BLOG CELLA

Archive for the 'Elas' category

Lingerie Day!!!

28 de julho de 2010 11:11 pm

The Geisha

23 de julho de 2010 2:48 pm

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Let’s Rock

13 de julho de 2010 1:58 pm

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Música pós acampamentos

22 de junho de 2010 1:44 am

Música para acampamentos

1:35 am

Carla Gugino

1:14 am

I had a dream!

21 de junho de 2010 1:00 am

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Madonna no novo clipe de Lady Gaga

17 de junho de 2010 12:36 am

Do blogue Modalogia

Após criar muita expectativa entre seus fãs, Lady Gaga lançou seu novo clipe “Alejandro“, que deu o que falar. Depois do sucesso de “Telephone”, ela apostou novamente em um clipe curta-metragem com duração de nove minutos. Quando o vídeo foi lançado, muitas pessoas imediatamente notaram forte influência de Madonna. Dessa vez, a figura da rainha do pop está mais presente do que nunca até porque a direção do vídeo ficou por conta do fotógrafo de moda Steven Klein, queridinho da diva, que também clica regularmente para Vogue, W e outras revistas.

A dança, o figurino, a nova versão de sutiã cônico e a fotografia em p&b nas cenas iniciais do clipe nos fazem lembrar Madonna em “Vogue”. As cenas onde aparece vestida de freira e engolindo um rosário diante de várias cruzes, nos remete à união de temas como morte, sexo e religião, como Madonna já fez em “Like a Prayer”. A presença do clima militar e de soldados também nos relembram “American Life”, além de Gaga repetir todo o sadomasoquismo e voyeurismo nas cenas em que fica semi-nua e domina um de seus dançarinos que está amarrado na cama, como em “Erotica” e “Justify My Love”.

Apesar das inúmeras críticas ao clipe, Lady Gaga nunca escondeu sua admiração pela rainha do pop e, inclusive, afirmou ao site Show Studio que Madonna “é uma pessoa realmente maravilhosa”. Agora só nos resta aguardar pela próxima peripécia da cantora. (por Vivian Sartori e Vanessa Mello)

A woman we love

11 de junho de 2010 12:49 am

Ela

4 de junho de 2010 5:59 pm

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A história de Chapeuzinho Vermelho na imprensa brasileira

5:58 pm

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Jornal  Nacional
(William  Bonner): ‘Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na  noite de ontem…’
(Fátima Bernardes):  ‘….mas a atuação de um lenhador evitou a tragédia.’

Programa da  Hebe

‘…que gracinha,  gente! Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada  viva da barriga de um lobo, não é mesmo?’

Cidade  Alerta

(Datena): ‘…onde  é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? A  menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não  tem transporte público! E foi devorada viva… um lobo, um lobo safado.  Põe na tela, primo! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não  tenho medo de lobo, não!

Superpop
(Luciana Gimenez): ‘Geeente!  Eu tô aqui com a ex-mulher do  lenhador e ela diz que ele é alcoólatra, agressivo e que não paga pensão  aos filhos há mais de um ano. Abafa o caso!’

Globo  Repórter

(Chamada do  programa): ‘Tara? Fetiche? Violência? O que leva alguém a comer, na  mesma noite, uma idosa e uma adolescente? O Globo Repórter conversou com  psicólogos, antropólogos e com amigos e parentes do Lobo, em busca da  resposta. E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro dos  próprios lares das vítimas, que silenciam por medo. Hoje, no Globo  Repórter.’

Discovery  Channel

Vamos determinar se  é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.

Revista  Veja

Lula sabia das  intenções do Lobo.

Revista  Cláudia

Como chegar à casa  da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.


Revista  Nova

Dez maneiras de  levar um lobo à loucura na cama!

Revista Isto  É

Gravações revelam  que lobo foi assessor de político influente.

Revista  Playboy

(Ensaio fotográfico  do mês seguinte): ‘ Veja o que só o lobo viu’.

Revista  Vip

As 100 mais sexies  – desvendamos a adolescente mais gostosa do Brasil!

Revista G  Magazine

(Ensaio com o  lenhador) ‘O lenhador mostra o machado’…

Revista  Caras
(Ensaio fotográfico  com a Chapeuzinho na semana seguinte): Na banheira de hidromassagem,  Chapeuzinho fala a CARAS: ‘Até ser devorada, eu não dava valor pra  muitas coisas na vida. Hoje, sou outra pessoa.’

