*LÍDER HISTÓRICO DO PARTIDO VERDE, FOI CHANCELER ALEMÃO

Desaquecimento global

11:15 am

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Por José Reynaldo Bastos da Silva e Celso dal Ré Carneiro*

Ao contrário do que propagam, o planeta Terra tem hoje temperatura média de 15º C e está numa era interglacial. Ainda não é possível afirmar quando terá início nova glaciação. Portanto, a Terra está em desaquecimento global… com oscilações.

O tema do “aquecimento global” aparece com tal frequência na mídia que muitas pessoas creem plenamente na veracidade do fenômeno e na principal causa admitida, a de que o dióxido de carbono o determina. Isso exemplifica como um tema científico não deve ser tratado, porque houve perigosa mistura de interesses políticos, econômicos e sociais, à parte problemas e desafios de conotação essencialmente científica.

Consideremos a complexidade e a variedade de fatores determinantes do clima na Terra.

Há 18 mil anos começaram a diminuir os efeitos severos da última era glacial. Sob clima frio e seco, grandes massas de gelo ocupavam parte expressiva dos continentes no Hemisfério Norte, onde vagavam mamutes e mastodontes. Em fins dessa era, o nível dos oceanos subiu cerca de cem metros. Com o derretimento e diminuição das geleiras, a temperatura média da superfície global aumentou, no máximo, 5° C.

Falaciosos, retóricos ou bombásticos são os temas de aquecimento global atribuídos ao efeito estufa: degelo dos polos, extinção do urso polar, alçamento do nível do mar, inundação de partes das cidades costeiras, variações de frequência e intensidade de eventos climáticos e alterações em regimes regionais de chuvas. Estão em voga porque a velocidade dos fenômenos climáticos é infinitamente mais rápida que a dos fenômenos estritamente geológicos. Enquanto aqueles se sucedem em segundos, estes envolvem, no mínimo, milhares de anos, no caso das glaciações; milhões e até bilhões de anos para mudanças substanciais, como separação e colisão das placas tectônicas que sustentam os atuais continentes.

Quais são as reais causas das variações climáticas na Terra?

A dinâmica climática é controlada por três categorias de fatores: astronômicos, atmosféricos e tectônicos. As causas específicas ainda não estão bem compreendidas, mas já se conhece a periodicidade dos ciclos, da ordem de centenas, milhares e milhões de anos. Informações obtidas da análise de sedimentos profundos e testemunhos de sondagens no gelo polar indicam que os períodos interglaciais são da ordem de 15 mil a 20 mil anos. Vivemos, pois, um desses períodos.

Por mais avançadas que estejam as Geociências, marcadamente as subáreas da Geologia e Geografia, muito ainda existe para pesquisar sobre os fenômenos naturais. As causas do aquecimento/resfriamento global são naturais e podem ser amplificadas por ações antropogênicas, no caso de aquecimento. Dentre as causas conhecidas, a humanidade pode interferir apenas na retenção de calor pela atmosfera. As causas astronômicas e tectônicas estão livres de nossa influência.

A pretensiosa declaração “vamos salvar o planeta!” é contestada por cientistas que estudam climas atuais e antigos. Eles concluíram que há épocas de mudança rápida e global do clima. Se for rápida, isso pode significar catástrofe: “Civilizações floresceram e foram destruídas ao ritmo das pulsações do clima” (Jonathan Weiner, Planeta Terra, 1988, Editora Martins Fontes, página 94).

A Terra não precisa de quem a salve, mas a espécie humana pode desaparecer se continuar a tratar os espaços e recursos naturais da maneira devastadora e irresponsável como o faz.

Não podemos perder de vista que as mudanças climáticas são partes da ciclicidade dos fenômenos geológicos que afetam o planeta todo. O tema tem profundas implicações educacionais e deveria ser abordado no ambiente escolar com dados abrangentes. Em síntese, falta muita Geologia na escola básica, ou geoeducação, como dizem os europeus, mais avançados que nós em lidar com esses temas na escola.

Na escola básica, quando muito, fala-se de processos terrestres como causa de catástrofes naturais como terremotos, tsunamis (ondas gigantes do mar), com suas terríveis consequências. Mostra-se que vulcões se formam na base da crosta e produzem massas incandescentes e explosivas, as lavas, que nós, brasileiros, só observamos pela televisão ou pela internet. No topo da crosta ocorrem catástrofes induzidas pelo homem, como deslizamentos ou escorregamentos de terra em encostas íngremes que jamais deveriam ser habitadas, fato que, infelizmente, se verifica no Brasil. Enchentes e inundações devem-se a fatores como impermeabilização do solo, crescimento urbano acelerado, ausência de planejamento territorial, agravados pela disposição inadequada do lixo.

Já a atmosfera, enigmática desde a mitologia grega, foi considerada vulnerável à revolta dos deuses por civilizações primitivas e alguns observadores incautos atuais. Ela é visível e sensível por todos: quando vai chover? Quando virão tempestades? Camponeses sabem responder, até bem antes das previsões meteorológicas, ao observarem o rumo dos ventos, a umidade do ar ou até o canto dos pássaros.

Não se podem admitir generalizações: nem tudo é “aquecimento global”. Ao contrário, muitos geocientistas anunciam a corrente, antagônica, do resfriamento global. Para visualizar melhor as incertezas inerentes ao fenômeno observem como foi rigoroso o último inverno no Hemisfério Norte…

Uma coisa é certa: planejamentos territoriais devem ser feitos com visão holística e equipes multi, inter e transdisciplinares, ou seja, devem envolver geólogos e profissionais de todas as áreas científicas afins. Caso contrário, casas, pontes ou viadutos podem cair. Buracos como o do Metrô Pinheiros continuarão aparecendo e engolindo vidas.

