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	<title>BLOG CELLA &#187; Política</title>
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	<description>Blog de José Renato Gaziero Cella</description>
	<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 21:17:10 +0000</pubDate>
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		<title>Abertura de Processo Administrativo aponta os riscos à privacidade da parceria entre Oi e Phorm</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 03:17:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Renato Cella</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[

Do blogue Habeasdata
Um processo administrativo contra a TNL PCS S.A. (Grupo  Oi) foi instaurado pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do  Ministério da Justiça (DPDC/SDE/MJ) por suspeita de violação aos  direitos do consumidor, em particular a sua privacidade e intimidade, em  razão dos riscos aos consumidores brasileiros a partir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/phorm-02.gif"><img class="size-full wp-image-23586 aligncenter" title="phorm-02" src="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/phorm-02.gif" alt="phorm-02" width="287" height="350" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/phorm-free.jpg"><img class="size-full wp-image-23587 aligncenter" title="phorm-free" src="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/phorm-free.jpg" alt="phorm-free" width="195" height="195" /></a></p>
<p>Do blogue <a href="http://habeasdata.doneda.net/2010/06/23/abertura-de-processo-administrativo-aponta-os-riscos-a-privacidade-da-parceria-entre-oi-e-phorm/" target="_blank">Habeasdata</a></p>
<p>Um <strong><a href="http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&amp;pagina=42&amp;data=23/06/2010" target="_blank">processo administrativo contra a TNL PCS S.A. (Grupo  Oi)</a></strong> foi instaurado pelo <strong><a href="http://www.mj.gov.br/dpdc/" target="_blank">Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do  Ministério da Justiça (DPDC/SDE/MJ)</a></strong> por suspeita de violação aos  direitos do consumidor, em particular a sua privacidade e intimidade, em  razão dos riscos aos consumidores brasileiros a partir da implantação  da tecnologia da empresa britânica Phorm na rede da Oi. A instauração do  processo constitui iniciativa inédita e pode ampliar os debates no  Brasil sobre a legalidade e constitucionalidade da interceptação  realizada pela Phorm, podendo alertar inclusive outras autoridades  públicas para esses riscos.</p>
<p>A aprovação da parceria da empresa do grupo Oi com a Phorm está sob <strong><a href="http://www.cade.gov.br/Default.aspx?36f60810160b1ff50e1fea4fe1" target="_blank">análise pelo CADE</a></strong>, tendo sido recentemente retirada  de sua pauta de julgamentos.</p>
<p>A atividade da Phorm, conforme já <strong><a href="http://habeasdata.doneda.net/tag/phorm/" target="_blank">ressaltamos  diversas vezes</a></strong>, provocou o alarme dos reguladores e consumidores em  diversos países onde a empresa procurou atuar, justamente por  representarem grande risco para a privacidade e a proteção de dados dos  consumidores. Após ter as portas de mercados como o norte-americano e  britânico fechadas por este motivo, a Phorm busca agora a inserção no  mercado brasileiro, provavelmente por este não possuir uma tradição  forte de proteção de dados. Assim, provedores como Oi, UOL, Terra e iG  foram mencionados como parceiros que utilizariam os principais produtos  da Phorm, o software “Navegador” e o OIX (Open Internet Exchange).</p>
<p>A abertura do mencionado processo administrativo e o retardo na  aprovação da parceria pelo CADE dão a entender que a iniciativa pode  estar, curiosamente, provocando um efeito não pretendido: alertar o  regulador e o <a href="http://www.senado.gov.br/atividade/pronunciamento/detTexto.asp?t=384871" target="_blank">legislador brasileiro</a> para a lacuna existente em  nosso ordenamento jurídico sobre proteção de dados e para a necessidade  de proteger as informações pessoais do cidadão brasileiro de forma ao  menos similar aos cidadãos de tantos outros países que dispõem de  garantias e ferramentas adequadas.</p>