Revista  Superinteressante

Lobo Mau: mito ou  verdade?

Revista  Tititi

Lenhador e  Chapeuzinho flagrados em clima romântico em jantar no Rio.

Folha de São  Paulo
Legenda da foto:  ‘Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador’. Na matéria, box  com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso  infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo  lenhador.

O Estado de São  Paulo

Lobo que devorou  menina seria filiado ao PT.

O  Globo

Petrobrás apóia ONG  do lenhador ligado ao PT, que matou um lobo para salvar menor de idade  carente.

O  Dia

Lenhador  desempregado tem dia de herói

SUPER

Promoção do mês:  junte 20 selos mais 19,90 e troque por uma capa vermelha igual a da  Chapeuzinho!

Meia  hora

Lenhador passou o rodo e mandou  lobo pedófilo pro saco!

O  Povo

Sangue e tragédia na casa da  vovó.

Correio da Bahia e TV  Bahia
Menina usando um  chapeuzinho vermelho é atacada por um lobo e não consegue  atendimento em nenhum hospital do Estado. Governador não se  manifesta…

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Bom feriado!!! Com Adriana Lima

2 de junho de 2010 6:33 pm

Mais fotos dessa linda moça que vem da Bahia. Ver mais aqui.

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Junho

1 de junho de 2010 12:30 am

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Bom final de semana!

28 de maio de 2010 4:14 pm

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Argentina libera sexo para atletas

27 de maio de 2010 12:07 pm

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Jogadores poderão também beber e comer churrasco, e Maradona promete ficar pelado se conquistar o título

FOLHA DE SÃO PAULO

A Argentina vai à Copa do Mundo da África do Sul em um clima de liberalidade e declarações polêmicas. Bem diferente do esquema de reclusão, regras rígidas e afirmações politicamente corretas visto no time brasileiro.

A postura argentina é resultado da influência de seu técnico, Maradona, de atitudes e frases imprevisíveis.

“Se eu ganhar [a Copa], vou ficar pelado e correr em volta do Obelisco [monumento no centro de Buenos Aires]”, prometeu o técnico.

Foi uma resposta a um jornalista que lhe perguntara o que fará caso se torne campeão do mundo.

Sua posição liberal reflete-se também nas regras de comportamento para os atletas durante o Mundial.

“O sexo faz parte da vida social. Os inconvenientes aparecem quando há aditivos, se faz com alguém que não é a parceira tradicional”, explicou o médico da seleção Donato Villani, ao informar que os jogadores estão liberados para ter relações sexuais durante a Copa.

Ainda afirmou que não se pode “negar por mais de um mês um churrasco, um copo de vinho e um doce de leite”. Ou seja, com moderação, esses itens estão permitidos.

O estilo liberal de comando de Maradona gera controvérsia. No país, houve internautas e colunistas que disseram que ficarão pelados com ele no centro de Buenos Aires, em caso de vitória.

Já o técnico do Bayern de Munique, Louis van Gaal, criticou-o e não classificou os argentinos como favoritos para conquistar o Mundial -prefere Brasil e Espanha.

“A Argentina pode ter a melhor equipe, mas creio que um treinador também é importante”, justificou-se.

De fato, os jogadores argentinos, principalmente os atacantes, são a principal aposta de Maradona. Tanto que ele trata com extremo cuidado Messi. O atual melhor do mundo foi poupado do amistoso contra o Canadá, anteontem, no qual o time goleou por 5 a 0.

“Se algo acontece com você naquele jogo, eu receberia um tiro”, disse Maradona, ao relatar explicação que deu a Messi por mantê-lo fora.

A viagem da Argentina para a África do Sul está prevista para o final de semana.

Juliette Binoche

23 de maio de 2010 8:22 pm

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Estrela Militante

Por Luiz Carlos Merten

O Estado de São Paulo

CANNES – Sua imagem ornamenta o cartaz do 63.º Festival de Cannes, que termina hoje. Só isso tem garantido que, nas últimas duas semanas, o rosto de Juliette Binoche tenha estado com frequência na mídia de todo o mundo. Quando o presidente do festival, Gilles Jacob, lhe pediu autorização para usar a foto de Brigitte Lacombe, ela imediatamente concordou, por amizade a Cannes e também por ver neste reconhecimento uma forma de agradecer aos grandes cineastas com quem trabalhou. Nem Jacob nem Juliette sabiam, ainda no ano passado, que o filme que ela interpreta – Copie Conforme, de Abbas Kiarostami – estaria na competição. “Uma coisa não tem nada a ver com a outra”, ela garante.