A Terra, nossa Gaia majestosa, é dinâmica e pulsa como um ser vivo. Os geólogos que o digam!

*GEÓLOGOS, SÃO, RESPECTIVAMENTE, PROFESSOR VISITANTE E DOCENTE DO DEPARTAMENTO DE GEOCIÊNCIAS APLICADAS AO ENSINO DO INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS DA UNICAMP. E-MAIL: jrbsilva@ige.unicamp.br

Empregados são demitidos e processados por uso indevido de blogues e redes sociais

11:04 am

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Um empregado de uma empresa do setor financeiro criou um blog. E, desavisado, colocou informações sobre o balanço da companhia que, recentemente, havia aberto seu capital. O problema é que os dados eram diferentes dos enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A empresa recebeu uma advertência formal do órgão fiscalizador e demitiu por justa causa o profissional. Cada vez mais as empresas têm enfrentado problemas devido ao mau uso da internet por seus funcionários. Muitos casos envolvem o MSN e redes sociais – Facebook, Twitter, Orkut e You Tube – e acabam gerando ações na Justiça.

Nos processos, as companhias buscam indenizações de seus ex-funcionários ou de concorrentes que a teriam prejudicado por meio da internet. O crescente volume de casos têm movimentado os escritórios especializados em direito digital. “Estamos indicando às empresas, principalmente aquelas com capital aberto, que atualizem seus códigos de ética em relação aos ambientes digitais”, diz a advogada Patricia Peck, do escritório Patricia Peck Pinheiro Advogados, que ressalta o risco que muitas companhias de capital aberto estão correndo com a manutenção de páginas no Twitter para comunicação entre investidores e diretores “O risco é enorme.”

Em alguns casos, a internet acaba servindo de prova para a demissão por justa causa. Em um deles, o funcionário descreveu em sua página no Orkut que estava furtando notas fiscais da empresa onde trabalhava, vangloriando-se do feito. Em ação trabalhista, ele não só pediu reintegração ao emprego, como indenização por danos morais. A decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, com relatoria da desembargadora Edna Pedroso Romanini, rejeitou ambos os pedidos. Em outro caso, um funcionário foi demitido por justa causa após ser flagrado, em vídeo postado no You Tube, dando cavalo de pau com a empilhadeira da empresa têxtil onde trabalhava. A partir do vídeo, a juíza Elizabeth Priscila Satake Sato, da 1ª Vara do Trabalho de Piracicaba, em São Paulo, negou o pedido de reintegração ao emprego. A magistrada considerou que o ex-funcionário usou a máquina de forma indevida durante o horário de trabalho.

Geralmente, as empresas se contentam com a demissão por justa causa do funcionário imprudente, segundo Peck. Com exemplo, ela cita um caso patrocinado por seu escritório envolvendo um profissional de uma empresa de call center. Ele criou um blog em que, encerrado o expediente, publicava as perguntas consideradas por ele mais idiotas dos “clientes mais burros do dia” e os colegas votavam nas melhores da semana e do mês. Após reclamação feita por uma das empresas clientes do call center, o blogueiro foi demitido por justa causa. “Geralmente, pedidos de indenização só envolvem profissionais de alto escalão, como conselheiros, diretores e executivos”, afirma Peck. Esses profissionais, segundo ela, se sentem impunes e acabam prejudicando a imagem das companhias. “É como se as informações publicadas fossem do executivo e não da empresa.”

A advogada diz que essas situações ficaram mais comuns a partir do ano passado, quando ocorreram muitas demissões com o crescimento no número de fusões – o que coincidiu com a época do lançamento do Twitter. Um dos casos envolve um pedido de indenização de uma pizzaria americana a dois ex-funcionários que disponibilizaram no You Tube as supostas más condições de higiene na empresa. A ação tramita na Justiça americana.

Os casos de concorrência desleal também levam ao pedido de indenização, segundo o advogado Rony Vainzof, do escritório Opice Blum Advogados. Recentemente, uma empresa acionou a concorrente porque um ex-funcionário levou com ele contatos que conquistou no antigo emprego e o manteve na sua lista do MSN. A ação ainda tramita na Justiça. Em outro caso, a 10ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou ex-funcionários que usaram o Google para roubar clientes da companhia onde trabalharam. Eles cadastraram o nome da empresa no Google. Assim, sempre que algum usuário do Google procurava pelo nome da companhia, aparecia o link da concorrente, onde foram trabalhar. “Ainda cabe recurso. Mas, com isso, eles foram condenados, em segunda instância, a pagar multa à antiga empresa”, diz o advogado.

O prejuízo das empresas com o mau uso da internet pode, inclusive, ser dimensionado. Uma empresa com 50 funcionários que utilizem a internet para resolver problemas pessoais como pagar contas e bater papo com amigos pelo período de uma hora por dia, pode sofrer um prejuízo de quase R$ 35 mil por mês em termos de produtividade dos empregados. “Claro que essa uma hora na internet geralmente é fracionada de 15 em 15 minutos, por exemplo”, afirma o perito digital Wanderson Castilho.

O cálculo dele, levando em consideração um salário mensal médio de R$ 1.250, foi realizado a partir de um programa disponível no site www.brc.com.br. Por meio da ferramenta, as empresas podem calcular qual é o prejuízo causado pelo mau uso da internet por seus funcionários. Castilho usa o programa nos processos relacionados às redes sociais. “Com ela, o empregador pode deixar claro a relação direta entre a produtividade e o mau uso da internet porque o empregado não é dono do tempo dele quando está na empresa”, afirma.

