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Archive for novembro, 2009

Grupo LEFIS e Universidad de Zaragoza em Curitiba

30 de novembro de 2009 1:58 pm

Após o 8º Encontro Íbero Latino Americano de Governo Eletrônico, realizado na Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC de 17 a 19 de novembro de 2009, estiveram em Curitiba-PR do dia 22 a 28 de novembro de 2009 os Profs. Fernando Galindo e Manuel Vásquez (Universidad de Zaragoza e LEFIS  – Legal Framework for the Information Society), a fim de cumprirem uma agenda intensa no âmbito dos Projetos eGobs e Law&ICT Virtual Shared Campus, além de darem continuidade ao Programa Amaricampus a partir do convênio institucional firmado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR e a Universidad de Zaragoza.

Abaixo está o relato das principais atividades havidas em Curitiba:

Segunda-feira (23.nov.)

9hs00 – conferência do Prof. Fernando Galindo para os alunos da PUC/PR

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14hs00 – atividades relacionadas aos programas de Governo Eletrônico e Inclusão Digital realizados pela Prefeitura de Curitiba-PR, cuja programação foi conduzida por Luiz Fernando Ortolani, da Assessoria de Planejamento da Secretaria Municipal de Administração (Smad), conforme abaixo:

Notícia do site do Instituto Curitiba de Informática – ICI

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Da esq.: Vásquez, Galindo, Hansel e Cella – Foto: Eveline Martins

Professores de Zaragoza visitam ICI

O ICI recebeu nesta segunda-feira (23) os professores Fernando Galindo e Manuel Vásquez, da Universidade de Zaragoza, Espanha. A visita é fruto de parceria entre essa universidade e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná, que criaram o convênio e-Gov. Segundo José Renato Cella, da PUC, há um projeto de se criar um observatório de governo eletrônico entre universidades.
Para isso, primeiramente, os espanhóis foram recebidos no Brasil e, futuramente, novos intercâmbios devem ser agendados. A visita foi conduzida por Luiz Fernando Ortolani, da Assessoria de Planejamento da Secretaria Municipal de Administração (Smad).
No ICI, os professores foram recebidos pelo diretor administrativo e financeiro, Lucio Alberto Hansel, que apresentou o Instituto como o “centro de informações da Prefeitura de Curitiba”, pelo desenvolvimento e manutenção dos sistemas da estrutura municipal e o armazenamento dos bancos de dados. Hansel destacou que os projetos desenvolvidos pelo ICI, em parceria com a Assessoria Técnica de Informações da Prefeitura (ATI), têm como foco “gestão voltada ao cidadão”.
Fernando Galindo e Manuel Vásquez, professores de direito e matemática, respectivamente, acompanharam apresentação do projeto Sala de Situação, monitoramento eletrônico e outras ferramentas que compõem o Centro Integrado de Informações Estratégicas (CIIE), como a Central 156, Central de Relacionamento Municipal, Geoprocessamento e Business Intelligence.
Para Galindo, “o interesse é de realizar estudos, mostrar a Zaragoza os serviços que existem e as possibilidades que eles permitem”. O professor ficou impressionado com as apresentações, com aplicações que, segundo ele, “nem sabia que existiam”. “Esperamos tomar ações conjuntas e buscar mais conhecimento para prepararmos nossos estudantes, para que eles possam utilizar corretamente todas essas informações”, disse.
Antes de conhecer o ICI, os professores estiveram na Smad, onde foram recebidos pelo secretário José Richa Filho, que lhes apresentou o plano de governo, dando destaque aos projetos de inclusão digital. Na sequência, conheceram um Farol do Saber e uma das unidades do Liceu de Ofícios.
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Vásquez, Galindo e Ortolani
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Galindo, Ortolani e Vásquez no Farol do Saber Machado de Assis
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Vásquez, Ortolani e Galindo no Farol do Saber Machado de Assis
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Vásquez, Cella e Galindo no Liceu do Ofício do Pilarzinho

18hs00 – reunião com o Grupo de Pesquisa “Gestão da Informação e do Conhecimento e Inovação“, do Programa de Pós-Graduação em Administração da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, conforme abaixo (mais informações no blog do grupo):

Fotos por Victoria Kianu

O Grupo recebeu a primeira vista internacional de 2009, a Universidade de Saragoça (Espanha).
O professor adjunto do Curso de Direito, José Ranato Gaziero Cella, iniciou sua fala expondo sobre o convênio da Universidade de Saragoça com a PUC/PR e em seguida apresentou o professor Dr. Fernando Galindo Ayuda, Presidente da Rede Lefis – Rede Jurídica para a sociedade da informação da União Europeia.
O Professor Galindo apresentou a instituição que representa, falou da importância deste convênio com a PUC/PR e de seus principais projetos.

Em seguida o professor Quandt apresentou uma visão geral do Grupo de Pesquisa e os principais projetos realizados e em desenvolvimento.
A Professora Maria Alexandra falou dos projetos envolvendo Governo Eletrônico.
O Professor Denis fez uma breve exposição sobre  projetos em Gestão do Conhecimento nas prefeituras.
Em seguinda: Beatriz, Diego, Iris e Cícero  falaram rapidamente das suas atuais pesquisas.
A Professora Maria Alexandra fez a apresentação do Observatório de Práticas de TI na Gestão Pública.
A reunião foi encerrada às 20h30.
Estavam presentes:
Professora Maria Alexandra
Professor Damião
Professor Denis
Professor Jansen
Professor Kato
Professor Quandt
Annya
Bia
Cícero
Diego
Iris
Marcelo
Osvaldo
Paulo Muro
Thiago
Victória

Terça-feira (24.nov.)