Mas Juliette, por suas lágrimas, ganhou ainda mais espaço na imprensa, esta semana. Foi durante a coletiva de Copie Conforme. Jornalistas de todo o mundo interpelaram Abbas Kiarostami, pedindo que comentasse a prisão de seu ex-assistente, Jafar Panahi. O autor de filmes como O Balão Branco e O Círculo está preso há três meses no Irã, sem acusação formal, mas suspeito de atividades antigovernamentais. Kiarostami fez uma descrição bastante dura da repressão no governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Juliette chorou.

Na quinta-feira à tarde, o repórter do Estado teve o privilégio de conversar durante meia hora com Juliette Binoche. O cenário era a praia Chérie-Chérie, na Croisette. Era final de tarde, Juliette encerrava seu dia de trabalho. É bela, mas sem glamour. Uma beleza natural, que vem do interior, passa pelo olhar – ela é uma rara estrela que olha o interlocutor nos olhos – e se manifesta no sorriso que pode virar gargalhada. Quando ri, ela franze o nariz. Fica irresistível.

Juliette Binoche seleciona muito os filmes que faz. Ela descreve a filmagem de Copie Conforme como uma experiência rara. Filmou na Toscana, na Itália, uma das regiões mais bonitas do mundo. Admite que trabalhou duro para criar essa mulher que bombardeia seu homem com cobranças. O filme é sobre afeto, sobre relações. Discute o que pode manter unido ou separar o casal. Para a atriz, Copie Conforme é produto de sua cumplicidade com o diretor. Mas nem ela sabe explicar o mistério de certas partes, quando alguma coisa passa pelo filme, por seu sorriso.

“Le mystère, ça ne s”explique pas.” O mistério não precisa de explicação. E as lágrimas por Jafar Panahi? “Foram espontâneas, e sinceras.” Transformaram Juliette Binoche na estrela militante de Cannes em 2010. Ela se define como “militante, malgré moi”. Não queria ser, mas a necessidade a obriga a tomar partido. “É uma questão de responsabilidade. Estamos no maior festival de cinema, é o foro para se lutar por liberdade de expressão. Os países precisam de seus artistas. O Irã precisa de Jafar. Como não se solidarizar com ele?”

“Prisão de Panahi é uma ofensa”

Pergunte a Juliette Binoche e ela será a primeira a dizer que é impossível, não apenas difícil, saber o que é verdadeiro e o que é falso em Copie Conforme, seu novo filme com o autor iraniano Abbas Kiarostami. Antes, haviam feito Sirin. Kiarostami dirige filmes que podem ser vistos como manifestos estéticos e/ou políticos. Muitas vezes, ele deu seu testemunho sobre o Irã, mas em Copie Conforme ele não está discutindo o país, até porque realizou o filme na Itália. Seu tema é a arte – “copie conforme” designa a cópia perfeita -, mas este é só o ponto de partida para uma discussão sobre o casal formado por Juliette e William Schimell. Copie marca a estreia do tenor inglês no cinema.

Quer dizer que Copie Conforme nasceu de uma anedota…?

…Que Abbas me contou e que tinha a ver com um incidente ocorrido com ele na Itália. Conheço Abbas há tempos. Ele me convidou para visitá-lo em Teerã. Fui e um dia ele me contou essa história. Fiquei fascinada por seu relato, cheio de detalhes. Por isso, no momento decisivo, fiquei desconcertada quando ele estourou num risada e me disse que era tudo falso. “Tudo, como?” Tudo. Ele estava testando seu inglês, foi tecendo a história e eu caí no conto.

O que resta disso no filme?