Do valor econômico

Mensagem no Twitter causa demissão de executivo da Locaweb

Diretor comercial foi demitido depois de ter publicado mensagens contra o São Paulo Futebol Clube, durante o clássico contra o Corinthians. A Locaweb era um dos patrocinadores do time do Morumbi Por Silvia Balieiro

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Por Silvia Balieiro, da Época Negócios

A empresa de serviços de hospedagem Locaweb anunciou nesta terça-feira (30/3) a demissão de Alex Glikas, diretor comercial da companhia, que se envolveu numa confusão com a torcida sãopaulina no Twitter.

No último domingo, durante o jogo entre Corinthians e São Paulo, Glikas, aparentemente um corintiano roxo, publicou em seu Twitter algumas mensagens contra o São Paulo Futebol Clube. Quando o goleiro Rogério Ceni falhou e tomou um gol, Glikas escreveu: “Sou fã do Rogério Ceni. Se ele continuar assim, tá ótimo! Chupa Bambizada!”. Em outras mensagens, o executivo ainda citou a empresa: “Vamo [sic] Locaweb! Chupa Bambizada! Timão eooo!”.

O maior agravante é que a Locaweb era uma das patrocinadoras do São Paulo naquele jogo. A empresa realizou um acordo para patrocinar o grupo sãopaulino no clássico contra o Corinthians e no jogo de amanhã, contra o Monterrey, no México, pela Taça Libertadores.

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Rodrigo Souto, volante do São Paulo, com o uniforme usado pelo time no clássico contra o Corinthians

A atitude do diretor comercial da Locaweb causou a ira de alguns torcedores que começaram uma campanha contra a empresa na internet, especialmente no Twitter.

A demissão foi anunciada pela empresa por meio de nota, que diz: “Em razão do recente incidente envolvendo a companhia e o São Paulo Futebol Clube, o executivo decidiu, em comum acordo com a diretoria da Locaweb, desligar-se de suas funções“.

Em entrevista à Época NEGÓCIOS, a Locaweb informou que, por ser uma empresa de internet, jovem e moderna, sempre encorajou seus funcionários a utilizarem as redes sociais, com bom senso e respeito. No entanto, revela que ainda não há uma política interna de uso das redes sociais. “A empresa pretende colocar em prática a política para uso de mídias sociais para seus funcionários o quanto antes”, disse Guilherme Mazzola, gerente de comunicação da Locaweb.

Hoje, no Twitter de Glikas, as mensagens já não aparecem. Há apenas um tweet com a frase: “minhas sinceras desculpas à torcida e ao time do SPFC. No calor do clássico, o torcedor tomou conta do profissional. Não acontecerá de novo”.

Requião pode deixar passivo de R$ 2,3 bi

11:00 am

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Era exatamente isso o que eu vinha dizendo desde o livro que publiquei em 2004. Ver aqui.

“Brigas” e decisões polêmicas do governador, que sai do cargo amanhã, resultaram em processos que ainda correm na Justiça

O governador Roberto Requião (PMDB) deixa o cargo amanhã e, junto com ele, uma série de processos na Justiça que podem resultar em um passivo bilionário para o estado, decorrente de decisões e brigas do peemedebista com diversos setores da sociedade. Levantamento realizado pela Gazeta do Povo aponta que o passivo cobrado do estado em virtude de polêmicas de Requião pode chegar a pelo menos R$ 2,3 bilhões – que não necessariamente se transformarão em dívidas governamentais, pois tudo dependerá dos julgamentos das ações na Justiça.

O valor exato pleiteado na Justiça pelos que se sentiram prejudicados pelas decisões de Requião, porém, é difícil de ser estimado. Nem a Procuradoria-Geral do Estado do Paraná (PGE), que defende o governo na Justiça, tem um levantamento preciso da quantidade de ações em que o estado é réu, quanto mais o passivo que elas podem gerar.

Pedágio

Uma das brigas notórias de Requião é com as concessionárias de pedágio. Desde o início da atual gestão, em 2003, as concessionárias das estradas recorrem à Justiça para buscar reparação por supostos desequilíbrios financeiros dos contratos – que seriam causados por diversos motivos, sobretudo a recusa do Departamento de Estradas e Rodagens do Paraná (DER) de conceder os reajustes anuais da tarifa, a liberação das cancelas promovidas em atos do MST e os cinco dias em que as motos não pagaram pedágio por causa de uma lei estadual de 2007.

Uma estimativa conservadora aponta que as concessionárias do pedágio buscariam cerca de R$ 300 milhões de reparação pelo reequilíbrio dos contratos. Mas, procurada pela reportagem, a Associação Brasileiras das Concessionárias de Rodovias no Paraná não quis comentar o assunto.

Outra passivo refere-se às quatro ações civis públicas propostas pelo Ministério Público Estadual (MP) que pedem o ressarcimento de R$ 1,9 bilhão para o Fundo Estadual de Saúde. O MP considera que esse seria o valor que, contrariando a Emenda Constitucional n.º 29, o governo estadual deixou de investir na área de saúde durante a atual gestão. O governo considerava investimentos em saneamento, por exemplo, como gastos com saúde – o que é questionado pelo MP.

Outra briga judicial é com o banco Itaú, que comprou o Banestado em 2000. O Itaú tinha um contrato de exclusivadade com o Paraná para gerenciar as contas do governo estadual. Porém, em 2007, Requião anulou o aditivo que prorrogava o contrato com o banco. O Itaú foi à Justiça para buscar reparação pela quebra contratual. Procurado pela reportagem, o banco não quis informar o montante que pede de indenização.