9hs00 – reunião com a Direção dos Cursos de Graduação e de Pós-Graduação do Curso de Direito da PUC/PR, em que estiveram presentes, além de Galindo, Cella e Vásquez, a Diretora e a Vice-Diretora da graduação em Direito, Profs. Maristela Denise Marques de Souza e Amélia Sampaio Rossi, respectivamente; a Diretora do Programa de Pós-Graduação em Direito – PPGD, Prof. Fabiane Lopes Bueno Bessa; as Profs. Claudia Maria Barbosa e Carla Pucci. Na reunião foi tratado do convênio firmado entre a Universidad de Zarazoza e a PUC/PR a fim de que se dê início à mobilidade de alunos entre as Faculdades de Direito de ambas as Universidades; além de se ter tratado dos projetos em curso acerca do Governo Eletrônico e do Campus Global, tudo com o intuito de que seja dado início a ações conjuntas de pesquisa nesses temas.

14hs00 – reunião na Justiça Federal em Curitiba-PR, em que Galindo, Vásquez e Cella foram recebidos pelo Diretor da Seção Judiciária do Paraná, Juiz Federal Danilo Pereira Junior; e pelo Juiz Federal Nivaldo Brunoni, Titular da 3ª Vara Criminal Federal de Curitiba-PR. Na reunião foi tratado do projeto de Observatório do Governo Eletrônico no âmbito judicial que vem sendo conduzido pelo Grupo LEFIS, ocasião em que os magistrados expuseram a forma pela qual o Processo Judicial Eletrônico está sendo implantado na Justiça Federal, especialmente pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Após as explanações iniciais, o grupo foi conduzido à seção de informática do Foro, onde foram efetuadas demonstrações do funcionamento do processo eletrônico.

16hs00 – reunião na CELEPAR – Informática do Paraná sobre as ações de eGOV do Estado do Paraná, em que Galindo, Vásquez, Javier Mur e Cella  foram recebidos por Claudio Dutra e o staff técnico da empresa, ocasião em que se tratou do projeto de Observatório do Governo Eletrônico que vem sendo conduzido pelo Grupo LEFIS, bem como das ações do Governo do Estado do Paraná acerca de softwear livre e serviços de eGOV que estão sendo implantados no Paraná.

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19hs30 – conferência do Prof. Fernando Galindo para os alunos da PUC/PR

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Fernando Galindo

Fernando Galindo

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LAW&ICT Shared Virtual Campus

Quarta-feira (25.nov.)

09hs00 – reunião no Parque Tecnológico da PUC/PR, onde Galindo, Vásquez e Cella foram recepcionados por Juliana e Claudé, responsáveis pelo desenvolvimento das plataformas de Ensino à Distância da PUC/PR a fim de que o Grupo LEFIS venha a ser integrado ao sistema. Na ocasião se fez a demonstração do funcionamento da Plataforma Eureka.

10hs45 – encontro com o Prof. Álvaro Amarante, que é Diretor do Núcleo de Intercâmbio Universitário & Relações Internacionais da PUC/PR, após o que Galindo, Vásquez, Cella e Amarante foram recebidos na Reitoria pelo Prof. Vice-Reitor Paulo Mussi Augusto, ocasião em que foram externados os compromissos mútuos de cooperação entre a Universidad de Zaragoza e a PUC/PR.

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Galindo, Vásquez e Amarante

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14hs00 – apresentação institucional da PUC/PR com os Profs. Álvaro Amarante e Anelise Hofmann

15hs00 – visita ao campus (biblioteca, centros e parque tecnológico) com os Profs. Álvaro Amarante, Anelise Hofmann e José Renato Cella

Galindo, Amarante, Vásquez e Cella

Galindo, Amarante, Vásquez e Cella

Galindo, Amarante, Hoffman e Vásquez

Galindo, Amarante, Hoffman e Vásquez

17hs00 – reunião com a Direção do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Paraná – UFPR, em que Galindo, Vásquez e Cella foram recebidos pelos Profs. Cesar Antonio Serbena e Vera Karam de Chueiri, ocasião em que foram apresentados os projetos em curso do Grupo LEFIS e iniciadas conversações para possíveis convênios futuros entre LEFIS e UFPR.

Galindo, Vásquez e Serbena

Galindo, Vásquez e Serbena

Galindo, Vásquez, Serbena e Karam

Galindo, Vásquez, Serbena e Karam

Quinta-feira (26.nov.)

9hs00 – reunião com os responsáveis pelo Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana da PUC/PR, em que Galindo, Cella, Marilena Indira Winter (decana adjunta do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais da PUC/PR – CCJS) e Roberto Linhares da Costa (decano do CCJS) foram recebidos pelos Profs. Rodrigo José Firmino e Klaus Frey, ocasião em que foram tratados temas para futura pesquisa conjunta com o Grupo LEFIS na área do Observatório do Governo Eletrônico.

Galindo, Frey, Firmino e Winter

Galindo, Frey, Firmino e Winter

Galindo, Frey, Firmino e Winter

Galindo, Frey e Firmino

14hs00 – reunião com as empresas Kerygma e Auspex, em que Galindo, Cella e Vásquez foram recebidos por Marcelo Kimura (Auspex) e da empresa Kerygma por Paulo Alberto Bastos Júnior, Rodrigo Gomes Marques Silvestre e Juliana Vieira Pelegrini, ocasião em que foram adiantados os projetos de cooperação e trabalhos conjuntos entre essas empresas e o Grupo LEFIS no que se refere ao Observatório de Governo Eletrônico na América Latina e na Europa.