A essência é a mesma e incidentes como o do sutiã que retiro na igreja ou o restaurante já estavam no primeiro relato. O importante, o novo, é que acho que Abbas nunca falou dessa maneira sobre a relação entre homem e mulher nem explorou a gama de sentimentos humanos. É como se essa história fosse dele, e ele a carregasse na sua parte mais íntima. Trabalhamos muito na preparação do filme, e ele me disse que, ao filmar, conseguia saber o que eu estava dizendo sem prestar atenção numa palavra do meu inglês, ou francês, apenas olhando no meu rosto. Copie Conforme foi um projeto que nasceu da cumplicidade.

Como você explica o mistério de cenas como a do restaurante, quando você está de frente para seu marido e olha atrás dele, na praça. Como Abbas consegue esses momentos mágicos?

Com muito trabalho. Muita preparação e também repetição. O mistério não se explica. Se você lhe perguntar, ele vai dizer a mesma coisa. Gosto de ser cúmplice dos diretores com quem trabalho, mas este caso foi especial. Nunca senti Abbas tão seguro de si, e olhe que Copie Conforme marcava muitas novidades para ele. Pela primeira vez, filmava fora do Irã, com um ator que nunca havia feito cinema. Outro diretor talvez se estressasse, mas Abbas estava sereno, como se carregasse em si os sentimentos do casal de protagonistas. A filmagem de Copie Conforme foi um momento especial de minha carreira e vida.

O filme foi feito em ordem cronológica. É raro, não?

É raro, mas ele foi concebido dessa maneira, o que nos deu mais liberdade e, no caso de William (o ator William Shimell), mais segurança. A preparação foi tão intensa que, muitas vezes, eu terminava por fugir ao texto. Abbas se surpreendia com as improvisações. Mais de uma vez, me fez voltar ao diálogo, mas dizia que ia avaliar as mudanças. E algumas ele conservou.

O filme tem essa cena inesquecível em que você pinta os lábios e experimenta brincos, no banheiro do restaurante. Você põe o brinco vermelho e o deixa de lado, mas este momento breve, 15 ou 20 segundos, terminou virando o cartaz de Copie Conforme. Lembrou François Truffaut, o discurso sobre o provisório e o definitivo do amor em Beijos Proibidos. Você viu o Truffaut, não?

Eu ainda não tinha feito a associação, mas faz sentido. François era alguém que compreendia o amor. Veja que isso que você diz faz parte do jogo de tensões do filme. Arte e realidade, cópia e original, falso e verdadeiro, provisório e definitivo. Para mim, é algo muito belo fazer parte de um projeto complexo como esse.

Você virou a militante política deste festival, depois que suas lágrimas por Jafar Panahi, na coletiva de Copie Conforme, correram o mundo. Você se sente uma heroína?

Virei uma militante, malgré moi. Não se trata de querer, mas de necessidade. Muitas vezes, senão sempre, a gente tem de tomar partido. A prisão de Jafar (Panahi) é uma ofensa à minha inteligência e sensibilidade. Um país precisa de seus artistas, o Irã precisa dele. Como não lutar por sua integridade artística e humana?

Você diz que não quer ser uma militante, mas também fez Em Minha Terra que é um filme político de John Boorman. Como ele ocorreu em sua vida?

Claro que havia a vontade de filmar com John Boorman, mas também havia a história da Comissão de Reconciliação, na África do Sul. Veja que essas causas no fundo são muito simples, humanitárias. A liberdade de expressão de Jafar (Panahi), a questão dos direitos humanos aviltados pelo apartheid. Não é preciso ter uma grande consciência para lutar por essas coisas. São básicas.

Você criou recentemente um espetáculo de dança. O que isso representou para você?

Uma pequena revolução na minha vida. Muita gente achou que seria loucura, mas só eu posso avaliar quanto foi importante. A dança libertou meu corpo, minha mente, espantou meus medos. Não creio que conseguisse experimentar tamanha sensação de liberdade diante da câmera de Abbas se não tivesse passado pela dança.

Nós nos encontramos há alguns anos em Paris e era um dia complicado para você. A babá não havia ido, você tinha a casa, os filhos. Tudo isso parece meio surpreendente…

Por quê?