TV Educativa

A TV Educativa é outro foco de passivos, com o estado já condenado em primeira instância. No caso, o estado teria de pagar uma multa diária de R$ 50 mil por descumprir sentença que exigia a realização de concurso público para o preenchimento dos cargos na tevê. A última estimativa dos advogados do autor da ação, o deputado Fábio Camargo (PTB), era que o valor acumulado desde 2005 soma cerca de R$ 75 milhões.

No campo o estado também acumula pendências devido à demora em promover a reintegração de posse de áreas invadidas por sem-terra – algo que foi recorrente na gestão Requião, que tinha no MST um aliado. Recen­­temente, por exemplo, o governo foi condenado a pagar R$ 50 mi­­lhões aos proprietários da fazenda Sete Mil, no município de Jardim Alegre. Eles conseguiram a indenização porque a área foi invadida em agosto de 1997 pelo MST e ficou sete anos (seis no governo Lerner e um no governo Requião) sem ter a ordem de reintegração de posse cumprida. A decisão foi dada em janeiro pelo Tribunal de Justiça do Paraná.

Primeira gestão

Dívida de 1992 chega a R$ 1,4 bi

Uma “briga” antiga do governador Roberto Requião (PMDB) com os servidores da Justiça Estadual, ainda no primeiro mandato dele (1991-1994) gerou uma dívida judicial (precatório) de R$ 425,8 milhões, em 2002. Em valores atuais (com juros e correção monetária), o montante, ainda não pago aos servidores, chegaria próximo a R$ 1,4 bilhão.

Em 1992, os servidores judiciais fizeram greve por reajuste salarial. Requião, na época, não gostou e deu aumento diferentes para os servidores do quadro geral (do Executivo) e os funcionários judiciais. Os servidores judiciais recorreram à Justiça, através do seu sindicato (Sindijus), para conseguir a equiparação de 53,06%. Em 2002, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) deu ganho de causa aos funcionários.

Obama to Open Offshore Areas to Oil Drilling for First Time

1:11 am

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WASHINGTON — The Obama administration is proposing to open vast expanses of water along the Atlantic coastline, the eastern Gulf of Mexico and the north coast of Alaska to oil and natural gas drilling for the first time, officials said Tuesday.

The proposal — a compromise that will please oil companies and domestic drilling advocates but anger some residents of affected states and many environmental organizations — would end a longstanding moratorium on oil exploration along the East Coast from the northern tip of Delaware to the central coast of Florida, covering 167 million acres of ocean.

Under the plan, the coastline from New Jersey northward would remain closed to all oil and gas activity. So would the Pacific Coast, from Mexico to the Canadian border.

The environmentally sensitive Bristol Bay in southwestern Alaska would be designated as a sanctuary and no drilling would be allowed under the plan, officials said. But large tracts in the Chukchi Sea and Beaufort Sea in the Arctic Ocean north of Alaska — nearly 130 million acres — would be eligible for exploration and drilling after extensive studies.

The proposal is to be announced by President Obama and Interior Secretary Ken Salazar at Andrews Air Force Base in Maryland on Wednesday, but administration officials agreed to preview the details on the condition that they not be identified.

The proposal is intended to reduce dependence on oil imports, generate revenue from the sale of offshore leases and help win political support for comprehensive energy and climate legislation.

But while Mr. Obama has staked out middle ground on other environmental matters — supporting nuclear power, for example — the sheer breadth of the offshore drilling decision will take some of his supporters aback. And it is no sure thing that it will win support for a climate bill from undecided senators close to the oil industry, like Lisa Murkowski, Republican of Alaska, or Mary L. Landrieu, Democrat of Louisiana.

The Senate is expected to take up a climate bill in the next few weeks — the last chance to enact such legislation before midterm election concerns take over. Mr. Obama and his allies in the Senate have already made significant concessions on coal and nuclear power to try to win votes from Republicans and moderate Democrats. The new plan now grants one of the biggest items on the oil industry’s wish list — access to vast areas of the Outer Continental Shelf for drilling.

But even as Mr. Obama curries favors with pro-drilling interests, he risks a backlash from some coastal governors, senators and environmental advocates, who say that the relatively small amounts of oil to be gained in the offshore areas are not worth the environmental risks.

The Obama administration’s plan adopts some drilling proposals floated by President George W. Bush near the end of his tenure, including opening much of the Atlantic and Arctic Coasts. Those proposals were challenged in court on environmental grounds and set aside by President Obama shortly after he took office.

Unlike the Bush plan, however, Mr. Obama’s proposal would put Bristol Bay, home to major Alaskan commercial fisheries and populations of endangered whales, off limits to oil rigs.

Actual drilling in much of the newly opened areas, if it takes place, would not begin for years.

Mr. Obama said several times during his presidential campaign that he supported expanded offshore drilling. He noted in his State of the Union address in January that weaning the country from imported oil would require “tough decisions about opening new offshore areas for oil and gas development.”

Perhaps in anticipation of controversy, the new policy has been closely held within the administration. White House and Interior Department officials began briefing members of Congress and local officials in affected states late Tuesday.

It is not known how much potential fuel lies in the areas opened to exploration, although according to Interior Department estimates there could be as much as a three-year supply of recoverable oil and more than two years’ worth of natural gas, at current rates of consumption. But those estimates are based on seismic data that is, in some cases, more than 30 years old.

The first wells off the coast of Virginia, which were already approved for lease but held up by a court challenge and additional Interior Department review, could appear as early as next year in a triangular tract 50 miles off the coast, officials said. But as a result of the Obama decision, the Interior Department will spend several years conducting geologic and environmental studies along the rest of the southern and central Atlantic Seaboard. If a tract is deemed suitable for development, it is listed for sale in a competitive bidding system. The first lease sales — if any are authorized by the Interior Department — would not be held before 2012.