Galindo, Vásquez, Bastos Jr., Silvestre, Kimura e Pelegrini

Galindo, Vásquez, Bastos Jr., Silvestre, Kimura e Pelegrini

Pelegrini, Kimura, Silvestre, Bastos Jr., Vásquez e Galindo

Pelegrini, Kimura, Silvestre, Bastos Jr., Vásquez e Galindo

Além dessa programação, o Prof. Manuel Vásquez ministrou um Curso de 20 (vinte) horas aos alunos dos 5º e 9º períodos da Graduação em Direito da PUC/PR (campi Curitiba e São José dos Pinhais), em que foram tratados os temas “Assinatura Eletrônica” e “Democracia, Teorema de Arrow e Sistemas Eleitorais“.

Assinatura Eletrônica

Manuel Vásquez

Manuel Vásquez

Democracia, Teorema de Arrow e Sistemas Eleitorais

Como visto, a semana foi bastante produtiva e em seguida haverá muito trabalho para que sejam extraídos resultados efetivos dos projetos de cooperação, pesquisa e desenvolvimento de produtos que estão em curso e aqueles que resultarão das tratativas iniciais com os diversos órgãos públicos e programas acadêmicos que tiveram contato com o Grupo LEFIS.

Concurso de Monografias

29 de novembro de 2009 10:28 pm

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Pior do que um mal perdedor é se revelar um terrível vencedor

21 de novembro de 2009 8:06 am
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Idi Amim Dada

A turma que não dispensa uma cervejada por nada promove nova carraspana – ou será que a bebedeira é permanente? – e agride integrantes da chapa perdedora em bar

E a vitória tinha mesmo que ser comemorada, afinal são 30 anos de derrota atrás de derrota! Eis que o harmonioso e pacífico grupo da XI de Agosto se reúne no Barra Chopp Lanches, em Cascavel, regado a merecidas e cavalares doses alcoolicas, e entoa em coro uníssono ofensas e insultos a uma das chapas derrotada, além de brindar, como não poderia deixar de ser, a aventura da chapa OAB Democrática, que finalmente lhes permitiu a vitória.

Tudo ia muito bem, afinal não era um chá-da-tarde londrino, mas sim uma comemoração de homens e mulheres orgulhosos, cheios de si. Eis que surge uma figura feminina, uma mulher casada confundida com uma “espiã” ou “traidora” de uma das concorrentes, que passa a ser agredida com novas ofensas, novos insultos (a eleição nunca termina para essa gente). Foi o que bastou para acender a velha e perene chama da vingança, do rancor. O que se passou dali por diante não foi coisa de gente civilizada, educada. Um festival de pancadaria que terminou na delegacia (ver boletim de ocorrência abaixo, em que até “garrafada” sobrou para aqueles que ousam parecer discordar da gloriosa XI de Agosto. A festa acabou depois que gente sangrando deixou o recinto. Mas a vergonha para a classe não.

Semana que vem na PUC/PR

18 de novembro de 2009 11:07 pm

Newton da Costa – 80 anos

10:38 pm

Newton da Costa, 80 anos de vitalidade e prazer em ensinar

16 de Novembro de 2009

Inspiração: mais de 30 mil citações em obras

Um dos maiores cientistas brasileiros contribui com o Grupo de Lógica do CFH
Um dos maiores matemáticos e filósofos brasileiros, de reputação internacional, está trabalhando na UFSC há mais de seis anos.

Professor titular aposentado da USP, Unicamp e catedrático da Universidade Federal do Paraná, Newton da Costa é professor visitante da UFSC, onde tem colaborado com o Grupo de Lógica e Fundamentos da Ciência do Núcleo de Lógica e Epistemologia do Departamento de Filosofia.

Com 80 anos recém-completados, o professor Newton recebeu, em agosto passado, o título de professor emérito da Unicamp, como reconhecimento dos relevantes serviços prestados àquela instituição.

Graduado em Engenharia Civil e ainda detentor de um bacharelado e uma licenciatura em Matemática, todos pela UFPR, o docente ficou reconhecido internacionalmente por suas contribuições no campo dos sistemas lógicos paraconsistentes, que, a grosso modo, contesta princípios da lógica clássica como o da contradição e entende que uma sentença e sua negação podem, ambas, ser verdadeiras.

“Eu adoro o que faço”, comenta o professor Newton para explicar a disposição e a energia que ficam evidentes quando se tem contato pessoal com ele.

Ao Boletim da Apufsc, recebido pelo matemático e filósofo no dia 5 de novembro, ele explicou que se mudou para Florianópolis por razões pessoais e familiares:

– Estou aqui há quase seis anos. Vim para cá não somente porque vários de meus ex-alunos estão lecionando aqui, como os professores Décio Krause e Antonio Coelho, do Departamento de Filosofia, mas também porque meus filhos moravam aqui. Um deles, Newton Costa Jr., é professor no curso de Economia. Em virtude disso e porque em São Paulo estava com problemas de saúde por causa daquela poluição, eu vim para cá.

Como aposentado, o professor Newton não pode ser remunerado pela UFSC, “mas estou como uma espécie de professor visitante com uma bolsa do CNPq”, esclarece. Assim, ele tem colaborado com a universidade, dando cursos, ministrando conferências, orientado estudantes, não somente com o Departamento de Filosofia, mas também com o Departamento de Matemática. “Estou muito feliz. Desde que saí de São Paulo, eu remocei, pelo menos consigo respirar direito”

Para Newton da Costa, a UFSC e a Unicamp são os locais com os quais podem colaborar mais efetivamente, onde se concentram “grupos de discípulos” seus. “São pessoas que trabalharam muito comigo. Os professores Décio Krause e Antonio Coelho fizeram doutorado comigo em São Paulo. Além de outros ex-alunos ou pessoas às quais estou ligado de outros departamentos. Estou muito contente, muito satisfeito e espero que nosso grupo de Lógica e Fundamentos da Ciência (http://www.cfh.ufsc.br/~logica/) possa progredir, se ampliar e a gente possa fazer uma escola aqui”.