Para a maioria das pessoas você é uma estrela internacional, vencedora do Oscar (por O Paciente Inglês). Todo mundo imagina que você tenha um milhão de empregados à sua disposição…

Mas não é assim que as coisas se passam. Sou mãe por vontade própria. Não faria sentido nenhum não me dedicar a Raphael e Hanna nem cuidar de minha casa. Gosto de acompanhá-los, de ser uma mãe participante. E, depois, é uma fase. Eles vão crescer e viver suas vidas. O que posso lhes dar é agora, e não falo de coisas materiais. Falo de carinho, segurança afetiva, noções de cidadania. Ser mãe para mim não é um papel. De um papel, uma vez representado, eu saio. Mãe, quero ser em tempo integral.

“Cuando ruedo, me olvido de Juliette Binoche”

Por BORJA HERMOSO (ENVIADO ESPECIAL El País)

Cannes – Innegociablemente poliédrica en la manifestación de sus inquietudes artísticas, La Binoche hace cine y teatro, baila, pinta, diseña carteles de sus propias películas, escribe poesía y quizá alguna vez se decida a ponerse detrás de una cámara (“Me temo que ocurrirá un día”, reconoce). En 1996 ganó el Oscar a la mejor actriz de reparto por su soberbia interpretación en El paciente inglés, pero para entonces ya había rodado a las órdenes de gente como Krzysztof Kieslowski (Azul), Louis Malle (Herida), André Téchiné (La cita) o Jean-Luc Godard (Yo te saludo, María). Supo que se había convertido en una estrella cuando en 1993 el presidente de la República, François Mitterrand, la invitó a cenar con él en el Elíseo. Rechazó la invitación. Todavía no era la actriz francesa mejor pagada de la historia aunque ya era la novia de Francia. La entrevista tiene lugar en una de las playas privadas de Cannes, donde Juliette Binoche (París, 1964) acaba de promocionar la película de Abbas Kiarostami Copie conforme: atención a un posible premio de interpretación en el palmarés de esta noche.

Pregunta. ¿Cómo se encuentra en un lugar tan mastodóntico como el Festival de Cannes? ¿No se siente, digamos, sobreexpuesta?

Respuesta. Sobreexpuesta… ¿por qué, ante qué?

P. Entrevistas, ruedas de prensa, cócteles, fiestas, comidas, cenas, promoción, promoción, pro-moción…

R. Es que cuando vengo procuro hacer lo mínimo, ¿sabe? Esta vez he hecho lo estrictamente necesario: pasé por la alfombra roja en la sesión de gala de mi película, Copie conforme, he dado unas pocas entrevistas, y ya está. El festival ha ido creciendo, eso sí, hay muchas fiestas, bueno, la verdad es que siempre las hubo… Pero sí creo que Cannes tiene que encontrar un equilibrio entre el comercio y el talento, entre el cine más comercial y el de directores llenos de talento y originalidad.

P. ¿Qué define a Cannes en relación a otros festivales? ¿Cuál es la diferencia, si la hay?

R. Que abre la mano para que el cine de autor pueda existir de verdad, y para que pueda ser vendido en todo el mundo. No hay muchos festivales que permitan eso. Cannes lo hace. Su apuesta tiene el mérito de no dirigirse precisamente al cine más fácilmente vendible, ¿sabe?

P. Cine en 3D, cine estrenado en Internet a la vez que en festivales, cine en el teléfono móvil… Da la sensación de que el cine se busca a sí mismo.

R. No, es el hombre el que se busca a sí mismo, no confundamos. No el cine, sino las personas que hacen el cine. Y es normal, el hombre no hace otra cosa que buscar y rebuscar, y lo hará hasta el final de los tiempos. No somos más que exploradores de nosotros mismos. No sabemos quiénes somos, no sabemos cuál es nuestro origen, podemos imaginarlo, tratar de adivinarlo, pero no lo conocemos. Y eso es lo apasionante del arte. Y del cine.

P. ¿Qué cosa?

R. Que nos permiten entrar en relación con otros yo distintos a los habituales.

P. Además de interpretar en el cine, usted baila, pinta y escribe poesía. ¿Lo hace porque esas facetas le permiten expresarse de una forma que el cine no le deja?

R. No sé. Sí sé que el arte solo vale cuando nos permite olvidarnos de nosotros mismos. Si cuando uno crea algo no logra olvidarse, no está en el buen camino.

P. ¿Le ocurre cuando rueda? ¿Se olvida de Juliette Binoche?

R. Claro que sí, cuando ruedo me olvido de ella y no sé lo que va a pasar. Y ese misterio y ese olvido de mí misma me apasionan.