The eastern Gulf of Mexico tract that would be offered for lease is adjacent to an area that already contains thousands of wells and hundreds of drilling platforms. The eastern Gulf area is believed to contain as much as 3.5 billion barrels of oil and 17 trillion cubic feet of gas, the richest single tract that would be open to drilling under the Obama plan.

Drilling there has been strongly opposed by officials from both political parties in Alabama and Florida who fear damage to coastlines, fisheries, popular beaches and wildlife. Interior Department officials said no wells would be allowed within 125 miles of the Florida and Alabama coasts, making them invisible from shore.

The Interior Department and the Pentagon are discussing possible restrictions on oil and gas operations in some areas off Virginia and Florida, home to some of the nation’s biggest Navy and Air Force facilities. States are also likely to claim rights to the revenues from oil and gas deposits within 3 to 12 miles of shore and to some portion of lease proceeds, officials said.

Mr. Salazar developed the offshore drilling plan after conducting four public meetings over the past year in Alaska, California, Louisiana and New Jersey. The Interior Department received more than 500,000 public comments on the issue.

Mr. Salazar has said that he hoped to rebalance the nation’s oil and gas policy to find a middle ground between the “drill here drill now” advocacy of many oil industry advocates and the preservationist impulse to block oil exploration beneath virtually all public lands and waters.

He has called the offshore drilling plan a new chapter in the nation’s search for a comprehensive energy policy that can open new areas to oil and gas development “in the right way and in the right places,” according to an aide.

In many of the newly opened areas, drilling would begin only after the completion of geologic studies, environmental impact statements, court challenges and public lease sales. Much of the oil and gas may not be recoverable at current prices and may be prohibitively expensive even if oil prices spike as they did in the summer of 2008.

At the Wednesday event, Mr. Obama is also expected to announce two other initiatives to reduce oil imports, an agreement between the Pentagon and the Agriculture Department to use more biofuels in military vehicles and the purchase of thousands of hybrid vehicles for the federal motor pool.

Companhia das Letras lança os três primeiros volumes das Obras Completas de Freud

12:25 am
Esta nova edição pretende ser a primeira, publicada no Brasil, traduzida diretamente do alemão e, ao mesmo tempo, organizada na ordem cronológica em que apareceram originalmente os textos. As Obras completas serão reunidas em vinte volumes, sendo dezenove de textos e um de índices e bibliografia. Nesta ocasião serão lançados os três primeiros, os volumes 10, 12 e 14, que abrangem os textos escritos entre 1911 e 1920, um período intermediário e de pleno desenvolvimento das concepções de Freud.
No segundo semestre de 2010 serão lançados mais dois, os volumes 16 e 18, contendo obras publicadas entre 1923-25 e 1930-36, respectivamente. A coleção prosseguirá com um ou dois volumes publicados por ano, a partir de 2011.
Estas Obras completas não incluem os textos de neurologia, ou seja, não psicanalíticos, anteriores à criação da psicanálise. Afinal, o próprio autor decidiu deixá-los de fora quando foi feita a primeira edição alemã completa de suas obras.
A edição alemã que serviu de base para esta foi a Gesammelte Werke [Obras completas], publicada entre 1940 e 1952. Ainda que constituam a mais ampla reunião de textos do pai da psicanálise, os dezessete volumes da coleção foram sofrivelmente editados, talvez devido à penúria dos anos de guerra e de pós-guerra na Europa.
Embora ordenados cronologicamente, não indicam nem sequer o ano da publicação
de cada trabalho. O texto em si é geralmente confiável, mas sempre que possível foi
cotejado com a Studienausgabe [Edição de estudos], publicada pela editora Fischer em 1969-75, da qual foi consultada uma edição revista, lançada posteriormente. Trata-se de onze volumes organizados por temas (como a primeira coleção de obras de Freud), que não incluem vários textos secundários ou de conteúdo repetido, mas incorporam, traduzidas para o alemão, as apresentações e notas que o inglês James Strachey redigiu para a Standard edition (Londres, Hogarth Press, 1955-66).
O objetivo destas Obras completas é oferecer os textos com o máximo de fidelidade ao original, sem interpretações ou interferências de comentaristas e teóricos posteriores da psicanálise, que podem ser encontradas na interminável bibliografia sobre o tema. O aparato editorial limita-se a notas do tradutor, que geralmente informam sobre os termos e as passagens de versão problemática, para que o leitor tenha uma ideia mais precisa de seu significado. Nessas notas são reproduzidos os equivalentes achados em algumas versões estrangeiras dos textos, em línguas aparentadas ao português e ao alemão.
O coordenador e tradutor, Paulo César de Souza, já é conhecido por suas traduções de obras de Friedrich Nietzsche e Bertolt Brecht, pelas quais recebeu duas vezes o prêmio Jabuti. Durante alguns anos foi colaborador do jornal Folha de S. Paulo. Seu primeiro artigo, publicado em 1985, intitulava-se “Nosso Freud” e já discutia a tradução de Freud. Sua primeira tradução de um texto de Freud, agora incluída nesta edição, foi publicada em 1989, no mesmo jornal. Essas e outras contribuições foram depois incorporadas aos volumes Sigmund Freud & o gabinete do dr. Lacan (Brasiliense, 1989) e Freud, Nietzsche e outros alemães (Imago, 1995).
Simultaneamente a esses primeiros volumes, a Companhia das Letras lança a nova edição revista do livro do coordenador e tradutor, As palavras de Freud: o vocabulário freudiano e suas versões, originalmente sua tese de doutorado apresentada ao Departamento de Língua Alemã da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), que analisa os problemas teóricos da tradução de Freud e explicita a atitude por trás da edição das Obras completas.
É desnecessário fornecer dados biográficos de Sigmund Freud (1856-1939), já que eles podem ser encontrados em diversas fontes, entre elas páginas da internet, das quais se destaca uma do Youtube, que contém um depoimento gravado por ele próprio em inglês para a rádio BBC, em Londres, em dezembro de 1938, sintetizando a obra de sua vida. Para um estudo biográfico mais profundo, vale consultar Freud: uma vida para nosso tempo (Companhia das Letras, 1989), do historiador Peter Gay.
A Companhia das Letras programou um extenso calendário de atividades comemorativas para o lançamento da coleção.