Na UFSC, o professor Newton tem ministrado seminários de pesquisa para a pós-graduação, com auxílio dos professores Décio Krause e Antonio Coelho. “Não estou mais envolvido no ensino de graduação. Tenho colaboradores na matemática, pessoas da área da Física e muitos professores estrangeiros que têm vindo à UFSC. Nosso grupo não é só local, mas que têm relações com outros grandes grupos na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Austrália”, ressalta Newton.

Os seminários fazem parte de uma disciplina do Programa de Pós-Graduação em Filosofia, mas também é aberto a todos os interessados. “É um prazer receber quem quer que seja”, diz o professor Newton. “Tecnicamente, é um seminário para ganhar créditos para concluir o pós-graduação. Uma grande parte do trabalho do grupo é orientar teses. Muitos alunos brilhantes já passaram aqui e defenderam suas teses e agora nós estamos pensando em desenvolver um programa de doutorado”, esclarece ele.

SATISFAÇÃO – Krause, do Departamento de Filosofia e coordenador do Grupo de Lógica e Fundamentos da Ciência, ressalta a importância da contribuição de Newton Costa para o pós-graduação:

– É uma satisfação muito grande tê-lo aqui. Ele já tem publicado muito com o nome de nossa universidade e está pondo o nome da UFSC no contexto internacional. Além de ser uma pessoa da qual gostamos muito, cientificamente ele é um fenômeno.

O professor explica que há no departamento “um Núcleo de Epistemologia e Lógica e dentro deste núcleo existem algumas unidades específicas de acordo com os interesses de seus integrantes, como, por exemplo, Filosofia da Linguagem, Metafísica, e, em particular, o nosso grupo, de fundamentos da ciência”.

O grupo é catalogado no diretório de pesquisas do CNPq e conta também com a colaboração de pessoas de outras universidades, do Brasil e do exterior. “Estamos agora com o encontro da Associação de Filosofia e História da Ciência do Cone Sul (AFHIC), em maio, em Canela (RS). Haverá uma sessão de Filosofia e Fundamentos da Física, patrocinada por vários grupos, inclusive, os núcleos das universidades de Bruxelas, Buenos Aires, Cagliari e o nosso grupo da UFSC. Nós já trabalhamos com os argentinos. Vamos acentuar a relação com os italianos. Eu já estive na Itália, em Florença, o professor Newton foi professor visitante lá e em outros lugares”, relata Krause.

O coordenador do grupo destaca ainda que os seminários cumprem duas funções. A primeira é atender os alunos da pós-graduação em Filosofia, com uma disciplina do curso com aulas ministradas por ele. Já as conferências sobre temas mais gerais ou específicos são proferidas pelo professor Newton.

BENÇÃO – O professor Hamilton Medeiros Silveira, do Departamento de Engenharia Elétrica, diz que, como engenheiro, não tem formação filosófica, mas se interessa muito por fundamentos da ciência e a parte fundamental de matemática. “Os professores Newton e Décio são experts nisso. Venho acompanhando esses seminários há alguns anos e são uma maravilha. Cada vez que venho aprendo alguma coisa”, elogia.

Silveira lamenta que “a universidade não participe mais disso. Ter o professor Newton na UFSC é uma benção, pela cultura, pela visão. Ele tem uma visão quase transcendental das coisas técnicas, aquilo que a gente não consegue ver”. O docente destaca que “o professor Newton é o maior matemático brasileiro. Ele tem inúmeros artigos e livros espalhados pelo mundo. O número de citações prova a influência dele. Há uns dois anos, ele tinha 30 mil citações de trabalhos deles que inspiraram trabalhos de outras pessoas. Poucos brasileiros conseguiram isso”.

PRAZER – Perguntado sobre a receita para se chegar aos 80 anos com tanto vigor, produzindo e trabalhando com satisfação e alegria, Newton da Costa sorri e tenta explicar:

– Eu adoro o que faço. Costumo dizer que nunca trabalhei na minha vida, apesar de lecionar desde os 14 anos, quando já fazia um dinheirinho dando aulas. Sempre foi um prazer. Venho aqui e me sinto rejuvenescido com as “brigas” com os outros. Gosto de discutir com aluno. Quanto mais jovem melhor. Gosto tanto que se amanhã três pessoas estiverem carpindo a terra e quiserem saber o que é lógica, eu vou lá e converso com eles. É um prazer que tenho. Não posso dar uma receita, mas posso dizer que, no meu caso, uma das coisas que contribui é adorar o que eu faço. Quando faço isso, desapareço. É como seu eu tivesse tomado um elixir de rejuvenescimento. Só essa discussão aqui hoje valeu a pena. Passei mais de três horas aqui discutindo e o tempo voou. Esse é o prazer da minha vida.

Ministro do CNJ em patuscada da Chapa XI de Agosto!!!

17 de novembro de 2009 1:47 am

A Chapa XI de Agosto promoveu pândega de campanha cujo chamariz, além da cervejada – isso mesmo, cervejada – era a presença de Ministro do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, conforme atesta o cartaz de divulgação da carraspana havida em Cascavel no dia 05 de novembro passado:

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Agora Ministro participa de farra e aproveita para fazer campanha!!!

Com a palavra o corregedor Gilson Dipp.