<p>Mais sobre a Phorm <strong><a href="http://habeasdata.doneda.net/tag/phorm/" target="_blank">aqui</a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://habeasdata.doneda.net/wp-content/uploads/2010/06/201006232139.jpg" alt="201006232139.jpg" width="375" height="452" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/phorm-01.png"><img class="size-full wp-image-23585 aligncenter" title="phorm-01" src="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/phorm-01.png" alt="phorm-01" width="440" height="641" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;">Ver mais sobre a tentativa abjeta de negócio indecente da Oi <a href="http://www.cella.com.br/blog/?p=20612" target="_blank"><strong>aqui</strong></a> e <a href="http://www.cella.com.br/blog/?p=17145" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>.</p>
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		<title>Laços de Mianmar e Coreia do Norte</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 02:58:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Renato Cella</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[
Para preservar o regime e dotar-se de mísseis e até armas nucleares, junta militar birmanesa reata com Pyongyang
Aung Lynn Htut*
THE INTERNATIONAL HERALD TRIBUNE
Este é um momento delicado das relações entre os EUA e o regime mais  corrupto do mundo: a junta militar que vem saqueando Mianmar há décadas  como se fosse seu feudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/kim-jong-il-carica.jpg"><img class="size-full wp-image-23579 aligncenter" title="kim-jong-il-carica" src="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/kim-jong-il-carica.jpg" alt="kim-jong-il-carica" width="444" height="576" /></a></p>
<p><strong>Para preservar o regime e dotar-se de mísseis e até armas nucleares, junta militar birmanesa reata com Pyongyang</strong></p>
<div class="bb-md-noticia-autor">Aung Lynn Htut<strong>*</strong></div>
<p>THE INTERNATIONAL HERALD TRIBUNE</p>
<p>Este é um momento delicado das relações entre os EUA e o regime mais  corrupto do mundo: a junta militar que vem saqueando Mianmar há décadas  como se fosse seu feudo privado. O governo Barack Obama tentou aplicar  uma estratégia batizada de &#8220;engajamento pragmático&#8221;. No momento em que  tenta repensar sua posição em meio à cacofonia atual de crises  domésticas e estrangeiras, há o risco de Washington dar pouca atenção a  Mianmar e abrandar inadvertidamente sua posição com os líderes militares  do país.</p>
<p>Mas deve tomar o cuidado de não o fazer. E deve levar a sério as  ambições da junta de possuir armas nucleares. O regime de Mianmar tem  uma história de ludibriar autoridades americanas. Isso eu sei: antes de  desertar para os EUA em 2005, eu era um funcionário de alto escalão da  inteligência no departamento de guerra em Mianmar. Era também o  vice-chefe na embaixada de Mianmar em Washington.</p>
<p>No outono de 2003, um membro de alto escalão do gabinete de um  senador americano veio duas vezes a nossa embaixada em Washington para  encontrar-se com o embaixador U Lin Myaing e comigo. Na mesma época,  funcionários do Departamento de Estado e do Conselho de Segurança  Nacional dos EUA também se reuniram em Nova York com U Tin Win, do  escritório do primeiro-ministro de Mianmar, e com o coronel Hla Min,  porta-voz do governo.</p>
<p>Os funcionários americanos estavam checando relatórios de que Mianmar  havia reatado laços com a Coreia do Norte - um dos três pilares do  &#8220;eixo do mal&#8221; de George W. Bush.</p>
<p>Mianmar havia rompido os laços com a Coreia do Norte em 1983, depois  que agentes norte-coreanos tentaram assassinar o então presidente da  Coreia do Sul, Chun Doo-hwan, durante uma visita a Rangum. Chun saiu  ileso, mas 17 funcionários sul-coreanos de alto escalão - incluindo o  vice-premiê e os ministros de Relações Exteriores e do Comércio - foram  mortos.</p>