Sigmund Freud’s Voice (BBC Broadcast Recording 1938)

FREUD (1911-1913) “O CASO SCHREBER” E OUTROS TEXTOS – Obras completas volume 10 Observações psicanalíticas sobre um caso de paranoia relatado em autobiografia (“O caso Schreber”), Artigos sobre técnica e outros textos

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Nesta edição:

Observações psicanalíticas sobre um caso de paranoia
(dementia paranoides) relatado em autobiografia
(“O caso Schreber”, 1911)

[Introdução]

I. História clínica
II. Tentativas de interpretação
III. Sobre o mecanismo da paranoia
Pós-escrito

Formulações sobre os dois princípios do
funcionamento psíquico (1911)

[Artigos sobre técnica]
O uso da interpretação dos sonhos na psicanálise (1911)
A dinâmica da transferência (1912)
Recomendações ao médico que pratica a psicanálise (1912)
O início do tratamento (1913)
Recordar, repetir e elaborar (1914)
Observações sobre o amor de transferência (1915)

Tipos de adoecimento neurótico (1912)

O debate sobre a masturbação (1912)

Algumas observações sobre o conceito de inconsciente
na psicanálise (1912)

Princípios básicos da psicanálise (1913)

Um sonho como prova (1913)

Sonhos com material de contos de fadas (1913)

O tema da escolha do cofrinho (1913)

Duas mentiras infantis (1913)

A predisposição à neurose obsessiva (1913)

Prefácios e textos breves (1911-1913)
Prefácio a O método psicanalítico,
de Oskar Pfister
Prefácio a Os transtornos psíquicos da potência masculina,
de Maxim Steiner
Prefácio a Ritos escatológicos do mundo inteiro,
de J. G. Bourke
Resenha de Sobre psicología y psicoterapia de ciertos
estados angustiosos
, de G. Greve
O significado de uma sequência de vogais
“grande é a Diana dos Efésios!”

Índice remissivo

Leia trecho:

FREUD (1914-1916) ENSAIOS DE METAPSICOLOGIA E OUTROS TEXTOS – Obras completas volume 12 Introdução ao narcisismo, Ensaios de metapsicologia e outros textos

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Nesta edição:

Introdução ao narcisismo (1914)

[Ensaios de metapsicologia]
Os instintos e seus destinos (1915)

A repressão (1915)

O inconsciente (1915)
I. Justificação do inconsciente
II. A pluralidade de sentidos do inconsciente
e o ponto de vista topológico
III. Sentimentos inconscientes
IV. Topologia e dinâmica da repressão
V. As características especiais do sistema ICS
VI. A comunicação entre os dois sistemas
VII. A identificação do inconsciente

Complemento metapsicológico
à teoria dos sonhos (1917 [1915])

Luto e melancolia (1917 [1915])

Comunicação de um caso de paranoia
que contradiz a teoria psicanalítica (1915)

Considerações atuais sobre a guerra
e a morte (1915)
I. A desilusão causada pela guerra
II. Nossa atitude perante a morte

A transitoriedade (1916)

Alguns tipos de caráter encontrados
na prática psicanalítica (1916)
I. As exceções
II. Os que fracassam no triunfo
III. Os criminosos por sentimento de culpa

Textos breves (1915-1916)
Paralelo mitológico de uma imagem obsessiva
Uma relação entre um símbolo e um sintoma
Carta à dra. Hermine von Hug-Hellmuth

Índice remissivo

Leia trecho:

FREUD (1917-1920) “O HOMEM DOS LOBOS” E OUTROS TEXTOS – Obras completas volume 14 História de uma neurose infantil (“O homem dos lobos”), Além do princípio do prazer e outros textos

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Nesta edição:

História de uma neurose infantil
(“O homem dos lobos”, 1918 [1914])
I. Observações preliminares
II. Panorama do ambiente e da história clínica
III. A sedução e suas consequências imediatas
IV. O sonho e a cena primária
V. Algumas discussões
VI. A neurose obsessiva
VII. Erotismo anal e complexo da castração
VIII. Complementos ao período primordial – solução
IX. Resumos e problemas

Além do princípio do prazer (1920)

Uma dificuldade da psicanálise (1917)

Sobre transformações dos instintos,
em particular no erotismo anal (1917)

Uma recordação de infância em poesia e verdade (1917)

Caminhos da terapia psicanalítica (1919)

“Batem numa criança”: contribuição
ao conhecimento da gênese
das perversões sexuais
(1919)

O inquietante (1919)

Deve-se ensinar a psicanálise
nas universidades? (1919)

Introdução a Psicanálise das neuroses
de guerra
(1919)

Prefácios e textos breves (1919)
Prefácio a Problemas de psicologia da religião,
de Theodor Reik
E. T. A. Hoffmann e a função da consciência
A editora psicanalítica internacional
e os prêmios para trabalhos psicanalíticos
James J. Putnam
Victor Tausk

Índice remissivo

Leia trecho:

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Direção da OABPR não diz a que veio, ou melhor, veio para ser mais do mesmo e participar de solenidadezinhas “beija-mão”