Chapa XI de Agosto de mãos dadas com a mentira

1:31 am
Mascote da Chapa XI de Agosto

Mascote da Chapa XI de Agosto

A Chapa XI de Agosto não cumpre os ditames legais de fornecer dados dos advogados, para fins de comunicação, para a oposição.

Essa a verdade, tanto que, em nível estadual, foi necessária a impetração de Mandado de Segurança para que a lei fosse cumprida por eles.

Em resposta, a XI de Agosto veio com a mentira de que jamais havia recusado o fornecimento dos dados.

Mentira!

Aliás, a prática ilegal se repete no âmbito das eleições nas seccionais, como é o caso de Marechal Cândido Rondon, em que o Presidente daquela seccional, após receber pedido formal para que os dados fossem disponibilizados, deu a seguinte resposta:

Caro Doutor:

Tendo em vista que não tenho competência para deliberar acerca de assuntos relacionados à Eleição, encaminhei nesta data sua solicitação à Comissão Eleitoral em Curitiba, para deliberação. Tão logo haja resposta e sendo autorizado, lhe encaminharei por e-mail.

Atenciosamente

Antonio Ferreira França – Presidente da Subseção

Vale relembrar que a legislação obriga que os dados sejam entregues.

É hora de alterar esse quadro.

Hoje é o dia da mudança, deposite nas urnas o seu voto na OAB Unida!

XI de Agosto confirma que trata a OAB-PR como feudo seu!

13 de novembro de 2009 2:57 pm

Conforme noticiado aqui, a OAB-PR negara à Chapa OAB Unida o direito de ter acesso ao mailing dos advogados inscritos na seccional, a ponto de submeter a chapa oposicionista ao constrangimento de buscar a tutela de seu direito perante o Poder Judiciário. Aliás, muito embora esse direito lhe tenha sido negado pelos senhores feudais dominantes, eles chegaram ao cúmulo de desmentir que tinham negado acesso às informações, como se a liminar obtida judicialmente não fizesse presumir, por si só, a efetiva existência de ato coator cuja prova, como é cediço, vem pré-constituída em processos de Mandado de Segurança.

Por outro lado o senhor feudal licenciado da OAB-PR remeteu e-mail, em seu nome, a todos os advogados do Paraná, ou seja, presumivelmente a ele foram entregues dados de todos nós.

Feudo nunca mais, é hora da mudança, venha com a OAB Unida!

Alberto de Paula Machado

Marquês Alberto de Paula Machado

A pergunta que não quer calar no Twitter: Alberto, os advogados querem saber…como você conseguiu os endereços eletrônicos? MS, comprou ou simplesmente pegou?

Chapa XI de Agosto se vale do e-mail institucional da seccional para fazer sua propaganda eleitoral

4 de novembro de 2009 6:18 pm

A Chapa XI de Agosto remeteu aos advogados do Paraná mensagem de propaganda eleitoral a partir do e-mail institucional oabpr.org.br, conforme se demonstra no cabeçalho do e-mail que recebi, abaixo:

De: Chapa XI de Agosto [mailto:naoresponda@oabpr.org.br]
Enviada em: quarta-feira, 4 de novembro de 2009 16:47
Para: joserenato@cfaa.adv.br
Assunto: Mensagem da Chapa XI de Agosto

A coisa pública mal utilizada, este o feudo em que a nossa entidade de classe foi confinado.

Para mudar esse estado de coisas, venha com a OAB Unida!

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No dia 17 de novembro vote na OAB Unida

3:43 pm

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Venha com a OAB Unida

Morre aos 100 o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss – Ele vai fazer falta

3 de novembro de 2009 10:05 pm

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Pesquisador deu aulas nos primeiros anos da USP e iniciou os estudos que o tornariam famoso no Brasil

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SÃO PAULO – O antropólogo e filósofo francês Claude Lévi-Strauss morreu aos 100 anos de idade. Lévi-Strauss lecionou na Universidade de São Paulo nos anos 30. Aqui, realizou seus primeiros estudos de etnologia entre populações indígenas, trabalho que desenvolveu ao longo da vida e que o transformou num clássico obrigatório das ciências humanas.

A USP divulgou nota lamentando a morte do antropólogo: “Estudou na Universidade de Paris e demonstrou verdadeira paixão pelo Brasil, conforme registrado em sua obra de sucesso ‘Tristes Trópicos’, em que conta como sua vocação de antropólogo nasceu durante as viagens ao interior do país. Lévi-Strauss completaria 101 anos no fim deste mês”.

A França reagiu emocionalmente a sua morte, com o presidente francês Nicolas Sarkozy se juntando a oficiais do governo e políticos em tributos ao antropólogo. O ministro do Exterior, Bernard Kouchner, elogiou sua ênfase em um diálogo entre culturas e disse que o país perdeu um “visionário”. Sarkozy honrou o “humanista incansável”.

A Academia Francesa disse que planeja um tributo ainda nesta semana. Com um programa de filmes, leituras e reflexões sobre sua contribuição ao pensamento moderno. A editora informou apenas sobre a morte de Lévi-Strauss sem dar mais detalhes sobre as causas ou o lugar onde aconteceu. No entanto, de acordo com colegas da Escola de Estudos Sociais, Lévi-Strauss morreu na madrugada do domingo.

Lévi-Strauss foi reconhecido no mundo todo por ter reestruturado a antropologia, introduzindo novos conceitos em padrões de comportamento e relacionamento especialmente através de mitos, em sociedades primitivas e modernas.  Durante sua carreira de seis décadas, ele escreveu livros como “Saudades do Brasil” e “O cru e o cozido”.

Foi com “Tristes Trópicos”, de 1955,  que o antropólogo alcançou a fama: um relato do período em que viveu no Brasil entre 1935 e 1939, bem como das expedições que fez ao norte do Paraná, Mato Grosso e Goiás, onde conviveu com tribos indígenas. O livro é considerado um dos mais importantes do Século 20.