<p>O chefe da junta de Mianmar, o general Than Shwe, instruiu-nos a  mentir aos americanos. Culpamos a oposição política de Mianmar pelos  &#8220;rumores&#8221; de que Rangum havia reatado laços com Pyongyang. Os americanos  queriam provas. Shwe então ordenou ao chanceler U Win Aung que enviasse  uma carta negando os relatórios ao secretário de Estado Colin Powell. O  governo britânico conhecia a verdade. O embaixador de Londres em Rangum  chamou corretamente U Win Aung de mentiroso.</p>
<p>Interesses. Por que Mianmar reatou laços com a Coreia do Norte?  Preservação do regime. Após o levante nacional de 1988 em Mianmar,  muitas joint ventures estrangeiras para a produção de armas  convencionais foram canceladas.</p>
<p>Than Shwe iniciou um reengajamento secreto com a Coreia do Norte em  1992, logo após assumir o controle em Mianmar. Ele argumentou que o país  enfrentava o risco de um ataque dos EUA e da Índia, que na época era  uma defensora do movimento pela democracia em Mianmar. Ele queria um  Exército maior, mais armas modernas. Queria até armas nucleares. Pouco  lhe importava a pobreza do povo de Mianmar.</p>
<p>Than Shwe fez contato secretamente com Pyongyang. Passando-se por  empresários sul-coreanos, especialistas em armas norte-coreanos  começaram a chegar em Mianmar. Eles receberam tratamento especial no  aeroporto de Rangum. Com a enorme fortuna arrecadada com as vendas de  gás natural à Tailândia, Mianmar logo pôde pagar aos norte-coreanos em  dinheiro por tecnologia de mísseis.</p>
<p>Os generais acharam que também poderiam obter ogivas nucleares e,  quando essas ogivas estivessem montadas nos mísseis, os EUA e outros  países poderosos não ousariam atacar Mianmar e teriam menos influência  sobre a junta.</p>
<p>Than Shwe ocultou o mais que pôde do Japão e da Coreia do Sul esses  laços com a Coreia do Norte porque estava tentando atrair companhias  japonesas e sul-coreanas para investir mais em iniciativas para saquear  os recursos naturais de Mianmar. Em 2006, os generais da junta  sentiram-se ou desesperados ou confiantes o suficiente para retomar  publicamente as relações diplomáticas com a Coreia do Norte. Mianmar  trabalhou por quase uma década para expandir sua produção de mísseis e  ogivas químicas. O general Tin Aye - presidente da União de Holdings  Econômicas de Mianmar, o braço empresarial dos militares - é a principal  ligação com a Coreia do Norte.</p>
<p>Segundo um relatório secreto que vazou no ano passado, o terceiro  homem mais importante do regime, general Shwe Mann, também fez uma  visita secreta a Pyongyang em novembro de 2008. Ele assinou um acordo de  cooperação com a Coreia do Norte para a construção de túneis e cavernas  para ocultar mísseis, aviões, e até navios. O fato de essa informação  ter vazado de oficiais militares de Mianmar mostra tanto o grau de  megalomania de Than Shwe quanto a existência de oposição no interior do  regime.</p>
<p>As palavras &#8220;engajamento pragmático&#8221; não deve se tornar sinônimo de  qualquer enfraquecimento da firme oposição de Washington aos governantes  de Mianmar.</p>
<p>Os EUA e outras nações precisam continuar questionando a legitimidade  de Than Shwe e do regime. Eles não devem acreditar em suas promessas de  realizar eleições livres e limpas neste ano. Só a pressão coordenada de  todo o mundo será eficaz para lidar com esse mestre do engano. /  TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK</p>
<p><strong>*</strong>EX-FUNCIONÁRIO DE INTELIGÊNCIA DO MINISTÉRIO DA DEFESA DE MIANMAR</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/korea.jpg"><img class="size-full wp-image-23580 aligncenter" title="korea" src="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/korea.jpg" alt="korea" width="369" height="480" /></a></p>
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		<title>O custo de cruzar os braços</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 02:50:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Renato Cella</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[
Potências e vizinhos do Quirguistão têm ignorado crise e podem se arrepender disso
Por Paul Quinn-Judge*
INTERNATIONAL CRISIS GROUP
A Ásia Central está vivendo uma crise muito grave, mas grande parte  do mundo prefere não pensar nisso. O Quirguistão perdeu o controle de  parte significativa do país.