P. Debe de resultar placentero olvidar que uno es uno. ¿Lo es para usted, le encuentra placer?

R. Sííí… Bueno, cuidado, es muy, muy placentero cuando de repente, en medio de una toma, tocas algo mágico dentro de ti que no conocías e intuyes que lo has logrado, que has triunfado. Pero cuando te das cuenta de que fracasas es tremendo, muy humillante.

P. Aquí mismo Javier Bardem dijo que su trabajo consistía en “ser” más que en “ser actor”, aunque eso era tremendamente difícil. ¿Coincide con él?

R. [Risa nerviosa]. Claro, claro.

P. ¿Y? En su papel de Copie conforme, de Abbas Kiarostami, ¿ha conseguido usted ser?

R. Eso me lo tendrá que decir usted.

P. Yo no puedo saberlo. Usted ha rodado con grandes cineastas, Kieslowski, Godard, Téchiné, Malle, Haneke, Boorman, Minghella… ¿Qué tiene Kiarostami de especial, si lo tiene?

R. Bueno, esta película nació de una amistad. La verdad es que yo no sabía si iba a acabar rodando con él: él es iraní, yo francesa; él solo habla farsi, yo no lo hablo… Me resultaba bastante improbable trabajar con él, aunque adoraba sus películas y además le había conocido precisamente en Cannes, a través de Jean-Claude Carrière. Abbas me pidió que fuera a Teherán, y fui, y comprobé por mí misma, no a través de los medios de comunicación, cómo es ese país, lo hospitalarios que son los iraníes, cómo les apasiona el arte, cómo están llenos de alegría de vivir… ¡En eso se parecen mucho a los italianos! Durante mi visita, se me acercaron tres mujeres que vestían burka, todo de negro de la cabeza a los pies, ¡y se me acercaron y me empezaron a tocar y a pedir autógrafos y a gritarme: “Hemos visto sus películas”!

P. ¿Quizá por eso Kiarostami decidió rodar en la Toscana su primera película fuera de Irán?

R. Abbas se encuentra muy cómodo en Italia, se siente un poco en casa, es el país europeo en el que mejor se siente.

P. En Copie conforme nada es lo que parece, los personajes se mueven entre verdad y mentira, entre apariencia y realidad… Un poco como en la vida, siempre entre dos orillas, ¿no?

R. Eso es. Nosotros también mentimos. Aunque la mentira tenga ese componente de culpa tan grande. Sin embargo, fíjese, los niños no le dan tanta importancia a esas diferencias entre crear y contar, entre inventar cosas y decir las verdades. El niño establece la relación entre esos dos mundos de forma natural. Pero perdemos muy pronto esa capacidad, por culpa de nuestra educación, de lo que es malo y lo que es bueno.

P. Usted es madre de dos niños. ¿Cree que la infancia es el estado puro de la verdad y que luego, con la edad adulta, llega irremisiblemente la mentira?

R. A mí me gusta esa frase que dice “el amor te hace virgen”. O sea, que la verdad no tiene que ver con el tiempo, sino con nuestro estado interior.



Ver mais Juliette Binoche aqui e aqui.

Bom final de semana!

20 de maio de 2010 6:20 am

Termino a semana antecipadamente porque estou de saída para o Tocantins, onde ficarei até a próxima segunda-feira, dia 24 de maio, a fim de vacinar o gado Brangus (projeto financiado pelo BASA, ver algumas das viagens anteriores aqui, aqui e aqui) contra a febre aftosa, de maneira que, diante da impossibilidade de acesso a internet, este blogue somente voltará a ser atualizado no dia 25 de maio, terça-feira.

Enquanto isso, visões paradisíacas:

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Bom final de semana!!!

14 de maio de 2010 8:40 am

Jessica Alba

Alice HBO ganha 2 telefilmes

12 de maio de 2010 11:51 am

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Dois anos depois, a HBO recupera personagem de garota que busca novo começo em São Paulo após a morte do pai

Programas com 90 minutos de duração têm direção de Sérgio Machado e Karim Aïnouz e entram em cartaz no segundo semestre

LÚCIA VALENTIM RODRIGUES

Folha de São Paulo

Dois anos depois, Alice mudou. Nada a ver com a criação de Lewis Carroll, tão em voga ultimamente depois da estreia do longa de Tim Burton.