Lévi-Strauss, que teria completado 101 anos em 28 de novembro, influenciou de maneira decisiva a filosofia, a sociologia, a história e a teoria da literatura.

Devido à avançada idade, no ano passado, ele não participou pessoalmente dos atos comemorativos de seu centenário. Apesar de tudo, responsáveis do museu Quai Branly, onde há um auditório com o nome do antropólogo, disseram então que o intelectual se mantinha lúcido e em bom estado de saúde.

Apesar de sua longevidade e intensa atividade intelectual desde antes da 2ª Guerra Mundial, Lévi-Strauss, membro da Academia da França desde 1973, goza de boa saúde e se mantém lúcido, como relatou à imprensa Stéphane Martin, diretor do museu Quai Branly de Paris, instituição que abriga um teatro com o nome do célebre antropólogo.

Francês nascido em Bruxelas em 1908, o autor de “Tristes Trópicos” trabalhou como professor na Universidade de São Paulo e na New School for Social Research de Nova York, antes de ser diretor associado do Museu do Homem de Paris e de lecionar no Collège de France até sua aposentadoria, em 1982.

Discípulo intelectual de Émile Durkheim e de Marcel Mauss, e interessado pela obra de Karl Marx, pela psicanálise de Sigmund Freud, pela lingustica de Ferdinand de Saussure e Roman Jakobson, pelo formalismo de Vladimir Propp, entre outros, era também um apaixonado pela música, geologia, botânica e astronomia.

O autor de Mitológicas lecionou como professor desta última disciplina até receber um convite de Marcel Mauss, pai da etnologia francesa, para ingressar no recém-criado departamento de etnografia.

Foi assim que despertou em Lévi-Strauss a curiosidade por um campo do conhecimento no qual desenvolveria uma brilhante carreira e que lhe concedeu um “lugar proeminente entre os pesquisadores do século 20”, explicou à Agência Efe o professor de Antropologia Social da Universidade Complutense de Madri, Rafael Díaz Maderuelo.

Sua nova vocação o levou a aceitar um posto como professor visitante na Universidade São Paulo (USP), de 1935 a 1939, estadia que lhe possibilitou realizar trabalhos de campo no Mato Grosso e na Amazônia.

Ali teve estadias esporádicas entre os índios bororós, nambikwaras e tupis-kawahib, experiências que o orientaram definitivamente como profissional de antropologia, campo no qual seu trabalho ainda hoje “continua sendo válido para a maioria dos antropólogos”, declarou Díaz Maderuelo sobre o autor de O Pensamento Selvagem.

Após retornar à França, em 1942, mudou-se para os Estados Unidos como professor visitante na New School for Social Research, de Nova York, antes de uma breve passagem pela embaixada francesa em Washington como adido cultural.

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Imagem do livro "Saudades do Brasil"

Novamente em Paris, foi nomeado diretor associado do Museu do Homem e se tornou depois diretor de estudos na École Pratique des Hautes Études, entre 1950 e 1974, trabalho que combinou com seu ensino de antropologia social no Collège de France, até sua aposentadoria em 1982, quando dirigia o Laboratório de Antropologia Social.

Discípulo intelectual de Émile Durkheim e de Marcel Mauss, além de interessado pela obra de Karl Marx, pela psicanálise de Sigmund Freud, pela lingüística de Ferdinand Saussure e Roman Jakobson, pelo formalismo de Vladimir Propp etc., é ainda um apaixonado por música, geologia, botânica e astronomia.

As contribuições mais decisivas do trabalho de Lévi-Strauss podem ser resumidas em três grandes temas: a teoria das estruturas elementares do parentesco, os processos mentais do conhecimento humano e a estrutura dos mitos.

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A teoria das estruturas elementares defende que o parentesco tem mais relação com a aliança entre duas famílias por casamento respectivo entre seus membros que, como sustentavam alguns antropólogos britânicos, com a ascendência de um antepassado comum.

Para Lévi-Strauss, não existe uma “diferença significativa entre o pensamento primitivo e o civilizado”, declarou Díaz Maderuelo, pois a mente humana “organiza o conhecimento em processos binários e opostos que se organizam de acordo com a lógica” e “tanto o mito como a ciência estão estruturados por pares de opostos relacionados logicamente”.

Compartilham, portanto, a mesma estrutura, só que aplicada a diferentes coisas.

A respeito dos mitos, o intelectual sustenta, desde a reflexão sobre o tabu do incesto, que o impulso sexual pode ser regulado graças à cultura.

“O homem não mantém relações indiscriminadas, mas as pensa previamente para distinguir-las. Desde este momento perdeu sua natureza animal e se transformou em um ser cultural”, comentou Díaz Maderuelo.

Para Lévi-Strauss, as estruturas não são realidades concretas, estando mais próximas a modelos cognitivos da realidade que servem ao homem em sua vida cotidiana.

As regras pelas quais as unidades da cultura se combinam não são produto da invenção humana e a passagem do animal natural ao animal cultural – através da aquisição da linguagem, da preparação dos alimentos, da formação de relações sociais, etc – segue leis já determinadas por sua estrutura biológica.

Obras Fundamentais

TRISTES TRÓPICOS: Mais que um livro de viagem, é um clássico da etnologia (1955). Além de trazer detalhes pitorescos das sociedades indígenas do Brasil, o livro discute as relações entre Velho e Novo Mundo e o significado da civilização e do progresso. Lévi-Strauss desloca parâmetros consagrados e

questiona viajantes e cientistas. O mundo dos cadiuéus, bororos, nhambiquaras e dos tupi-cavaíbas revelam seus próprios estilos e linguagens.