Os primeiros atos de violência na região asiática deixaram centenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/quirguistao1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-23574" title="quirguistao1" src="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/quirguistao1.jpg" alt="quirguistao1" width="499" height="332" /></a></p>
<p><strong>Potências e vizinhos do Quirguistão têm ignorado crise e podem se arrepender disso</strong></p>
<div class="bb-md-noticia-autor">Por Paul Quinn-Judge<strong>*</strong></div>
<p>INTERNATIONAL CRISIS GROUP</p>
<p>A Ásia Central está vivendo uma crise muito grave, mas grande parte  do mundo prefere não pensar nisso. O Quirguistão perdeu o controle de  parte significativa do país.</p>
<p>Os primeiros atos de violência na região asiática deixaram centenas  de mortos e mais de 400 mil refugiados. Os dados são aterradores,  especialmente levando-se em conta que se trata de uma população de 5  milhões de habitantes. A calma que se instaurou na zona é simplesmente  uma fadiga temporária pelos dias de combate. O novo governo provisório  do Quirguistão está demonstrando cada vez mais que é incapaz de tomar  medidas para restaurar casas, meios de subsistência ou a confiança dos  cidadãos. Esta administração mal consegue impor a ordem. Mas o foco dos  líderes mundiais está em outro lugar.</p>
<p>Os EUA estão obcecados com o Afeganistão e, embora tenham uma grande  base aérea no Quirguistão, demonstram claramente que não estão  interessados em se envolver com as questões policiais e militares do  Quirguistão.</p>
<p>A Rússia encara a Ásia Central como seu quintal, mas não tem  interesse em se ocupar desse pedaço em particular da região. Moscou não  está entusiasmado que o governo provisório fale da construção de uma  democracia multipartidária. O Quirguistão não tem a abundância de  recursos naturais que fazem de seus vizinhos tão atraentes ou  &#8220;estratégicos&#8221; para o restante do mundo. Finalmente, líderes em Moscou  não querem criar um precedente. Ou seja, eles não querem intervir na  crise do Quirguistão para que a comunidade internacional não sugira em  algum momento que eles têm o direito de ajudar na busca da paz, digamos,  para o sangrento Cáucaso do Norte, um conflito ainda sem resolução para  a Rússia.</p>
<p>Com raras e nobres exceções - como é o caso, entre outros, da Cruz  Vermelha, o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e a  Agência da ONU para os Refugiados (Acnur) - a posição de muitas  organizações internacionais foi novamente decepcionante.</p>
<p>Mas não adianta apenas esperar que a crise desapareça. Muitas  atrocidades foram cometidas nos últimos dias no Quirguistão, e há muitas  pessoas enfurecidas e armadas na região. Cedo ou tarde, a cólera  voltará a aparecer.</p>
<p>A crise enfraqueceu o governo quase ao ponto do colapso. Talvez  muitos acreditem que um vácuo de poder em um país que poucas pessoas  poderiam nem sequer encontrar no mapa não seja grande coisa. É um grande  erro. Ainda que se ignorem os últimos dias de violência vividos no  Quirguistão, deveria se ter em conta dois assuntos que poderiam se  desenvolver na provável lacuna administrativa. O Quirguistão é um ponto  estratégico para o tráfico de drogas provenientes do Afeganistão. De  fato, a probabilidade é que os narcotraficantes tenham participado de  forma ativa na violência. A maior parte das drogas que circulam pela  região já tem destino certo: Rússia, que enfrenta uma explosão de casos  de aids pelo uso de drogas injetáveis, e China, que está caminhando para  a mesma situação.</p>
<p>O sul do Quirguistão também é, além disso, rota de passagem para  outra &#8220;mercadoria&#8221; que o Ocidente teme: os combatentes islâmicos. Eles  circulam pela região tendo como origem ou destino o Afeganistão, ao  longo de seu caminho para o Usbequistão, mas também indo em direção à  Europa Ocidental. Então, um país sem governo propiciará um ambiente  ainda mais favorável para sua presença e livre atuação.</p>