Ela é apenas uma jovem de 20 e poucos anos em busca de um futuro, mas sem saber direito o que quer do mundo, nesta série homônima produzida pela HBO brasileira em parceria com a Gullane Filmes.

Após a primeira temporada, em que a morte do pai desencadeou uma viagem do Tocantins para São Paulo, a protagonista vive nova fase, em um relacionamento estável com o namorado Nicholas (Vinicius Zinn).

O canal transformou uma nova temporada (a primeira tem 13 episódios) em dois telefilmes de 90 minutos, com estreia no segundo semestre.

O primeiro tem direção de Karim Aïnouz (“Madame Satã”). O segundo, de Sérgio Machado (“Cidade Baixa”). “O ponto de partida é que Alice se sedentarizou”, explica Aïnouz.

A engrenagem das filmagens, que terminaram em abril, fez com que Machado rodasse o final primeiro. É que ele lança um novo longa, “Quincas Berro D’Água” (leia nesta página).

“O tempo para fazer essa nova leva foi mais curto”, conta Machado. “Em compensação, estamos mais relaxados. Já conhecemos o universo de Alice.”

A atriz Andreia Horta, que vive a protagonista, também achou mais fácil reviver a personagem. “Já sei quem ela é, embora não seja mais a mesma. Agora está mais madura, com questões mais adultas. Acha que a felicidade está dentro de um protocolo. Quer casar, comprar um apartamento. Deposita no Nicholas seu projeto de vida, por isso não vai dar certo.”

Zinn concorda: “Relacionamentos são complicados. E a diferença deles é o tempo”.

O primeiro telefilme, formato raro na TV brasileira, é mais focado em relacionamentos. A Folha acompanhou um trecho das filmagens, no teatro Itália, no centro de São Paulo. É lá que Alice tenta montar uma peça.

Aïnouz diz que acrescentou toques fellinianos à série com “pessoas discutindo a relação, enquanto usam as máscaras do espetáculo”. “Vira algo mágico, fora do realismo do cotidiano.”

Depois, uma crise vai fazer Alice correr contra o relógio. “Vai ser crucial para ela.”

Talvez seja o chacoalhão necessário para Alice crescer. E quem sabe ganhar uma nova temporada completa.

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Ver mais sobre Alice aqui e aqui.

Amores brutos

10 de maio de 2010 8:00 am

Fotógrafa que estará na Bienal de SP, Nan Goldin traz influente série dos anos 1980 em que retrata personagens marginais

Fotos Divulgação

‘Nan and Brian in Bed’, fotografia de Nan Goldin, da série ‘Ballad of Sexual Dependency
Por SILAS MARTÍ

Folha de São Paulo

Nan Goldin está sozinha em Paris. Já morreram as pessoas que ela amava, motivo que a fez trocar Nova York pela capital francesa, onde mora há dez anos, sem nem falar a língua.

“Esse não é o melhor lugar para emoções”, diz Goldin em entrevista à Folha, por telefone. “Não amo mais ninguém, sou eu e poucos amigos.”

Em tudo, a fotógrafa escalada para a Bienal de São Paulo, em setembro, parece estar mais fora do que dentro.

Suas imagens fundaram um estilo, escancaram momentos íntimos sem pudor nem rodeios -casais na hora do orgasmo, arranhões e tapas no rosto. Mas por mais que ela seja personagem desses dramas movidos a álcool e anfetaminas, seu olhar é de voyeur inconsolável.

Na próxima Bienal, parte desse mundo será visto sem sua presença. Seus amigos e amantes, flagrados em Nova York e Berlim nos anos 70 e 80, são heróis da série “Ballad of Sexual Dependency”, ou balada da dependência sexual.

“Não é sobre o underground nova-iorquino nem sobre viciados e prostitutas”, afirma Goldin. “É sobre relacionamentos entre homens e mulheres e por que são tão difíceis.”

Ela mesma aparece na cama com o namorado Brian. Mais tarde, ostenta um olho roxo e um machucado na forma de coração. “Amor vem acompanhado de violência e dor”, afirma. “É sempre um embate entre a autonomia e a dependência.”

Esse trabalho, exibido pela primeira vez na Bienal do Whitney em 1985, deu o rótulo de artista à fotógrafa que começou retratando travestis em Boston e depois despontou entre punks e drogados do Lower East Side nova-iorquino.