ANTROPOLOGIA ESTRUTURAL: Publicada em 1958, a obra reúne artigos que propõem um empréstimo das teorias estruturalistas de Roman Jakobson, lingüista que Lévi-Strauss conheceu nos EUA, para renovar o método antropológico. Ela se divide em cinco partes: Linguagem e parentesco; Organização social; Magia e religião; Arte; e Problemas de método e de ensino. A obra será lançada pela Cosac Naify no dia 11.

O SUPLÍCIO DO PAPAI NOEL: A Cosac Naify lança, também no dia 11, O Suplício do Papai Noel, ensaio de 1952. Lévi-Strauss parte da queima de um boneco de Papai Noel em Dijon, França, em 1951, para analisar, por meio da antropologia estrutural, o significado das festas de fim de ano, a comercialização das datas tradicionais e a influência norte-americana nesse processo.

MITOLÓGICAS: Composta por quatro obras – O Cru e o Cozido (1964), Do Mel às Cinzas (1967), A Origem dos Modos à Mesa (1968) e O Homem Nu (1971) – a série analisa 813 mitos de diferentes povos indígenas do continente americano.

DE PERTO E DE LONGE: Em entrevista para o filósofo Didier Eribon em 1988, o antropólogo faz um balanço sobre sua história pessoal, formação intelectual e conceitos-chave de sua teoria.

HISTÓRIA DE LINCE: Segundo Lévi-Strauss, essa obra (1991) é a última incursão pela mitologia americana. Questões presentes em sua produção de mitólogo são retomadas e esclarecidas.

SAUDADES DO BRASIL: Obra de 1994 reúne fotografias feitas entre 1935 e 1939. Lévi-Strauss se deu conta de que poderia descrevê-las, localizando-as no tempo e no espaço, com auxílio da memória afetiva. Saudades de São Paulo, de 1996, também tem um depoimento em que se revisitam imagens de uma cidade onde o gado convivia com carros e bondes.

OLHAR, ESCUTAR, LER: De 1993, é escrita em tom de conversa, inteiramente dedicada à arte.

O PENSAMENTO SELVAGEM: No livro, de 1962, ele focaliza um traço universal do espírito humano – o pensamento selvagem que se desenvolve tanto no homem antigo como no contemporâneo.

(Com AP, DJ, Efe e O Estado de S. Paulo)

Veja também:

linkLévi-Strauss 100 anos

link Trópico da saudade

lista Conheça a vida e a obra de Claude Gustave Lévi-Strauss

lista Senhor das longas durações e das coisas que ficam

especial Especial em áudio sobre o centenário de Lévi-Strauss

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Chapa XI de Agosto abraçada com o autoritarismo

12:31 am
Um grupo de comportamento autoritário

Um grupo de comportamento autoritário

Conforme eu havia mencionado em postagem de 29 de outubro próximo passado, relativamente ao pleito eleitoral em curso na seccional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, a chapa da situação XI de Agosto, no comando da entidade desde o ano de 1971, ressentiu-se das opiniões manifestadas neste blog aqui e aqui e, em vez de procurar refutar a opinião que lhe desagrada, fez chegar pela via indireta aos meus ouvidos que serei representado criminalmente pelo fato de ter imputado à respectiva chapa a conduta de atos ilegais de campanha, e isso na esperança de que eu retirasse a minha opinião do ar.

Como essa tentativa de intimidação não surtiu efeito, as ameaças de representação prosseguiram e vieram por meio de mensagem remetida, via Twitter, a um dos candidatos ao Conselho Federal da OAB da Chapa OAB Unida, Marlus Arns, conforme copiada abaixo:

Marlus Arns MarlusArns

RT @CARLAKARPSTEIN @MarlusArns Segura os textos pesados dos blogs, senão vou ter que representar.

Trata-se de mensagem da lavra de responsável pela condução jurídica de campanha da Chapa XI de Agosto, em que fica patente o modus operandi do grupo situacionista, que não tolera conviver com a diversidade e menos ainda com posturas críticas em relação às suas ideias.

Ora, em vez de vir para o franco debate de ideias, a Chapa XI de Agosto prefere se valer de subterfúgios obscurantistas para impedir a sadia possibilidade de contraposição democrática de opiniões e posicionamentos políticos.

E, conforme foi noticiado aqui, a Chapa XI de Agosto, além de promover ameaças como a mencionada acima, nega à oposição informações que devia legalmente fornecer e se vale da “máquina” institucional para promover a sua campanha, numa total falta de compromisso democrático que vai na contramão da história da Ordem dos Advogados do Brasil.

Nunca é demais reafirmar os avanços trazidos com o aparecimento da Filosofia, no ato inaugural do Ocidente, que permitiu um grande salto qualitativo nas relações sociais cuja efetivação se tornou possível com os pensamentos liberal e democrático.

Com efeito, a diferença entre os dois tipos extremos de regime político que costumamos designar pelos nomes de democracia e de ditadura é, em relação ao uso da força e ao exercício da função repressiva, enorme. Já o primeiro grande teórico do Estado Liberal, John Locke, havia defendido que só mediante o governo civil fundado no consenso dos indivíduos é que estes saem realmente do estado de natureza (ou seja, do estado de guerra civil permanente); já o Estado despótico, cujo poder se baseia na simples força sem consenso, não é senão a continuação ou a quase cristalização do estado de natureza.

É tão grande a diferença que toda a tradição do pensamento político ocidental, primeiro liberal e depois democrático, sempre considerou como autêntico salto qualitativo não a passagem do estado de natureza para o Estado enquanto tal (o Leviatã hobbesiano), mas a passagem do estado de natureza para o Estado fundado sobre o consenso.