<p>Se queremos evitar que isso aconteça, se queremos evitar uma crise  humana crescente e prevenir anos de instabilidade política e de  insegurança, a comunidade internacional deve parar de ficar de braços  cruzados. Esta é uma situação extremamente delicada e difícil, que está  se tornando insustentável a cada dia. Mas com um pouco de vontade  política, há certas medidas que poderiam ser tomadas rapidamente, como  separar imediatamente os usbeques e quirguizes no sul do Quirguistão.</p>
<p><strong>*</strong>DIRETOR DO PROJETO DA ÁSIA CENTRAL DO INTERNATIONAL CRISIS GROUP</p>
<p>Ver mais sobre o tema <a href="http://www.cella.com.br/blog/?p=23168" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>.</p>
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		</item>
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		<title>Na América Latina ninguém tem a ficha mais limpa do que esses dois aí</title>
		<link>http://www.cella.com.br/blog/?p=23546</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 06:54:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Renato Cella</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<category><![CDATA[humor]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_23545" class="wp-caption aligncenter" style="width: 274px"><a href="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/maluf_04.jpg"><img class="size-full wp-image-23545 " title="maluf_04" src="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/maluf_04.jpg" alt="Maluf" width="264" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">Maluf</p></div>
<div id="attachment_23544" class="wp-caption alignnone" style="width: 479px"><a href="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/fujimori.jpg"><img class="size-full wp-image-23544   " title="fujimori" src="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/fujimori.jpg" alt="Fujimori" width="469" height="518" /></a><p class="wp-caption-text">Fujimori</p></div>
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		</item>
		<item>
		<title>Por um acordo de dupla tributação Brasil-EUA</title>
		<link>http://www.cella.com.br/blog/?p=23392</link>
		<comments>http://www.cella.com.br/blog/?p=23392#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 12:15:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Renato Cella</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Henrique Rzezinski*
Em 31 de março de 2007 os presidentes Luiz Inácio Lula  da Silva e George W. Bush encontraram-se em Camp David para reunião de  cúpula entre os dois países. O comunicado do encontro estabeleceu a meta  de o Brasil e os Estados Unidos &#8220;redobrarem o trabalho conjunto para a  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/fotoavulsa_08042009200003.jpg"><img class="size-full wp-image-23393 aligncenter" title="fotoavulsa_08042009200003" src="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/fotoavulsa_08042009200003.jpg" alt="fotoavulsa_08042009200003" width="400" height="306" /></a></p>
<div class="bb-md-noticia-autor">Por Henrique Rzezinski<strong>*</strong></div>
<p>Em 31 de março de 2007 os presidentes Luiz Inácio Lula  da Silva e George W. Bush encontraram-se em Camp David para reunião de  cúpula entre os dois países. O comunicado do encontro estabeleceu a meta  de o Brasil e os Estados Unidos &#8220;redobrarem o trabalho conjunto para a  conclusão de um acordo sobre dupla tributação&#8221;. Pela terceira vez em  cinco décadas, autoridades brasileiras e americanas foram instruídas a  negociar o acordo. No entanto, passados três anos, parece não haver  perspectiva positiva para a sua conclusão no curto prazo.</p>
<p>Desde o fim da 2.ª Guerra Mundial, o tema das barreiras ao comércio e  aos investimentos decorrentes da política tributária tem recebido  atenção menor do que a necessária. Em contraste com outros itens da  agenda do comércio internacional, não há acordo multilateral sobre a  matéria. De fato, as partes contratantes do antigo Acordo Geral sobre  Tarifas e Comércio (Gatt) e os países-membros da Organização Mundial do  Comércio (OMC) trataram o assunto apenas de maneira superficial, dadas a  sua complexidade e sensibilidade política.</p>