30 de março de 2010 9:10 pm
O Roberto Requião (E); o presidente do TJ, desembargador Carlos Hoffmann (C); e  o presidente do TRF4, desembargador Vílson Darós, em 29.mar.2010

O governador Roberto Requião (E); o presidente do TJPR, desembargador Carlos Hoffmann (C); e o presidente do TRF4, desembargador Vílson Darós, em 29.mar.2010

O Tribunal de Justiça do Paraná firmou convênios nesta segunda-feira (29) com o Governo do Estado, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, além do Tribunal de Contas, do Ministério Público e da Associação dos Municípios do Paraná. A intenção é estabelecer uma ordem única de pagamento de precatórios. O acordo decorre da adesão ao regime especial instituído pela Emenda Constitucional nº 62, de 12 de dezembro de 2009. O Tribunal de Contas será responsável por fornecer, a cada quatro meses, os valores da receita líquida do Estado e dos municípios. As informações dos cadastros serão compartilhadas, ainda, com o Ministério Público, para fins de aprovação e controle da ordem de pagamento.

Cumpre observar que os convênios celebrados, apesar de serem de capital importância para os advogados e os cidadãos e as empresas por eles defendidos, não tiveram o acompanhamento devido pelos representantes apáticos da atual direção da OABPR, que, aliás, ainda que o mundo caia ao seu redor, a exemplo das cafajestagens da Assembleia Legislativa do Paraná e do Desembargador-Corregedor Waldemir Luiz da Rocha, não fazem absolutamente nada, pois preferem participar de solenidades com discursos rebuscados, adulações recíprocas, sessões de beija-mão, inaugurações de salinhas acompanhadas de rega-bofes, ou seja, fodam-se os advogados e a cidadania, é o lema dessa gestão e das muitas que lhe antecederam sob a bandeira XI de Agosto.

Com a palavra o presidente José Lúcio Glomb.

Quem financia a Frente Nacionalista?

8:39 pm

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Do blogue do Sakamoto

Conforme já comentei antes, foi lançada a Frente Parlamentar Nacionalista no Congresso Nacional que pretende questionar as motivações de organizações não-governamentais estrangeiras de defesa do meio ambiente. Fala-se de interesses externos de olho no solo e no subsolo do país. É claro que existem ONGs canalhas, muitas, mas da mesma forma que empresas e governos desqualificados e todos precisam ser punidos se cometerem crimes. Contudo, esses parlamentares não falam sobre a degradação ambiental, social, trabalhista causada por empresas estrangeiras e nacionais que têm interesse no tipo de “progresso” a qualquer custo. A Amazônia, o Cerrado e o Pantanal já estão internacionalizados. E não é de agora.

Sugiro a leitura de matéria de Aldem Bourscheit, retirada retirado do site O Eco:

Um dos principais alvos da nova frente parlamentar nacionalista da Câmara é a atuação no país de organizações não-governamentais financiadas com dinheiro estrangeiro. Conforme o coordenador do grupo, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP), essas entidades recebem recursos do exterior para ditar regras sobre o desenvolvimento brasileiro, posicinando a frente como um meio para “lutar contra as ações que contrariam os interesses do Brasil em favor dos interesses externos”.

Uma consulta à prestação de contas dos parlamentares da frente ao Tribunal Superior Eleitoral revela campanhas apoiadas com dinheiro de multinacionais, de empresas brasileiras com capital estrangeiro e de outras com histórico pouco notável no respeito à legislação ambiental. O cruzamento foi baseado no pleito de 2006, destacando doações de Pessoas Jurídicas com valor igual ou superior a dez mil reais, sem descartar valores menores de grupos ou indivíduos conhecidos da opinião pública.

Algumas das empresas na lista têm em seu currículo acusações sobre desmatamento ilegal da Amazônia, Mata Atlântica e outras regiões, plantação de árvores exóticas em locais contrariando à legislação ambiental, ocupação de terras de indígenas e quilombolas, mineração descontrolada, receptação de madeira ilegal, aplicação de venenos em áreas de preservação permanente, contaminação de águas subterrâneas e de rios, poluição do ar, desrespeito às leis trabalhistas, uso de empresas-laranja para compra de terras, além de participação em megaprojetos de infraestrutura com severos impactos socioambientais.

Dinheiro de multinacionais ou de empresas brasileiras com participação de capital estrangeiro, como Bunge, Stora Enso, Tractebel, Veracel, Aracruz, Fosfértil, Vallurec Manes Mann, Guascor, Norske Skog Pisa e Duke Trading, foram registrados nas campanhas de parlamentares como Paulo Piau (PMDB/MG), Duarte Nogueira (PSDB/SP), Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR), Eduardo Sciarra (DEM/PR), Waldemir Moka (PMDB/MS), Odacir Zonta (PP/SC), Moacir Micheletto (PMDB/PR), Cezar Silvestri (PPS/PR), Vieira da Cunha (PDT/RS), Dilceu Sperafico (PP/PR), Júlio César (DEM/PI), Moreira Mendes (PPS/RO) e José Maia Filho (DEM/PI).

Na listagem, também são encontradas doações recebidas pelos candidatos de empresas de petróleo, biotecnologia, celulose e papel, agrotóxicos e cigarros, de frigoríficos que atuaram na devastação da Amazônia, de siderúrgicas e mineradoras, de empreiteiras com atuação nacional e internacional, bancos privados, e companhias ligadas à produção de armamentos.

Não se fazem mais nacionalistas…
Para o deputado federal Ivan Valente (PSOL/SP), há grande contradição entre discursos e atos dos parlamentares auto-intitulados nacionalistas. “Não existem mais nacionalistas como antigamente, com projeto nacional de desenvolvimento, de nação. Hoje aceitam ações e dinheiro de transnacionais. Entendo que quem se diz nacionalista não deveria aceitar dinheiro de multinacionais ou de empresas que foram criminosamente privatizadas, como a Vale (do rio Doce) e Companhia Siderúrgica Nacional”, disse.