Neste sentido são elucidativas as palavras de Chaïn Perelman (Ética e direito, tradução de Maria Ermantina Galvão G. Pereira, São Paulo, Martins Fontes: 1996, p. 96):

“… O que é essencial é que, sejam quais forem os motivos do início da reflexão filosófica, ela não se concebe, a meu ver, sem uma ruptura da comunhão do homem com o seu meio, sem os primeiros questionamentos daquilo que, até então, era óbvio, tanto na visão do mundo como naquela do lugar que nele ocupamos; primeiros questionamentos tanto de nossas crenças como de nossas modalidades de ação. Ora, do questionamento ao desacordo, e do desacordo ao uso da força para restabelecer a unanimidade, a passagem é tão normal que quase não necessita de comentários. O que é excepcional, em contrapartida, e constituiu uma data na história da humanidade, é que se tenha permitido que, em matérias fundamentais, reservadas à tradição religiosa e aos seus porta-vozes, o uso da força possa ser substituído pelo da persuasão, que se possam formular questões e receber explicações, avançar opiniões e submetê-las à crítica alheia. O recurso ao logos, cuja força convincente dispensaria o recurso à força física e permitiria trocar a submissão pelo acordo, constitui o ideal secular da filosofia desde Sócrates. Esse ideal de racionalidade foi associado, desde então, à busca individual da sabedoria e à comunhão das mentes fundamentada no saber. Como, graças à razão, dominar as paixões e evitar a violência? Quais são as verdades e os valores sobre os quais seria possível esperar o acordo de todos os seres dotados de razão? Eis o ideal confesso de todos os pensadores da grande tradição filosófica do Ocidente.”

O pensamento ocidental vê a verdadeira linha de divisão entre o momento negativo e o momento positivo da história da humanidade não na diferença entre o estado de natureza infeliz e o Estado feliz, mas entre o Estado despótico – tão infeliz quanto o estado de natureza – e o governo civil, que é a forma de governo em que o uso da força é regulado por lei e submetido à decisão de juízes acima das partes. A diferença fundamental entre as duas formas antitéticas de regime político, entre a democracia e a ditadura, está  no fato de que somente num regime democrático as relações de mera força que subsistem, e não podem deixar de subsistir onde não existe Estado ou existe um Estado despótico fundado sobre o direito do mais forte, são transformadas em relações de direito, ou seja, em relações reguladas por normas gerais, certas, constantes e preestabelecidas.

A consequência principal dessa transformação é que nas relações entre cidadãos e Estado, ou entre cidadãos entre si, o direito de guerra fundado sobre a autotutela e sobre a máxima tem razão quem vence é substituído pelo direito de paz fundado sobre a heterotutela e sobre a máxima vence quem tem razão; e o direito público externo, que se rege pela supremacia da força, é substituído pelo direito público interno, inspirado na supremacia da lei.

A Chapa XI de Agosto, ao agir da maneira que se tem noticiado e comprovado aqui, comporta-se de forma autoritária e revela que, para além do discurso retórico, não possui nenhum comprometimento com os ideais democráticos que permeiam a história da Ordem dos Advogados do Brasil.

É chegada a hora da mudança, no dia 17 de novembro próximo vote na OAB Unida a fim de que possamos resgatar a nossa dignidade democrática e profissional.

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No dia 17 de novembro vote na OAB Unida!!!

2 de novembro de 2009 5:51 pm

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Venha com a OAB Unida!

Serra do Mar do Paraná – Pico Caratuva

5:46 pm
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Vista do Pico Paraná a partir do Caratuva

Neste feriado de Finados, primeiro final de semana em que o sol se dignou a aparecer por essas bandas de Curitiba desde o final de agosto – quando tivemos a oportunidade de escalar o Pico Marumbi (1.539 m) – fomos escalar o Pico Caratuva, que, com sua altitude de 1.860 m, é o segundo ponto mais alto do Sul do Brasil. A montanha fica situada no Complexo do Pico Paraná, este com 1.877 m, o ponto culminante do Sul.

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Vista da Represa de Capivari Cachoeira

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No topo do Caratuva, diante do Pico Paraná

Local em que se estacionam os carros

Local em que se estacionam os carros

Início da escalada

Início da escalada

O dia estava propício

O dia estava propício

Vista da represa de Capivari Cachoeira

Vista da represa de Capivari Cachoeira

No Pico Getúlio

No Pico Getúlio

No topo do Caratuva, diante do Pico Paraná

No topo do Caratuva, diante do Pico Paraná

No topo do Caratuva, diante do Pico Paraná

No topo do Caratuva, diante do Pico Paraná

No topo do Caratuva, diante do Pico Paraná

No topo do Caratuva, diante do Pico Paraná

No topo do Caratuva, diante do Pico Paraná

No topo do Caratuva, diante do Pico Paraná

No topo do Caratuva, diante do Pico Paraná

No topo do Caratuva, diante do Pico Paraná

No topo do Caratuva, diante do Pico Paraná

No topo do Caratuva, diante do Pico Paraná

No topo do Caratuva, diante do Pico Paraná

No topo do Caratuva, diante do Pico Paraná

No topo do Caratuva, diante do Pico Paraná

No topo do Caratuva, diante do Pico Paraná

Com os integrantes da expedição

Com os integrantes da expedição

O início da descida, com a Represa de Capivari ao fundo

O início da descida, com a Represa de Capivari ao fundo

Na descida

Na descida

Na descida

Na descida

Na descida

Na descida

Finados

5:15 pm

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Novembro

5:12 pm

novembre