<p>Contudo, é quase desconhecido o fato de que a primeira disputa  comercial no âmbito do Gatt foi sobre política tributária. Em 1948, o  Paquistão contestou benefícios concedidos pela Índia. Quatro anos depois  foi a vez de a França contestar a lei brasileira do imposto de consumo,  considerada discriminatória. De lá para cá, sucederam-se períodos de  calmaria, seguidos de outros de intensa disputa comercial.</p>
<p>A bem-sucedida liberalização do comércio internacional fez com que o  Imposto de Importação perdesse importância como obstáculo às transações  comerciais e como instrumento de política pública. Temas como barreiras  não-tarifárias, defesa comercial e política cambial passaram a ganhar  crescente destaque. No entanto, as barreiras tributárias permaneceram  largamente intocadas.</p>
<p>Em razão desse movimento histórico, os países interessados em  eliminar esse tipo de impedimento às suas exportações e investimentos  passaram a negociar acordos bilaterais de escopo limitado: os Acordos  para Evitar a Dupla Tributação (ADTs).</p>
<p>Os Estados Unidos, por exemplo, têm se dedicado a negociar ampla rede  de ADTs, que já conta com 59 acordos e abrange 67 países. Dos Brics,  apenas o Brasil não tem acordo com os americanos. A China negociou o seu  em 1984; a Índia, em 1989; e a Rússia, em 1992. O México e a África do  Sul também negociaram, respectivamente, em 1992 e 1997. Entre os demais  membros do G-20, apenas a Arábia Saudita e a Argentina não o fizeram.</p>
<p>O principal objetivo dos ADTs é a eliminação da dupla tributação  entre os signatários. No entanto, os acordos servem também como  instrumento para coibir evasão fiscal, reduzir barreiras a investimentos  e evitar tratamento discriminatório contra empresas com operações no  exterior.</p>
<p>Em razão do crescente investimento de empresas brasileiras nos  Estados Unidos, faz sentido econômico para o Brasil negociar um ADT com  esse país. As dificuldades hoje existentes na tratativa bilateral, que  dizem respeito a aspectos como tributação de juros, dividendos e  royalties; preços de transferência; e solução de controvérsias, são  todas passíveis de resolução se houver disposição política para tal.</p>
<p>Além disso, a suposta perda de receitas pelo Fisco brasileiro em  decorrência da assimetria de investimentos entre os dois países, que  tenderia, no curto prazo, a drenar recursos do Brasil para os Estados  Unidos, deve ser vista sob perspectiva de longo prazo.</p>
<p>Em 2000, para cada US$ 1 de investimento brasileiro nos Estados  Unidos, havia US$ 22,2 de investimento americano no Brasil. Em 2008 essa  relação era de apenas US$ 1 para US$ 4,4. Na prática, portanto, a  dinâmica empresarial se encarregará de eliminar a assimetria, garantindo  equilíbrio na repartição de receitas.</p>
<p>Por fim, o governo e o setor privado brasileiros devem atentar para  as tendências da política tributária americana. De um lado, um número  crescente de Estados tem procurado alterar sua legislação para alargar a  base de contribuintes. De outro, o Congresso dos Estados Unidos vem  aumentando sua disposição em aprovar legislação que impeça a  triangulação de benefícios tributários via ADTs ? tática que os  especialistas chamam de treaty shopping.</p>
<p>Há projetos de lei em tramitação que, se aprovados, impedirão que  empresas brasileiras usem subsidiárias ou empresas relacionadas em  terceiros países para remeter receita ao Brasil, de modo a evitar a  dupla tributação decorrente da falta de acordo entre os dois países.</p>
<p>Como se observa, os benefícios econômicos de um Acordo para Evitar a  Dupla Tributação entre o Brasil e os Estados Unidos são óbvios. Somam-se  a eles benefícios políticos e estratégicos. Nos últimos anos, a agenda  bilateral evoluiu de forma substantiva em diversas áreas, mas pouco em  matéria do marco regulatório de comércio e investimentos. O único  instrumento formal dessa relação é o Sistema Geral de Preferências, que,  embora importante, se trata de programa unilateral americano. Já é hora  de o País adensar essa relação. O ADT é o primeiro passo.</p>
<p><strong>*</strong>PRESIDENTE DA BRAZIL INDUSTRIES COALITION E DA SEÇÃO BRASILEIRA DO CONSELHO EMPRESARIAL BRASIL-EUA E VICE-PRESIDENTE PARA  ASSUNTOS CORPORATIVOS DA BG BRASIL</p>
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