Para ele, a recriação da frente no momento em que se debatem mudanças no código florestal é um “deboche à inteligência dos brasileiros”. “A discussão não pode servir de álibi para se detonar a defesa dos recursos naturais brasileiros ou para não se discutir um outro modelo de desenvolvimento para a Amazônia, por exemplo. Os grandes benefíciarios do modelo destruidor atual de desenvolvimento são justamente os grupos ligados ao agronegócio, ao capital financeiro internacional”, ressaltou. “Por isso sou a favor do financiamento público exclusivo de campanhas”, arrematou.

Campanhas de peso
Dos 31 parlamentares que assinaram a refundação da frente nacionalista (veja tabela abaixo), Aldo Rebelo figura com a campanha mais cara, de quase 1,5 milhão de reais. Sua prestação de contas inclui doações recebidas da Votorantim, Camargo Corrêa, Companhia Siderúrgica Nacional e Caemi Mineração, do grupo Vale do Rio Doce, somando 740 mil reais. Ou seja 50% da origem dos fundos vieram destas empresas

O parlamentar é relator da proposta de mudança no Código Florestal Brasileiro na Câmara, apontada por ambientalistas e pesquisadores como altamente perigosa para o futuro das matas nacionais por aumentar a possibilidade de desmatamento legal. Em 2004, Rebelo foi responsável por relatório e substitutivo que abria as portas do país ao monopólio de multinacionais do setor de produtos transgênicos, como a Monsanto.

Outras campanhas dos ‘nacionalistas’ também tiveram forte financiamento estrangeiro e empresarial, como a de Moreira Mendes (PPS/RO), com quase 70% das receitas oriundas desse tipo de fonte, de Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR), com cerca de 60%, de Sérgio Petecão (PMN/AC), com 50%, de Eduardo Sciarra (DEM/PR), com quase 30%, e de Edmilson Valentim (PCdoB/RJ), com 25%.

Conforme o deputado federal Edson Duarte (PV/BA), os argumentos levantados pela nova frente parlamentar são ultrapassados e não têm consistência quando colocados frente à frente com as doações que receberam em suas campanhas eleitorais. “Ruralistas e neoruralistas na frente usam argumentos de séculos atrás. Percebe-se que quem levanta agora a bandeira do nacionalismo é na verdade financiado por grupos econômicos com atuação global”, disse.

Para ele, a frente atuará de forma orquestrada para constranger quem atua com responsabilidade socioambiental, enquanto deveria proteger o patrimônio natural brasileiro. “Hoje o que mais se espera globalmente é que empresas atuem com responsabiliade socioambiental. Se esse movimento é mesmo nacionalista, deveriam proteger nossas florestas e rios, não reduzir sua proteção”, comentou.

Tanto Duarte como Valente avaliam que o código florestal precisa de instrumentos econômicos e de fiscalização para que possa ser cumprido. “É possível adequar isso, só não podemos adequar a lei aos ilegais. Até porque a questão ambiental nunca foi entrave para nada nesse país, vide os recordes frequentes em produção e exportação do agronegócio”, apontou Duarte.

“O que está em jogo é a manutenção do mesmo modelo de ocupação destruidora, produção e exportação com baixo valor agregado, responsável por grande parte do desmatamento da Amazônia, e outro que pode investir em fortes centros de pesquisa na região para atuar com química fina e explorar a biodiversidade preservando a floresta”, disse Valente. “O Brasil pode promover uma revolução agrícola apenas com o que se tem de pastagens degradadas, mais de cem milhões de hectares”, completou Duarte.

A reportagem de O Eco também consultou as receitas de campanha de Valente e Duarte. Nenhum recebeu dinheiro na campanha de 2006 de empresas ligadas a nenhuma das atividades listadas na reportagem.

Leia o restante no site de O Eco.

Obama quer aprovação de sanções contra Irã na ONU em “semanas”

8:32 pm

Em encontro com Sarkozy na Casa Branca, presidente diz que paciência com Teerã está acabando

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WASHINGTON – O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta terça-feira, 30, que pretende ver sanções das Nações Unidas contra o Irã por conta do programa nuclear do país em ‘algumas semanas’. O americano se reuniu na casa Branca com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

“Minha esperança é que consigamos fazer isso até o final da primavera (no hemisfério norte). Quero vê-las aplicadas em algumas semanas”, disse Obama, que reconheceu não haver ainda um consenso sobre as medidas.  O presidente americano afirmou também  que a porta da diplomacia continua aberta, mas que as consequências a longo prazo de um Irã nuclear são inaceitáveis.

Sarkozy, por sua vez, se comprometeu a buscar uma visão comum dos países europeus para apoiar as sanções. Ele prometeu trabalhar em conjunto com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e com a chanceler alemã, Angela Merkel, por uma posição unitária da UE sobre o tema. Os presidentes também reafirmaram o compromisso conjunto de França e EUA de impedir que o Irã adquira armas nucleares.

EUA, França e Reino Unido aumentaram a pressão por sanções diplomáticas ao Irã após Teerã ampliar o grau de enriquecimento de urânio em seus reatores, o que elevou as preocupações de que o regime dos aiatolás estaria buscando armas nucleares. Alemanha e Rússia se mostraram favoráveis às medidas, mas a China continua reticente. Juntos, esses países formam o grupo dos seis, que negocia o impasse nuclear com a República Islâmica.

Entre os países com assento temporário no Conselho de Segurança, o Brasil e a Turquia continuam defendendo o diálogo e são contrários a sanções mais duras.