Enquanto críticos nos Estados Unidos viram na série a “alienação cancerosa que define a alma angustiada da juventude pós-guerra”, Goldin afirma ter feito nada mais que um retrato dela e de sua tribo.

“Não era um grupo marginal, de pessoas isoladas”, diz. “Ninguém se importava com nada, nós éramos o mundo, nunca houve uma cena à parte.”

Ganhou outro peso esse registro depois que a Aids levou quase todos os que aparecem nas fotografias. No lugar dessa alma abstrata da juventude pós-guerra, a dor pessoal virou a base do trabalho de Goldin.

Mesmo o suicídio de sua irmã Barbara, que se deitou nos trilhos de um trem aos 18 anos, virou tema de uma série.

“Minha questão é amizade e sobrevivência”, diz. “Pergunto como é possível viver depois de perder todos que você ama, meus amigos todos morreram.”

Êxtase e abstinência

Ela mostra altos e baixos dessas existências doídas. É fato que Goldin abriu estrada para a geração de fotógrafos que veio depois, como os alemães Juergen Teller e Wolfgang Tillmans, que injetaram hedonismo ímpar nesse tédio rasteiro.

Mas a raiz de toda a dor na obra da americana está, além de na biografia, na destruição documentada pelo cineasta Larry Clark na série “Tulsa”, imagens de garotos viciados nos subúrbios de Oklahoma.

Vem desse universo o teor visceral das imagens de Goldin. Não há verniz de glamour nem sombra de luxo nos ambientes sujos, na vida doméstica desarranjada, de copos vazios, queimaduras na pele e maquiagem borrada que ela retrata. Não é um diário pessoal com margem para a histeria ou a felicidade.

Momentos de êxtase são flagrados entre uma e outra crise de abstinência, internações em clínicas de reabilitação. Mas Goldin parece estar sempre de fora. “Vivo uma vida mais solitária do que essa das baladas”, afirma. “Fiz isso há 20 anos, mas agora acredito em teorias da conspiração, tento manter os olhos sempre bem abertos.”

De acordo com suas teorias, a arte anda fria demais. Sobraram poucos artistas que ainda têm “glóbulos vermelhos”. “Quando ando pelas ruas, as pessoas me olham como se eu fosse uma figura “cult” que já morreu”, conta. “Mas eu não deixo isso mexer comigo.”

Frases

Amor vem acompanhado de violência e dor. É sempre um embate entre a autonomia e a dependência

As pessoas me olham como se eu fosse uma figura “cult” que já morreu

NAN GOLDIN
artista plástica

Obra é impregnada de antropologia íntima

Por LUIZ BRAGA*

ESPECIAL PARA A FOLHA

Num tempo em que o uso destrambelhado do Photoshop edulcora criaturas e cria personagens sem poros e despidos de suor que ocupam o inconsciente contemporâneo, a vinda de “Ballad of Sexual Dependency” é um maravilhoso sopro de vida inteligente e sensível.

Já era tempo de recebermos o trabalho mais celebrado de Nan Goldin. Impregnado de antropologia íntima, faz borbulhar a banheira de sentimentos em nós. Impossível ficar inerte.

Em território delicado, desenvolveu-se como um Twitter de imagens carregadas de afetividade. Nan está em cada grão dos slides -termo que muitos usam sem saber a origem dessa película fotográfica colorida, em 35 mm, criada para famílias americanas poderem projetar, no “home sweet home”, sequências de imagens, aniversários, casamentos e viagens.

Nan usou a mesma técnica ao fotografar amigos, dores e amantes. Mas o piquenique não tinha só hambúrgueres e Coca-Cola. Foi moldado entre paredes imperfeitas de uma cidade íntima onde se ouve a voz de Marianne Faithful.
Cada imagem é permeada como que de uma necessidade legítima de eternizar momentos perecíveis. Não se trata de um documentário. Trata-se de vida, a mesma que carregamos mas que poucos têm a maestria de revelar em fotos de carne e osso, hematomas e fumaça. “Ryan in the Tub” me levou ao sobrado da adolescência, mergulho que não tem preço.

*Fotógrafo, esteve no pavilhão brasileiro da última Bienal de Veneza

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